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Aposentadoria policial não é privilégio

Em 2016, 437 policiais perderam suas vidas de forma violenta, no cumprimento do dever ou em decorrência direta de sua atividade.

A Reforma da Previdência proposta pelo Governo Federal, além de ignorar estes dados absurdos, ignora também as condições de vida e de saúde dos policiais brasileiros.

Quando se fala em condições de saúde do policial, o estudo da FGV, que levou em consideração as polícias da união, alerta para dados ainda mais preocupantes:

– 94% do efetivo policial pesquisado apontou nível médio ou alto de estresse ocupacional;
-36% dos policiais sofrem de doenças mentais e comportamentais;
– 54% do efetivo policial apresenta quadro de doenças osteomusculares;
– 16% dos policiais brasileiros sofrem de doenças cardiovasculares.

Finalmente, o estudo apontou ainda que cerca de 13% do efetivo policial é afastado anualmente, em determinados períodos, para tratamento de saúde.

O Governo insiste com o discurso falacioso de romper privilégios e promover igualdade.

Ser policial no Brasil é uma vocação! E os homens e mulheres que o fazem, diariamente, têm a consciência do quanto o seu esforço para promover segurança, mesmo em condições tão precárias, evitam que o país mergulhe no caos absoluto.

Mas é certo também que a aposentadoria policial não é nenhum privilégio! Ao contrário, é o mínimo de obrigação do Estado brasileiro. O mínimo e muito abaixo do que deveria ser.

Aposentadoria policial não é privilégio! É obrigação do Estado!

NOTA PÚBLICA – União dos Policiais do Brasil repudia itens aprovados na Comissão da Reforma da Previdência

A União dos Policiais do Brasil – UPB, composta por entidades representantes dos profissionais de segurança pública no país, reafirma o seu compromisso de continuar lutando contra as propostas referentes à Reforma da Previdência, que desconsideram por completo a natureza da atividade policial, suas complexidades e especificidades, abrangendo altos níveis de estresse, risco constante de vida e grande desgaste físico e psicológico.

Nesse sentido, destacamos os principais pontos prejudiciais aprovados na Comissão Especial da PEC 287:

– alterações no cálculo e reajuste da aposentadoria policial;
– ausência de regras de transição para os atuais policiais;
– alterações nas regras de pensão policial;
– ausência de regras específicas para a aposentadoria da mulher policial; e
– aumento gradativo da idade mínima para aposentadoria do servidor policial, sem considerar as especificidades da atividade.

Não bastando o ataque à aposentadoria policial, a falta de investimentos e de policiais em quantidade suficiente, a UPB também repudia as medidas anunciadas pelo governo federal que fragilizam ainda mais a segurança pública em nosso país, dentre as quais destacamos:

– congelamento de salários dos profissionais de segurança pública, com o adiamento da correção monetária já aprovada em Lei, após longo e desgastante processo de negociação;
– aumento da alíquota da contribuição previdenciária de 11 para 14%;
– congelamento de concursos públicos para carreiras policiais; e
– reestruturação das carreiras policiais, com redução de salário para as classes iniciais.

Assim sendo, ratificamos o compromisso de lutar unidos para que os profissionais de Segurança Pública possam ter o tratamento devido às peculiaridades de suas atividades.

 

Brasília, 24 de outubro de 2017. União dos Policiais do Brasil – UPB

FenaPRF agradece parlamentares que votaram pela derrubada do Veto 14

Na última semana, pudemos acompanhar um duro embate no Congresso Nacional, no qual deputados federais e senadores demonstraram o reconhecimento da sociedade brasileira aos serviços prestados pela Polícia Rodoviária Federal.

Na sessão conjunta do Congresso, parlamentares de diversos estados e partidos se revezaram em defesa da PRF e de seus policiais, e contra o sucateamento da instituição, resultantes de pobres políticas de segurança pública praticadas pelo Poder Executivo.

A FenaPRF reconhece e agradece o apoio do Parlamento brasileiro, e clama para que os legisladores federais se juntem aos homens e mulheres PRFs de todo o Brasil na luta pela valorização da instituição, para que possamos cumprir com máxima eficiência a nossa missão junto à sociedade.

Valorizar o PRF é Preciso!

Nota de repúdio: A conta da incompetência do governo não pode ser paga somente pelos servidores públicos!

O Governo Federal anunciou na última terça-feira (15) mais ataques ao funcionalismo público brasileiro. A ideia é diminuir os estragos produzidos por eles próprios na economia nacional, mais uma vez colocando na conta dos funcionários públicos e trabalhadores brasileiros.

A Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF) repudia veementemente a forma com que o Governo vem tratando os policiais e as demais categorias de servidores públicos federais.

Dentre as medidas absurdas anunciadas estão a redução do salário para ingressantes no serviço público, o corte de 60 mil cargos vagos, o que não traz economia alguma para o governo, e o adiamento de reajustes já assinados e acordados com as categorias, uma falta de coerência e principalmente de ética com o funcionalismo público, característica que vem se tornando o retrato do governo brasileiro atual. Ressaltamos que ainda temos duas parcelas de reajuste para receber do acordo assinado em maio de 2016, o qual não passou de recomposição de perdas inflacionárias após anos sem aumento salarial. Tal acordo foi conquistado de forma justa, e não imposta, após dois anos de negociações, e chancelados pelo Ministério do Planejamento (MPOG), e não pode ser simplesmente ignorado.

Os policiais rodoviários federais vêm sofrendo ataques recorrentes do Governo. Estamos trabalhando com o quadro diminuto, e desde a fundação da nossa instituição nunca atingimos a totalidade de vagas que é reservada por lei devido à falta de concursos liberados. Mesmo com poucos policiais para fiscalizar as rodovias brasileiras sofremos outro golpe em maio deste ano. Quase 50% do orçamento da PRF foi contingenciado pelo mesmo Governo Federal.

O enfraquecimento do serviço público, através da redução de garantias dos servidores, em especial das carreiras típicas de estado, responsável por serviços de auditoria, fiscalização e controle do estado, resulta em prejuízos na prestação de serviços à sociedade, bem como no controle das atividades do Estado. Fica claro que o objetivo dessas medidas contra os servidores públicos não é racionalizar os gastos públicos, mas sim fragilizar as estruturas legítimas de fiscalização e controle do Estado.

Outras medidas que foram publicitadas pelos governantes e que atacam nossos servidores são o aumento da alíquota da contribuição previdenciária de 11% para 14% e congelamento de concursos que já estavam previstos, mesmo estando a Câmara a aprovar um fundo bilionário para campanhas políticas em 2018 e o governo concedendo inúmeras isenções fiscais e subsídios a empresários, uma total falta de critérios e bom senso com os brasileiros.

Não aceitaremos os absurdos impostos a nós policiais. Já que todas essas medidas absurdas ainda precisarão ser aprovadas no parlamento, nos comprometemos a intensificar os trabalhos no Congresso junto aos parlamentares, e convocamos a todos a se ombrearem conosco. Iremos ainda nos reunir com entidades, que são parceiras em grandes lutas, como os integrantes do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasef), da União dos Policiais do Brasil (UPB) e da Confederação Nacional das Carreiras Típicas de Estado (CONACATE). Também continuaremos nossa agenda com as centrais sindicais e confederações para intensificar a luta contra a Reforma da Previdência.

Estamos sendo atacados por um Governo que deveria estar preocupado em gerar condições para a criação de empregos e em reduzir as taxas de juros. Os trabalhadores brasileiros estão vendo seus direitos escorrerem pelos dedos, direitos que foram conquistados com muita luta e suor. Primeiro os trabalhadores da iniciativa privada, com a Reforma trabalhista, e agora o funcionalismo público é o alvo. Não ficaremos inertes com essa situação vergonhosa.

 

A reprodução desta notícia é autorizada desde que contenha a assinatura ‘Agência FenaPRF’

Nota Pública: Possibilidade de atraso no reajuste dos servidores públicos

Os Servidores Públicos Federais rechaçam o anúncio do governo federal sobre a possibilidade de postergar o pagamento da parcela de reposição salarial de janeiro de 2018, prevista em lei. O governo tenta, mais uma vez, transferir para os servidores e para o serviço público o peso da encruzilhada econômica do país.

As leis já sancionadas e que garantem reposições salariais a diversas categorias do serviço público federal não caíram do céu, tampouco representam acenos de simpatia e afago aos servidores. São resultado de longas e difíceis negociações, conduzidas pelo próprio governo federal por mais de dois anos, até que fossem concluídas. Não é apenas o “mercado” que exige segurança jurídica para que seus contratos sejam respeitados. Os servidores públicos também exigem tal segurança, para desempenharem com normalidade e regularidade a prestação de serviços de natureza pública, com excelência, com foco no cidadão e nos compromissos do Estado brasileiro.

As categorias envolvidas dedicaram longa jornada perante os poderes Executivo e Legislativo, até a sanção das suas respectivas leis de reestruturação. Assim o fizeram porque têm consciência da importância de terem garantida a devida segurança jurídica que permeia a natureza das funções e atividades por elas desempenhadas, sempre na busca de melhorar a prestação dos serviços públicos, definidores de um Estado Democrático de Direito.

É incompatível com a recuperação fiscal do país o panorama de negação das leis vigentes e demais incertezas plantadas pelo governo na direção do funcionalismo público federal. O governo criou um ambiente de tensão e anormalidade sobre os órgãos envolvidos, tudo o que não se quer num momento em que o Brasil precisa da união de esforços, de todos os servidores públicos, para garantir o efetivo cumprimento de suas obrigações constitucionais e superar toda sorte de dificuldades.

A alegação utilizada para postergar a reposição de janeiro de 2018 tem lastro no famigerado ajuste fiscal. As entidades que representam os servidores federais apresentam alternativas que podem ser adotadas, inclusive com maior eficiência e menor clima de tensão. Um exemplo é a revisão do novo Programa de Recuperação Fiscal (Refis), que vai deixar de cobrar dívidas milionárias, beneficiando devedores e sonegadores em detrimento da economia do país. Na medida, o governo federal pretende perdoar cerca de R$ 220,6 bilhões em dívidas tributárias ao longo dos próximos 15 anos. Absurdo! Além dessa, que o governo olhe com maior atenção para os quase 17 mil cargos em comissão (DAS), não ocupados por servidores de carreira, o que certamente chegaria a superar a “economia” pretendida com mais um ataque aos servidores públicos federais concursados.

As entidades signatárias desta Nota Pública levam ao conhecimento de todas as autoridades e da população que não aceitarão a postura do governo de descumprir leis que estão em vigor. Não aceitarão pagar uma conta que já tem sido cobrada, por diversas vias, de todo o funcionalismo público. Entendem que de forma contrária ao que se diz pelas autoridades governamentais, essa iniciativa só tende a piorar a situação fiscal do país, já que são estes servidores os responsáveis pela execução de todas as políticas empreendidas nas esferas de competência da União, inclusive as dedicadas à recuperação fiscal anunciada pelo governo federal.

Brasília-DF, 28 de julho de 2017.

Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho-SINAIT
Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal- SINDIFISCO NACIONAL
Sindicato Nacional dos Analistas Tributários da Receita Federal -SINDIRECEITA
Associação Nacional dos Analistas e Especialistas em Infraestrutura-ANEINFRA
Associação Nacional dos Oficiais de Chancelaria do Serviço Exterior Brasileiro-ASOF
Federação Nacional dos Policiais Federais (FENAPEF)
Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais -FENAPRF
Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado-FONACATE
Sindicato Nacional dos Servidores do Ipea- Afipea-Sindical
Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários – ANFFA SINDICAL
Sindicato Nacional dos Auditores e Técnicos Federais de Finanças e Controle – UNACON Sindical
Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central-SINAL
Sindicato Nacional dos Peritos Federais Agrarios-SindPFA

Policial Rodoviário Federal: Parabéns pelo seu dia


A Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF) celebra neste domingo (23) o dia do Policial Rodoviário Federal. É o momento de homenagear seus homens e mulheres que, dia após dia, representam a PRF nos rincões deste país.

Sabemos o quão importante é o seu papel, Policial Rodoviário Federal. Sem a sua presença nas rodovias não haveria um número considerável de vidas salvas em meio ao trânsito caótico dos dias de hoje, além do combate diferenciado ao tráfico de drogas e entorpecentes, e das inúmeras outras apreensões realizadas, que reduzem o prejuízo que a criminalidade causa à nossa sociedade. E tudo isso em um momento delicado do nosso país, recordista em números de criminalidade, e em meio à crise, com cortes de gastos que prejudicam, inclusive, a própria PRF.
Ainda assim, vocês se entregam para ajudar o país a ser um lugar melhor de se viver, o que nos fortalece e alegra.

Continuaremos unidos na luta por uma melhora diária para essa categoria tão especial, fazendo com que a PRF seja forte o suficiente para combater o bom combate. Nós, da FenaPRF, buscaremos fazer com o que você, Policial Rodoviário Federal, seja ainda mais valorizado por tudo o que representa.

Policial Rodoviário Federal: esse é o seu dia. Parabéns! E obrigado por fazer com que a categoria seja um exemplo em nossa sociedade.

Nota em repúdio ao contingenciamento de verbas da PRF

O Departamento de Polícia Rodoviária Federal (DPRF) divulgou no começo da manhã desta quarta-feira (05) as mudanças no funcionamento da polícia por consequência do contingenciamento de quase metade do orçamento destinado à PRF.

A Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF) lamenta que em um período de aumento do fluxo do tráfico de drogas e de crimes violentos nas rodovias federais, além do início do período de férias escolares, o Governo Federal tome uma atitude tão drástica de diminuir os recursos de uma instituição essencial à segurança pública nacional no policiamento ostensivo nas rodovias federais e prevenção a acidentes. O corte inviabiliza vários projetos de melhorias em andamento, e promove o sucateamento da instituição que, de forma preventiva, há quase 90 anos, mais apreende drogas no país, e, na Década Mundial de Redução de Vítimas do Trânsito vinha reduzindo, ano a ano, o número de mortos e feridos nas rodovias federais.

No ano passado, em 2016, o orçamento para custeio e investimento na PRF foi de R$ 782 milhões e em 2017 caiu para R$ 420 milhões, o que gerou dificuldades na gestão de operações e até do policiamento comum. Com o contingenciamento esse orçamento diminui ainda mais, quase 44% dele foi cortado, restando apenas R$ 230 milhões.

O que representa esse corte na prática?
Os policiais rodoviários federais já têm como rotina de trabalho deslocar-se a pontos em que é mais comum a apreensão de drogas, flagrante de motoristas bêbados e de fiscalização de velocidade para diminuição de acidentes nas rodovias. Com os cortes, o resgate aéreo a vítimas graves de acidentes não acontecerá mais, assim como o policiamento aéreo. Outro serviço que está suspenso é a escolta de cargas que passam da dimensão das faixas viárias. As viaturas da PRF também terão os deslocamentos limitados , e postos serão fechados.

O corte do governo representa transformar uma instituição que trabalha de forma preventiva para uma forma reativa, onde passará a apenas atender as ocorrências, gerando facilidade no trânsito de drogas pelo país, aumento da criminalidade nas rodovias, e principalmente o aumento de mortos e feridos no trânsito, e essa conta recairá mais uma vez sobre a sociedade brasileira.

Vários ofícios foram enviados ao Ministério da Justiça e ao Departamento de Polícia Rodoviária Federal ao tomarmos conhecimento da possibilidade do contingenciamento das atividades da PRF, solicitando providências e procurando evitar que uma atividade essencial de segurança pública fosse descontinuada.

É contraditório o corte do governo à PRF, pois impede o servidor de exercer suas funções de proteção à sociedade, e produz o mesmo efeito de uma greve, que é criticada e proibida pelos próprios governantes, justamente devido à essencialidade dos serviços prestados. A FenaPRF espera que o Governo Federal repense suas prioridades, aja com responsabilidade e faça os cortes, caso necessários, em outras áreas não tão essenciais como o pagamento de juros da dívida pública.

Por fim, reiteramos nosso compromisso de continuar na luta pelo fortalecimento da PRF que passa, necessariamente, pela garantia integral do desempenho das funções constitucionais e legais por parte dos policiais rodoviários federais, o que está sendo comprometido pelo contingenciamento linear do orçamento, que não considera a essencialidade da atividade desenvolvida pela nossa categoria.

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A reprodução desta notícia é autorizada desde que contenha a assinatura ‘Agência FenaPRF’

NOTA | FenaPRF repudia atentado contra a representação sindical dos PRFs em Minas Gerais

É com indignação que a Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF) vem a público para repudiar atentado contra a representação sindical dos PRFs ocorrida no Estado de Minas Gerais e reafirmar o compromisso desta entidade com a incondicional defesa dos policiais rodoviários federais os quais representa.

A presença da representação sindical é, sem dúvida, premissa do agir isento e legal dos que, circunstancialmente, estejam à frente das atividades de gestão dos órgãos públicos, de modo que a restrição ao exercício da representação sindical representa verdadeiro atentado contra o exercício de direitos fundamentais consagrados na Carta Magna e em Convenções da Organização Internacional do Trabalho – OIT, a exemplo da Convenção nº 87, que trata da Liberdade Sindical e à proteção do Direito Sindical, e da Convenção nº 98, que trata da Aplicação dos Princípios do Direito de Organização e de Negociação Coletiva.

Contra esse fato, a Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais ultimará os procedimentos para noticiar o ocorrido à Direção Geral do DPRF, a fim de que episódios como esse não tornem a ocorrer.

A FenaPRF, por fim, reitera que o sistema sindical dos policiais rodoviários federais não compactua com qualquer tipo de desvio de conduta e, nesse sentido, reafirma o compromisso de todo o sistema com a justiça e a verdade nas apurações procedidas em sede de processo administrativo disciplinar, sem prejulgamentos e com respeito ao devido processo legal, tanto sob o aspecto da ampla defesa quanto do contraditório, a fim de que não exista lugar para punições arbitrárias contra os policiais rodoviários federais.

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NOTA DE REPÚDIO | Ato do Governo Federal contribuirá para aumento da violência nas Rodovias e Estradas Brasileiras

A Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF) vem a público externar a indignação e preocupação que atinge todos os servidores da Polícia Rodoviária Federal com os efeitos do contingenciamento de recursos anunciado pelo Governo, sobretudo os que alcançam diretamente o Departamento de Polícia Rodoviária Federal, que repercutirão sobre a segurança pública de todos os cidadãos nas rodovias e estradas federais.A Polícia Rodoviária Federal, órgão do Ministério da Justiça, que conta com apenas 10.382 policiais atualmente para a fiscalização de mais de 61 mil quilômetros de rodovias federais de Norte a Sul do país, vem entregando à sociedade brasileira, ao longo dos seus 89 anos de existência, os seus melhores esforços para a preservação da vida e do patrimônio da população que transita diuturnamente nas estradas federais do Brasil.Com uma gestão moderna e eficiente, e pela dedicação e paixão de seus servidores, o órgão se tornou referência na aplicação transparente e econômica de todos os recursos que recebe, despontando como pilar no combate à crescente criminalidade que assola o país.

Pelo empenho dos policiais que atuam, por diversas vezes, em condições precárias de trabalho, a PRF se tornou o órgão policial que mais apreende drogas no Brasil; a capacitação do efetivo da PRF e o investimento na modernização do órgão tem permitido um contínuo decréscimo nas estatísticas de mortes nas rodovias federais brasileiras ao longo dos últimos anos, permitindo o país se aproximar do intuito firmado com a Organização Mundial da Saúde (OMS) na redução da violência no trânsito.

Infelizmente, este cenário tende a se reverter com muita brevidade com as medidas de contingenciamento que atingirão em cheio a PRF ao longo deste ano.

Não bastasse a Lei Orçamentária Anual (LOA 2017) ter previsto uma redução sem precedentes no orçamento para o órgão, face à crise econômica que assola o país, igualando a previsão orçamentária de 2017 à mesma que a PRF teve cinco anos antes, agora a PRF recebe, de uma só vez, um contingenciamento de 44% do seu orçamento anual. Na prática, um corte de aproximadamente 63% em relação ao orçamento que a PRF teve em 2016, o que certamente trará reflexos trágicos à população brasileira, com a inviabilização dos serviços prestados pela PRF à sociedade.

Sem orçamento para capacitação e treinamento dos PRFs, para a aquisição de viaturas e equipamentos, ou sequer para o combustível necessário para manter a frota circulando na malha viária nacional e até mesmo para manter o atendimento ao público nas suas sedes regionais, muito em breve a sociedade brasileira sofrerá com um aumento substancial na violência nas rodovias federais, com um triste acréscimo na perda de vidas, que poderia ser evitado se o Governo passasse a enxergar o dinheiro aplicado na Polícia Rodoviária Federal como INVESTIMENTO em segurança pública, e não como despesa!O contraste se torna ainda mais revoltante quando manchetes jornalísticas apontam que o Governo pretende liberar quase 2 bilhões de reais em emendas parlamentares na busca de apoio para aprovação da reforma da previdência nos próximos dias. Um valor aproximadamente dez vezes superior ao orçamento contingenciado da Polícia Rodoviária Federal nesta semana.Diante de toda a violência e criminalidade que atingem a população brasileira, já está mais do que na hora da Política de Segurança Pública se tornar um assunto de Estado, para que a sociedade não continue a sofrer ataques diretos ou indiretos em nome de ajustes que apenas beneficiam políticas transitórias. Afinal de contas, o prejuízo com estes desmandos será permanente!

Finalmente, a categoria de Policiais Rodoviários Federais de todo o país repudia a inviabilidade da prestação dos serviços públicos a que está constitucionalmente investida, face um contingenciamento orçamentário que se origina na má gestão e na corrupção, e conclama a sociedade brasileira a não permitir que uma medida inconsequente siga adiante levando fatalmente ao aumento na violência e na criminalidade nas estradas e rodovias federais.

Pedro da Silva Cavalcanti
Presidente da FenaPRF

NOTA AO EFETIVO – A luta do sistema sindical contra a Reforma da Previdência

Colegas Policiais Rodoviários Federais,

Desde o final de 2016 o sistema sindical da PRF vem enfrentando uma terrível guerra pela manutenção dos nossos direitos previdenciários.

Estamos numa luta desigual contra a potente máquina governamental, contra a poderosa e parcial mídia nacional, contra interesses obscuros que meandram o ambiente legislativo onde tramita a Reforma da Previdência – mais do que obstáculos, verdadeiros tratores que buscam nos atropelar e à toda a sociedade brasileira.

Durante todo este tempo, FenaPRF e SinPRFs têm buscado trabalhar em conjunto, aliando-se às demais categorias da segurança pública, através da UPB, e dos demais setores da sociedade, de forma a combater integralmente a PEC 287, ou ao menos assegurar a manutenção da Aposentadoria Policial.

Não é segredo para ninguém que a atividade policial no Brasil é a atividade profissional mais perigosa do país. A tenebrosa face da violência que assola nossa nação cobra um pagamento de sangue aos policiais brasileiros diariamente, de Norte a Sul.

Envergar a farda policial é um desafio de altruísmo que fazemos todos os dias, deixando o convívio familiar para oferecer a nossa vida à sociedade brasileira, enquanto buscamos salvaguardar a mínima paz social.

É com base na nossa missão maior, que não podemos e não iremos aceitar a retirada de nossos direitos previdenciários!

Não se trata apenas de idade mínima para aposentadoria. De uma só vez, o Governo ataca toda a estrutura da Segurança Pública Nacional quando divide as categorias policiais:

– primeiramente excluindo as polícias militares e as forças armadas da reforma e mantendo as polícias civis da União e dos Estados;

– o ataque busca uma nova divisão, limitando o direito da Aposentadoria Integral e Paritária apenas aos servidores que ingressaram nos quadros policiais até janeiro de 2013, como se os demais não estivessem sujeitos ao mesmo risco, face à atividade idêntica que desempenham;

– na sequência o Governo claramente distingue pejorativamente as polícias do restante da sociedade, concedendo aposentadoria diferenciada para todas as mulheres trabalhadoras, EXCETO para as mulheres policiais;

– a distinção pejorativa segue ao não se reconhecer apenas para a categoria policial o direito a regras de transição para a mudança previdenciária – todos os trabalhadores terão direito a um pedágio de 30% sobre o tempo atual para a aposentadoria, EXCETO os policiais brasileiros;

– o tiro de misericórdia vem com a mudança nas regras de Pensões e Invalidez, jogando a segurança pública na vala comum, desrespeitando novamente a realidade da profissão mais perigosa do nosso país;

Todos os esforços do sistema sindical junto aos parlamentares vêm sendo envidados para tentarmos reverter este cenário tenebroso, mas quando acabamos de ver que a Comissão Especial destinada a discutir a Reforma da Previdência apenas serviu de massa de manobra para aprovar os interesses do Governo, vimos o quanto precisamos aumentar nosso poder de mobilização!

COLEGA POLICIAL, homem ou mulher, antigo ou novo, operacional ou administrativo,
NÓS PRECISAMOS DE VOCÊ NESTA GUERRA!

Seja na folga ou num momento mais tranquilo do plantão, PRESSIONE os Parlamentares dos seus estados! Mande mensagens, e-mails, fotos e vídeos em facebook, telefonemas para os gabinetes e escritórios regionais!

MOBILIZE sua família, seus amigos, sua comunidade!

PARTICIPE das mobilizações populares e as organizadas pelo nosso sistema sindical!

Se NÓS não lutarmos juntos agora, sofreremos as consequências para o resto de nossas vidas!

Não ao Fim da Aposentadoria por Atividade de Risco! Não à PEC 287!

 

 

PEDRO DA SILVA CAVALCANTI

Presidente da FenaPRF