Assassinos de PRF morto na Pituba são condenados a mais de 40 anos de prisão

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Sepultamento do corpo de Marcelo, dois dias depois do crime (Foto: Betto Jr/ Arquivo CORREIO)

Os quatro homens responsáveis pelo latrocínio do policial rodoviário federal Marcelo Caribé de Carvalho, ocorrido em 24 de setembro de 2015, na Pituba, foram condenados a mais de 40 anos de prisão. O policial foi morto ao reagir a um assalto, em uma barraca. A vítima trabalhava em Rondônia e estava de folga, visitando a família, no dia do crime. Marcelo tinha sete meses na instituição e 28 anos de idade.

Segundo a Polícia Civil, Vitor Vagner Matos Neri, autor dos disparos, e Paulo Tiago Rabelo dos Santos foram condenados a 56 anos, oito meses e 11 dias de prisão. Idenivaldo Santos de Oliveira, o Vinte do Cavaco, foi condenado a 58 anos e quatro meses, e Edvandro Carvalho de Santana, a 47 anos, sete meses e 15 dias de reclusão.

Marcelo foi baleado na cabeça durante um assalto na Barraca do Regis, na rua Ceará, próximo a uma escada de acesso ao Parque Júlio César. O crime aconteceu por volta das 21h de uma quinta-feira. Os bandidos chegaram em um Gol prata e, enquanto um deles ficou no carro, os outros desceram armados do veículo e anunciaram o assalto. No momento do crime, a barraca estava cheia de clientes que bebiam e conversavam na calçada.

Os criminosos passaram com uma sacola na mão exigindo que todas as vítimas entregassem os celulares. Marcelo estava com dois amigos e entregou o telefone, mas, em seguida, sacou a arma e disse ser policial. Vitor, no entanto, foi mais rápido e atirou contra a vítima. Antes de fugir, os bandidos levaram a arma de Marcelo.

O policial foi baleado na cabeça e socorrido por uma guarnição da 13ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM/Pituba) para o Hospital da Bahia. Ele ficou internado por dois dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), até o sábado, quando o hospital confirmou a morte encefálica do policial. O corpo dele foi sepultado naquele mesmo dia, à tarde, no Cemitério Jardim da Saudade, em Nova Brasília.

Ele veio a Salvador visitar família e amigos e voltaria para Rondônia um dia depois do crime. “Ele veio visitar os pais e o irmão que já tinha um tempo que não via os três. Ele estava de folga havia uma semana e iria para o aeroporto na madrugada”, disse uma amiga da família ao CORREIO, na época.

 

Fonte: Correio da Bahia

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