Entidades Sindicais querem criar protocolo de segurança para GEFM

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Entidades Sindicais cobram resposta rápida para o episódio – Foto: Agência FenaPRF

Entidades sindicais representativas dos policiais rodoviários federais, auditores fiscais do trabalho e procuradores do trabalho se reuniram em Brasília, nesta quarta-feira (25), e decidiram debater e encaminhar ao Governo Federal um pedido para a criação de um protocolo de segurança para o Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), responsável por operações de combate ao trabalho escravo.

Na reunião, todas as entidades repudiaram de maneira veemente o ataque sofrido por servidores das três categorias durante uma operação em uma fazenda em São Felix do Xingu (PA), no último dia 18 de maio. Na tentativa de verificar uma denúncia de trabalhadores, os agentes públicos foram recebidos a tiros. A Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF), o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (SINAIT) e a Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT) cobram uma resposta do Poder Público sobre o episódio.

No encontro em Brasília, na sede do SINAIT, ficou definido que as entidades vão protocolar um pedido conjunto de audiência no Ministério da Justiça (MJ), também solicitando a presença da Secretaria Nacional de Direitos Humanos na reunião, para debater o covarde ataque aos servidores do Estado Brasileiro.

Além disso, as entidades vão solicitar a realização de audiências nas Comissões de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, para debater a atuação do GEFM, estrutura criada em 1995 para combater o trabalho escravo no Brasil. Os servidores querem definir um protocolo de segurança unificado para as operações do grupo. A medida deve envolver as autoridades responsáveis de todos os órgãos que participam desse tipo de operação.

“O que precisa ficar claro é que este episódio não pode passar despercebido pelo Poder Público. Servidores públicos, que representam o Estado, foram atacados de maneira covarde. É preciso que seja dada prioridade a essa investigação, para que todos os criminosos envolvidos sejam punidos na forma da Lei. É importante a definição de um protocolo de segurança, para que ele seja adotado em todas as operações. Este trabalho, porém, precisa ser feito em conjunto por todos os órgãos envolvidos”, ressaltou o vice-presidente da FenaPRF, Deolindo Carniel.

O grupo também pretende encaminhar um ofício à autoridade da Polícia Federal responsável pelo inquérito do caso, solicitando a investigação do episódio o mais rápido possível. Além do vice-presidente da FenaPRF, Deolindo Carniel, também participou da reunião o diretor financeiro da entidade, Ricardo Sá. O presidente do SINAIT, Carlos Silva, o presidente e a vice-presidente da ANPT, Ângelo Fabiano Farias da Costa e Ana Cláudia Rodrigues Monteiro, também estiveram presentes. As entidades devem voltar a se reunir para debater sobre o episódio e cobrar respostas rápidas sobre a apuração do ataque.


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