Category: Notícias Gerais

NOTA – Repúdio ao descaso do poder público de Roraima no caso Ivo Seixas

A Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF), entidade de classe que congrega os 26 sindicatos estaduais, representando cerca 15 mil Policiais Rodoviários Federais em todo o país, repudia veementemente as ações e omissões do Poder Público no Estado de Roraima em relação ao ASSASSINATO do PRF Ivo Seixas, ocorrido no dia 7 de abril de 2018.

A morosidade do sistema judiciário no Estado de Roraima, permitindo que todos os envolvidos no crime ainda permanecem em liberdade, se soma ao injustificado segredo de justiça no qual segue o processo, dificultando o acompanhamento do caso pela família e colegas de trabalho que clamam por justiça.

Para aumentar a sensação de impunidade e absoluto descaso com o homicídio de um policial cometido por outros policiais, o Governo do Estado de Roraima mantém na função de Diretor do Departamento de Operações Especiais da Polícia Civil de Roraima um dos envolvidos diretamente no crime.

O delegado Paulo Henrique Tomaz Moreira chefiava a ação criminosa que culminou na morte do PRF Ivo Seixas e responde atualmente, dentre outros crimes, por tráfico interestadual de drogas e pelo homicídio, além de ser um dos envolvidos na tentativa de forjar e manipular a cena do crime para incriminar o PRF, conforme apurado na Operação “FARSA”, da Polícia Federal.

Ao manter um dos agentes públicos envolvidos em um assassinato e outros crimes ocupando cargo de relevância e importância nas atividades de Combate ao Crime Organizado, Tráfico de Drogas e Operações Especializadas no âmbito do estado de Roraima, o Governo do Estado de Roraima aparenta ironizar da dor dos familiares, e agride frontalmente os colegas policiais e profissionais de segurança pública e toda a sociedade!

A FenaPRF se solidariza com familiares, amigos e todos Policiais Rodoviários Federais de Roraima e do Brasil, pelo sentimento de impunidade que se funda na lentidão da condenação dos envolvidos e na revolta com os benefícios injustificados mantidos a um delegado que virou às costas à sua missão enquanto policial, e se tornou parte daquilo que ele deveria combater.

Brasília, 09 de setembro de 2019.
Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais

Suicídios aumentam 112% entre profissionais de forças de segurança

O número de suicídios entre policiais e bombeiros militares no Brasil teve um crescimento expressivo entre 2017 e 2018, passando de 25 para 53 casos de um ano para outro, aponta levantamento do Grupo de Estudo e Pesquisa em Suicídio e Prevenção (GEPeSP), ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Os números foram levantados pelos pesquisadores e englobam informações de 19 das 27 Unidades Federativas brasileiras.

“Nossos dados mostram que o problema existe e é grave, mas, nas estatísticas oficiais e políticas públicas é uma questão que parece invisível”, afirma a socióloga Dayse Miranda, que coordena o grupo de pesquisa há quatro anos. “Nosso trabalho mostra a necessidade, primeiro, de um esforço de coleta de dados sobre o suicídio desses agentes, e, depois, do desenvolvimento de políticas de prevenção”, completa ela.

A socióloga conta que apenas a Ouvidoria das polícias do Estado de São Paulo tem uma política consistente de registro de dados sobre o suicídio de servidores. “É um tabu na maioria dos órgãos de segurança, mas esconder o problema não ajuda a resolvê-lo”, avalia. “Portanto, nosso levantamento é incompleto, mas é uma amostra representativa do problema, é um aviso”.

Os números
A pesquisa tem dados das polícias civil e militar, federal e rodoviária federal, e do Corpo de Bombeiros. Além do número de suicídios, o levantamento mostra um aumento de 133% nas tentativas de tirar a própria vida, de seis casos em 2017 para 14 em 2018.

Entre os estados pesquisados, São Paulo (11 casos e 3 tentativas) e Rio de Janeiro (4 casos e 9 tentativas) registraram os números mais altos de suicídios. Com uma população bem menor, o Distrito Federal está em quarto lugar nesse triste ranking, com 5 mortes de agentes de segurança por suicídio em 2018. O ranking completo será divulgado nesta quarta-feira (28/08/2019).

Perfil
Ainda de acordo com a pesquisa, pouco mais de 80% dos suicidas nas forças de segurança são homens, o que coincide com a porcentagem de homens no total de servidores de instituições de segurança pública. A idade média dos profissionais que apresentaram comportamento suicida é de 39 anos, independente do sexo.

Dos casos relatados de suicídios e tentativas, a maioria (45%) ocorreu quando os agentes estavam de folga. Em 19% dos casos, as vítimas estavam trabalhando e em 36% das ocorrências não foi possível determinar se era folga ou não. A pesquisa mostrou ainda que 74% dos agentes de segurança que se mataram utilizaram como meio uma arma de fogo.

Cada estado é responsável por suas forças de segurança, mas o Ministério da Justiça e Segurança Pública tem como uma de suas atribuições a formulação de políticas públicas nacionais. O Metrópoles entrou em contato com a pasta gerida por Sergio Moro para questionar se havia algum tipo de política para a prevenção de suicídios entre os servidores, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem. O espaço continua aberto.

Fonte: Metrópoles

NOTA PÚBLICA – Suspensão do uso de radares nas rodovias

A Federação Nacional Dos Policiais Rodoviários (FenaPRF), a respeito do despacho do presidente da república determinando a imediata suspensão de utilização de equipamentos de controle de velocidade nas rodovias federais, manifesta sua preocupação com a real possibilidade de aumento da violência no trânsito.

Nos últimos anos, o trabalho e dedicação de cada policial rodoviário federal, com o auxílio de instrumentos e tecnologias na fiscalização e educação para o trânsito, têm contribuído para a diminuição dos números de acidentes e de vítimas do trânsito nas rodovias e estradas brasileiras.

A utilização de tecnologias na fiscalização é fundamental para a redução do alto número de acidentes e mortes no trânsito. As maiores nações do mundo utilizam o controle de velocidade com equipamentos de radar, e diversos estudos demonstram a eficácia do controle de velocidade na redução da mortalidade nas estradas e rodovias.

A fiscalização pode e deve ser aprimorada continuamente. E aqui concordamos que é necessário o aprofundamento nos estudos para que o controle de velocidade sempre tenha o caráter educativo e que busque unicamente a redução da violência no trânsito, e não se configure como meio arrecadatório.

Entendemos que a imediata e completa suspensão dos equipamentos de controle de velocidade, sem quaisquer estudos de impacto prévio, pode contribuir para um aumento significativo no número de acidentes decorrentes do abuso da velocidade, gerando o aumento no número de mortos e feridos, vítimas de um trânsito mais violento.

A missão maior dos PRFs é salvar vidas. O uso adequado e técnico de equipamentos de radar é um dos meios que contribuem exitosamente no cumprimento desta missão e a FenaPRF segue defendendo esta utilização na fiscalização viária, com os devidos ajustes e estudos que permitam que o caráter educativo e de preservação da vida seja sempre o objetivo a ser alcançado.

A FenaPRF espera que a discussão sobre o tema possa envolver toda a sociedade brasileira e que de maneira técnica possamos atingir o objetivo maior da preservação da vida e integridade física dos condutores que transitam diariamente nas rodovias nacionais.

SinPRF/MS realiza segunda edição de corrida de rua

O Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais de Mato Grosso do Sul (SINPRF-MS) realizou a segunda edição da corrida Desafio Velozes do Asfalto, com apoio da FenaPRF. O evento marca o aniversário de 91 anos da Polícia Rodoviária Federal (PRF), criada no dia 24 de julho de 1928 por Whashington Luiz.

O presidente do SinPRF/MS ressaltou a parceria realizada com a prefeitura para a organização do evento. “Agradeço a presença do prefeito e a parceria neste evento, que tem como objetivo promover a integração da população com o trabalho realizado pelos policiais”, disse Ademilson de Souza Benitez.

A prova contou com um percurso de 5km, reuniu 500 atletas, entre eles mais de 30 PRFs. A largada aconteceu no estacionamento do Shopping Bosque dos Ipês no final da tarde deste sábado (20). “Mais uma vez tivemos as 500 inscrições esgotadas, isso demonstra que esta corrida já entrou para o circuito dos atletas do estado”, afirmou o organizador do evento, Wanderley Alvez dos Santos, diretor do SINPRF-MS.

Classificação geral:

Masculina
1) Claudemir Gomes da Silva
2) Roberto Wuitschik
3) Claúdio Moraes Gomes
4) Pedro Henrique Souza
5) Ismair Alves da Silva

Feminina
1) Marileide Coelho
2) Thais Renata Roland Delazari
3) Sebastiana Batista dos Santos
4)Ana Paula Cândida de Souza
5) Cláudia F. Nunes

Maia espera apoio para aprovar ‘PEC paralela’ da reforma da Previdência

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou que deputados de todos os partidos precisam colaborar para aprovar as alterações que o Senado fizer na reforma da Previdência. A expectativa é que o Senado reinclua estados e municípios e encaminhe as modificações à Câmara por meio de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) paralela. Maia se reuniu nesta terça-feira com diversos parlamentares para fazer um balanço sobre a aprovação da reforma.

“A única coisa que vai precisar, quando voltar para Câmara, é que os partidos de todos os governadores colaborem, se não a gente vai ter dificuldade de aprovar. A gente vai precisar que o PT, PSB e PDT ajudem a aprovar a PEC paralela, se não vai ter obstrução”, disse.

Rodrigo Maia disse esperar que estados e municípios sejam reinseridos na reforma, para que possam corrigir o déficit previdenciário. Na avaliação do presidente, o déficit nos entes federados vai crescer mais R$ 40 bilhões nos próximos quatro anos, o que diminui a capacidade de investimento e de pagamento.

“Sou a favor que se reorganizem os sistemas, mas tem o debate político, e não podemos deixar de dar clareza a isso: há estados que governadores querem a inclusão dos seus estados, mas os deputados estão votando contra”, afirmou o presidente.

O presidente avaliou ainda que mantém as negociações com os parlamentares e os líderes para garantir a vitória da PEC no segundo turno. Segundo ele, alguns destaques quase foram aprovados e isso poderia gerar uma perda de economia muito grande. Maia afirmou que os articuladores da reforma não podem errar no quórum e nos destaques.

Rodrigo Maia explicou ainda que, tirando o impeachment e o quórum para posse e eleição para a presidência da Casa, a reforma da previdência teve o maior quórum da história numa votação de uma proposição.

Fonte: Agência Câmara

Decreto autoriza nomeação de mil servidores para concurso da PRF

Na noite desta quarta-feira (3), o presidente da República, Jair Bolsonaro, divulgou em suas redes sociais a assinatura de um decreto de autorização para nomear 1000 novos concursados em relação ao último concurso público.

Com a assinatura do decreto, a PRF terá o dobro de vagas em relação à previsão inicial. De acordo com Jair Bolsonaro: “essa é mais uma medida de fortalecimento da segurança pública, em especial quanto ao patrulhamento de nossas rodovias”.

O sistema sindical dos PRFs celebra o fortalecimento da instituição e consequente melhora no atendimento à sociedade, mas lembra que ainda há um deficit de pouco mais de 3 mil servidores, além das iminentes aposentadorias que estão em curso.

SinPRF/MG organizará 2ª Edição da Corrida PRF

O Sindicato dos PRFs em Minas Gerais, com apoio da Superintendência da Polícia Rodoviária Federal em MG, organiza a II Corrida da PRF. Policiais e adeptos da corrida de rua terão quatro diferentes modalidades para disputar troféus e medalhas em prol da segurança nas rodovias brasileiras.

A corrida faz parte de uma manhã de eventos com atividades que focarão na educação para a segurança no trânsito brasileiro, e, principalmente nas rodovias que atravessam o estado de Minas Gerais.

O evento ocorrerá no dia 1º de setembro na Praça do Sol, em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte e tem abertura programada para as 7h.

Serviço:

INSCRIÇÕES: Clique aqui
DATA: Domingo – 01 de Setembro de 2019
MODALIDADE: CORRIDA 16 KM (2 voltas) :: CORRIDA 8 KM :: CORRIDA 4 KM e CAMINHADA 4 KM
LOCAL: PRAÇA DO SOL – PARQUE SARANDI – CONTAGEM

CRONOGRAMA:
07h00 – Abertura da Arena
07h50 – Alongamentos
08h00 – Largada Corrida de 4 km
08h30 – Largada Corrida de 16 km e 8 km
09h30 – Largada Caminhada de 4 km
09h35 – Início das cerimônias de premiação

VALORES:
1º Lote – R$ 45,00 até 10/07/2019
2º Lote – R$ 55,00 até 22/07/2019
3º Lote – R$ 65,00 até 31/08/2019 (ou enquanto houver vagas)

PREMIAÇÃO:
Todos os atletas receberão ao final do evento uma medalha de participação e os 3 primeiros colocados no geral masculino e no geral feminino na CORRIDA DE 16KM, 8KM e de 4KM receberão um troféu ou medalha especial cada.

Apesar de cortes nos concursos públicos, Bolsonaro garante certame para a PRF

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, no último sábado, que a Policia Rodoviária Federal e a Polícia Federal serão uma das poucas exceções no Executivo que terá concurso público nos próximos anos. O discurso é alinhado com o de Paulo Guedes (Economia), que decidiu restringir o orçamento público para conter gastos com pessoal no Governo Federal.

Após o governo endurecer as regras para a publicação de novos concursos federais, exigindo informações detalhadas para fundamentar o pedido, como por exemplo, que as atividades não poderiam ser prestadas por equipes terceirizadas ou temporárias. Sendo assim, são poucas as áreas que dependem do Ministério da Economia que estão autorizadas a avançar com a recomposição do quadro de servidores públicos, entre elas, a Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), que já se movimentam com o pedido de realização dos concursos públicos.

O concurso IBGE também já segue autorizado pelo governo federal, com mais de 234 mil vagas, para a realização do censo demográfico 2020.

“Paulo Guedes decidiu basicamente que poucas áreas terão concurso, porque não tem como pagar mais. O problema é esse. A gente até gostaria em uma área ou outra. Abri uma exceção para a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal. Fora isso, dificilmente teremos concurso no Brasil nos próximos poucos anos”, disse.

Com informações do Jornal dos Concursos

Previdência ameaça apoio das polícias Civil e Federal a Bolsonaro

Forte reduto do bolsonarismo, parte da polícia passou a olhar com desconfiança seu apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PSL). Pelo menos na Polícia Federal e na Civil e nas guardas municipais, o entendimento é que as propostas do governo da reforma da Previdência colocariam em risco a aposentadoria e as pensões de agentes de segurança, a ponto de estudarem abandonar seu alinhamento ao Palácio do Planalto, o que rendeu muitos votos nas eleições de 2018.

Nas últimas duas semanas, o mal-estar aumentou. No início do mês, quatro notas de entidades de classe acusaram o Palácio do Planalto de descumprir acordos para garantir às categorias os mesmos benefícios preservados para as Forças Armadas.

Embora menos numerosas que a Polícia Militar (PM), as categorias têm poder. Tocam os principais casos de corrupção no país, nos âmbitos federal ou estadual, e ainda policiam ruas de muitas cidades. As entidades estudam fazer operações “tartaruga” nos próximos dias, atrapalhando serviços essenciais à população, como atendimento em delegacias e policiamento de ruas. Em outra ponta, a ideia é aumentar a quantidade de trabalho focando em investigações contra a corrupção.

Entidades cobram quebra de acordo
“O apoio concedido pela maioria dos operadores de segurança pública na eleição não será transformado num cheque em branco em prejuízo próprio”, diz trecho da nota publicada pela Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef). O texto foi divulgado na semana passada junto com outras críticas semelhantes de mais três entidades de classe que narram suposta quebra de promessa: policiais civis (Cobrapol), policiais rodoviários federais (Fenaprf) e peritos da PF (APCF).

Eles dizem que haveria um acordo firmado com Jair Bolsonaro em 20 de maio para dar a eles os mesmos benefícios estendidos às Forças Armadas e aos policiais militares na reforma (veja abaixo). Consultada pela reportagem, a assessoria do presidente negou a existência dos acordos mencionados pelas entidades de policiais (veja mais abaixo). A líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselman (PSL-SP), também disse que não há acordo.

Consultada pela reportagem, a assessoria do presidente negou a existência dos acordos mencionados pelas entidades de policiais (veja mais abaixo). A líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselman (PSL-SP), também disse que não há acordo.

“A um passo de perder todo o apoio”
Depois das queixas em público feitas pelos sindicatos, críticas ao presidente foram parar em grupos de WhatsApp de policiais, muitos deles eleitores do presidente, na semana passada. Em redes sociais abertas, também era possível ver charge de um caixão de policial guiado por Bolsonaro.

“Posso te garantir: o governo Bolsonaro está a um passo de perder todo o apoio da segurança pública do País, pois a aposentadoria policial é o único atrativo das carreiras dos operadores da segurança pública”, afirmou ao UOL o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, Luís Antônio Boudens.

Na última quinta, a comissão especial da reforma da Previdência na Câmara recebeu o relatório do deputado Samuel Moreira (MDB-MG), relator da reforma. Era lá a arena que os policiais esperavam resolver os problemas enfrentados na equiparação com os militares (veja abaixo). “Ficou pior”, resume o presidente da APCF, o perito Marcos Camargo. “Piorou para todas as polícias”, completa André Gutierrez, diretor de mobilização da UPB (União dos Policiais do Brasil) e presidente da Cobrapol. A medida ainda atinge os 120 mil guardas municipais.

Gutierrez também afirmou ao UOL que as categorias policiais podem abandonar o governo. Se for para romper com o Bolsonaro, vamos romper, porque ele rompeu com a gente”.
André Gutierrez, diretor da União dos Policiais do Brasil

Ele conta que há assembleias previstas para hoje (18) para definir se entram em uma espécie de greve, fazem operações tartaruga, manifestação ou “invasão em Brasília”. “Temos outros meios de fazer a polícia paralisar sem ser greve.” O sentimento é da mais profunda decepção, até porque a posição dele enquanto era deputado era completamente diferente da proposta enviada como presidente”.
Clóveis Pereira, presidente da Federação Nacional dos Guardas Municipais (Fenaguardas).

O que eles querem? Policiais federais e civis pedem os mesmos benefícios que militares terão na proposta de reforma da Previdência. Abaixo, exemplos do que está diferente e eles querem mudar:.

Pensão para viúvas

  • Para Forças Armadas e policiais militares: se o cônjuge morrer, viúvas terão pensão integral e vitalícia
  • Para policiais federais e civis: benefício só valeria para mortes “em serviço”, e não “em decorrência do serviço”
  • Para guardas municipais: não terão direito ao regime de PMs e Forças Armadas.

Salário integral na aposentadoria

  • Forças Armadas e policiais militares: terão aposentadoria com o último salário recebido integral
  • Policiais federais e civis: precisarão trabalhar mais para terem direito ao mesmo benefício. Para sindicatos, texto não dá segurança.
  • Guardas municipais: não terão direito a esse benefício

Paridade salarial

  • Forças Armadas e policiais militares: aumentos de salário aos funcionários na ativa serão concedidos também aos aposentados
  • Policiais federais e civis: não terão esse benefício.
  • Guardas municipais: não terão direito a esse benefício

Regra de transição

  • Forças Armadas e policiais militares: terão regra de transição para amenizar prejuízos com a reforma da Previdência
  • Policiais federais e civis: não terão esse benefício
  • Guardas municipais: não terão direito a esse benefício
    Fonte: UPB, Fenapef, Cobrapol, APCF e Fenaguardas.

Bolsonaro até brincou ao fazer acordo, diz sindicalista
O diretor da Fenapef, Flávio Werneck, disse que o próprio presidente não só combinou o acordo como fez uma brincadeira com ele quando o sindicalista mencionou um problema. “Ele olhou para Joice e disse: ‘Joice, vamos tratar de forma isonômica os militares e os policiais'”, narra o sindicalista. Gutierrez confirma: “Ele [Bolsonaro] determinou que a Joice e o Vítor Hugo colocassem nossas emendas no relatório do relator”.

Pelo texto da reforma, se um soldado do Exército e um agente da PF, ambos com 27 anos, morrerem na fronteira na mesma operação, uma viúva terá pensão integral por toda a vida e a outra, apenas 43% do salário do falecido durante quatro meses. Ao ouvir isso, Bolsonaro teria brincado com Werneck: “Você está preocupado é com o Ricardão, né?”.

“Não foi feito acordo nenhum”
Na tarde de ontem (17), a assessoria de Jair Bolsonaro negou a existência do acordo que os policiais dizem que o presidente da República teria feito com eles. “Não houve acordo”, afirmou ao UOL. “O presidente recebeu as categorias, recebeu as demandas e encaminhou ao relator para o Congresso analisar a questão, já que a PEC está tramitando lá”, continua.

Apesar de o Palácio responsabilizar o Congresso por mudanças que beneficiariam os policiais, na semana passada, o ministro da Economia, Paulo Guedes, criticou os parlamentares que fizeram isso em relação a outras categorias.

A deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) confirmou a explicação do Palácio sobre os agentes de segurança. Disse que os termos tratados foram outros. “Não foi feito acordo nenhum”, refutou a líder do governo em conversa com o UOL no plenário da Câmara na tarde de terça-feira (11). “O presidente falou: ‘Veja esse negócio aí e fale com o relator’. Eu falei na reunião que não posso me comprometer sem fazer conta de quanto custa”, afirmou.

“O presidente falou que é simpático e que quer que coloque eles lá. O que foi acordado? Vamos fazer contas para ver o que dá”
Joice Hasselmann (PSL-SP), líder do governo.

A deputada destacou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, estava na reunião, analisa os pedidos. E que recebeu retorno do governo de “dá para trabalhar” na questão da pensão por morte integral para as viúvas e na aposentadoria com salário completo. Outra mudança possível seria reduzir o tempo de serviço em atividades policiais para se garantir o benefício previdenciário.

O líder do governo no Senado, Major Olímpio, não estava na reunião de 20 de maio. Mas disse que é preciso saber se esse acordo não existiu mesmo. “Pega os vídeos de eu gritando com ela aqui”, disse ele, em referência a bate-boca com Joice em que o senador acusou a deputada de não cumprir acordos feitos com representantes das forças de segurança.

Olímpio diz entender que manter o apoio dos policiais ao Palácio é uma questão a ser analisada. “Sempre é uma preocupação porque sempre foi um apoio muito forte do Jair Bolsonaro e de todos os nós, e não creio que a ideia seja gerar insatisfação com as categorias”, destacou o senador.

Depois da apresentação do relatório de Samuel Moreira, o deputado Capitão Augusto (PR-SP), tentou articular uma mudança favorável aos policiais. Interlocutor do governo, o capitão da Polícia Militar não vê resistências em sua categoria ao governo. Mas luta para que os policiais civis, federais e rodoviários consigam os mesmos direitos que as Forças Armadas tiveram. “Vamos ver”, contou ele ao UOL.

A ideia é tentar apresentar um destaque na votação do relatório na Comissão Especial da Câmara. Ainda não há data para essa votação.

Fonte: UOL

NOTA PÚBLICA – APOSENTADORIA POLICIAL

A Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF), entidade de classe que congrega 26 sindicatos estaduais, representando 15 mil famílias de policiais rodoviários federais de todo o país, torna público, em respeito a todos os PRFs e profissionais de segurança pública, os fatos que seguem:

Como entidade membro da União dos Policiais do Brasil (UPB), a FenaPRF vem atuando, desde o início das discussões da Reforma da Previdência, no sentido de salvaguardar a proteção social dos policiais rodoviários federais, ativos e aposentados, buscando a promoção de um debate sério, ético e, sobretudo, despido de interesses escusos e/ou protecionistas, para demonstrar ao Governo e ao Parlamento brasileiro que uma segurança pública efetiva e de qualidade deve partir da premissa de que os profissionais imbuídos desta missão precisam receber uma mínima proteção social e jurídica por parte do Estado e da sociedade.

Nesta seara, a FenaPRF vem apontando, desde o envio da Proposta de Emenda Constitucional 06/2019, por parte do Governo Federal, as discrepâncias e os perigos que a PEC 06/19 trouxe aos policiais rodoviários federais e demais profissionais de segurança pública.

Em todas as audiências públicas e reuniões com técnicos do Ministério da Economia e da Casa Civil, com dezenas de parlamentares e líderes partidários, com ministros de Estado, e com o próprio presidente da República, no último dia 20 de maio, a FenaPRF, em conjunto com as demais entidades da UPB, demonstrou de forma técnica os argumentos que evidenciam que a causa dos policiais e profissionais de segurança pública é, acima de tudo, a causa de TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS!

O próprio presidente da República, na reunião acima mencionada, em companhia e em consonância com os ministros Onix Lorenzoni, da Casa Civil e Paulo Guedes, da Economia, com a presença, ainda, dos parlamentares Major Vitor Hugo, Joice Hasselmann e Hélio Bolsonaro, concordou com o mérito e a justiça do pleito apontado pela FenaPRF e demais entidades representantes das forças de segurança pública civis, e comprometeu o empenho da equipe de Governo para buscar contemplar as justas solicitações de proteção social aos profissionais de segurança pública na reforma previdenciária em debate no Congresso Nacional.

A despeito de todo o embasamento técnico apresentado nos encontros acima relatados, e que podem ser extraídos dos meios formais de comunicação da FenaPRF, relatos de bastidores dão conta de que os policiais rodoviários federais e demais profissionais de segurança pública não-militares continuam a ser esquecidos e tratados de forma temerária e nociva por parte do Estado brasileiro, na figura da iminente apresentação de relatório na Comissão Especial que avalia a PEC 06/19 na Câmara dos Deputados.

Caso o relatório a ser revelado nos próximos dias ignore as emendas parlamentares apresentadas e defendidas por diversos Deputados que já se atentaram no grave risco que o texto original incorre, e mantenha inalterado o equivocado texto inicialmente proposto pelo Governo, a segurança pública brasileira estará a mais um passo da beira do precipício! Teremos a absurda divisão da PRF e demais instituições em duas polícias distintas. Ambas seriamente prejudicadas, e com um maior prejuízo a cada homem e mulher de bem deste país!

Uma polícia envelhecida e desprotegida é a maior arma que a criminalidade e a desordem podem ter em mãos para mergulhar o Brasil no caos!

A todos os Policiais Rodoviários Federais, conclamamos a máxima atenção e engajamento neste momento crucial! A participação de todos é fundamental, seja com a presença nas AGEs, reuniões e mobilizações convocadas, seja com a participação maciça nas redes sociais do Presidente, dos Ministros de Estado e dos Parlamentares.

Não é tarde para que possamos, juntos, lutar por um Brasil mais seguro e digno para todos nós!

O Brasil não merece ter a pior Aposentadoria Policial do Mundo! A Aposentadoria Policial não é Privilégio!

Brasília, 07 de junho de 2019.

Diretoria Executiva da FenaPRF