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Rodrigo Maia se encontra com representantes de entidades policiais para tratar sobre PEC 6/19

A FenaPRF e a UPB se reuniram, na manhã desta segunda-feira (24), com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para tratar sobre a situação dos policiais civis na Reforma da Previdência (PEC 06/19). O texto em questão deve ter o seu relatório votado nesta semana, na Comissão Especial e seguirá para o plenário da Câmara em seguida.

Maia disse que irá analisar os pontos apresentados pelas categorias e apresentar a viabilidade deles na PEC 6/19 e tentará sensibilizar o relator para atender as emendas defendidas pelas entidades das categorias da segurança pública. A reunião aconteceu por intermédio do deputado federal Luís Miranda (DEM-DF).

As entidades representativas dos profissionais de segurança pública civis lutam pela manutenção de uma aposentadoria policial justa e digna e que faça justiça ao risco extremo da atividade policial no Brasil.

O presidente da FenaPRF, Deolindo Carniel, participou da reunião e a classificou como positiva, e acredita que Maia irá trabalhar para o atendimento das demandas das categorias policiais.

UPB convoca paralização para o dia 25 de junho e ato unificado em 2 de julho

Informe UPB

Hoje, 19/06/2019, às 11 horas, no bloco F da esplanada dos Ministérios – Ministério da Economia – os representantes das diversas categorias estiveram reunidos com o Secretário Especial para a Reforma da Previdência, Rogério Marinho, e sua equipe, para, mais uma vez, dialogar acerca da proposta da PEC 06/2019 REFORMA DA PREVIDÊNCIA.

Como breve histórico, importa comunicar aos Policiais do Brasil que a reunião foi fruto de afirmação do citado Secretário, no colégio de líderes da Câmara dos Deputados, de que os Policias: queriam o que de melhor existe para os policiais militares mantendo tempo de serviço menor. Que se houvesse compromisso firmado das entidades, o governo aplicaria aos Profissionais de segurança pública as mesmas regras dos Policiais militares.

Diante dessa afirmação, que não reflete a realidade, a UPB assinou o documento em anexo, demonstrando cabalmente seu aceite às regras apresentadas aos militares. A deputada Celina Leão (PP/DF), de posse desse documento, agendou a reunião supra. Reiterando o que disse no colégio de lideres o Secretário Especial para a Reforma da Previdência, Rogério Marinho afirmou perante todos os presentes que “se quiserem todas as regras dos militares eu falo com o relator”, o que foi prontamente aceito por todos e feita a entrega do documento.

O governo novamente, por meio de seus interlocutores do Ministério da Economia, fica com a responsabilidade de honrar ou não o compromisso, proposto perante colégio de Líderes da Câmara e aceito por todos os representantes presentes, ficando a seu cargo fazer valer sua palavra ou demonstrar, como vem ocorrendo a certo tempo, o descompromisso deste governo e seus interlocutores, com a segurança publica e seus operadores.

A UPB, ciente de sua responsabilidade e de esclarecimento aos profissionais de segurança pública deixa clara sua CONTRARIEDADE À POSTURA ADOTADA PELOS INTERLOCUTORES DO MINISTÉRIO DA ECONOMIA e convoca todos para a Paralização do dia 25/06 e para o ato unificado dia 02/07 em Brasília.

ABC •ABRAPOL • ADPF • AGEPEN-BRASIL • AMPOL • ANEPF • ANSEF • APCF • CENTRAPOL • COBRAPOL•CONGM • FENADEPOL• FENAGUARDAS• FENAPEF • FENAPERÍCIA •FENAPRF • SINDEPOL/DF • SINDIPOL/DF •SINPOL/DF

Previdência ameaça apoio das polícias Civil e Federal a Bolsonaro

Forte reduto do bolsonarismo, parte da polícia passou a olhar com desconfiança seu apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PSL). Pelo menos na Polícia Federal e na Civil e nas guardas municipais, o entendimento é que as propostas do governo da reforma da Previdência colocariam em risco a aposentadoria e as pensões de agentes de segurança, a ponto de estudarem abandonar seu alinhamento ao Palácio do Planalto, o que rendeu muitos votos nas eleições de 2018.

Nas últimas duas semanas, o mal-estar aumentou. No início do mês, quatro notas de entidades de classe acusaram o Palácio do Planalto de descumprir acordos para garantir às categorias os mesmos benefícios preservados para as Forças Armadas.

Embora menos numerosas que a Polícia Militar (PM), as categorias têm poder. Tocam os principais casos de corrupção no país, nos âmbitos federal ou estadual, e ainda policiam ruas de muitas cidades. As entidades estudam fazer operações “tartaruga” nos próximos dias, atrapalhando serviços essenciais à população, como atendimento em delegacias e policiamento de ruas. Em outra ponta, a ideia é aumentar a quantidade de trabalho focando em investigações contra a corrupção.

Entidades cobram quebra de acordo
“O apoio concedido pela maioria dos operadores de segurança pública na eleição não será transformado num cheque em branco em prejuízo próprio”, diz trecho da nota publicada pela Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef). O texto foi divulgado na semana passada junto com outras críticas semelhantes de mais três entidades de classe que narram suposta quebra de promessa: policiais civis (Cobrapol), policiais rodoviários federais (Fenaprf) e peritos da PF (APCF).

Eles dizem que haveria um acordo firmado com Jair Bolsonaro em 20 de maio para dar a eles os mesmos benefícios estendidos às Forças Armadas e aos policiais militares na reforma (veja abaixo). Consultada pela reportagem, a assessoria do presidente negou a existência dos acordos mencionados pelas entidades de policiais (veja mais abaixo). A líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselman (PSL-SP), também disse que não há acordo.

Consultada pela reportagem, a assessoria do presidente negou a existência dos acordos mencionados pelas entidades de policiais (veja mais abaixo). A líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselman (PSL-SP), também disse que não há acordo.

“A um passo de perder todo o apoio”
Depois das queixas em público feitas pelos sindicatos, críticas ao presidente foram parar em grupos de WhatsApp de policiais, muitos deles eleitores do presidente, na semana passada. Em redes sociais abertas, também era possível ver charge de um caixão de policial guiado por Bolsonaro.

“Posso te garantir: o governo Bolsonaro está a um passo de perder todo o apoio da segurança pública do País, pois a aposentadoria policial é o único atrativo das carreiras dos operadores da segurança pública”, afirmou ao UOL o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, Luís Antônio Boudens.

Na última quinta, a comissão especial da reforma da Previdência na Câmara recebeu o relatório do deputado Samuel Moreira (MDB-MG), relator da reforma. Era lá a arena que os policiais esperavam resolver os problemas enfrentados na equiparação com os militares (veja abaixo). “Ficou pior”, resume o presidente da APCF, o perito Marcos Camargo. “Piorou para todas as polícias”, completa André Gutierrez, diretor de mobilização da UPB (União dos Policiais do Brasil) e presidente da Cobrapol. A medida ainda atinge os 120 mil guardas municipais.

Gutierrez também afirmou ao UOL que as categorias policiais podem abandonar o governo. Se for para romper com o Bolsonaro, vamos romper, porque ele rompeu com a gente”.
André Gutierrez, diretor da União dos Policiais do Brasil

Ele conta que há assembleias previstas para hoje (18) para definir se entram em uma espécie de greve, fazem operações tartaruga, manifestação ou “invasão em Brasília”. “Temos outros meios de fazer a polícia paralisar sem ser greve.” O sentimento é da mais profunda decepção, até porque a posição dele enquanto era deputado era completamente diferente da proposta enviada como presidente”.
Clóveis Pereira, presidente da Federação Nacional dos Guardas Municipais (Fenaguardas).

O que eles querem? Policiais federais e civis pedem os mesmos benefícios que militares terão na proposta de reforma da Previdência. Abaixo, exemplos do que está diferente e eles querem mudar:.

Pensão para viúvas

  • Para Forças Armadas e policiais militares: se o cônjuge morrer, viúvas terão pensão integral e vitalícia
  • Para policiais federais e civis: benefício só valeria para mortes “em serviço”, e não “em decorrência do serviço”
  • Para guardas municipais: não terão direito ao regime de PMs e Forças Armadas.

Salário integral na aposentadoria

  • Forças Armadas e policiais militares: terão aposentadoria com o último salário recebido integral
  • Policiais federais e civis: precisarão trabalhar mais para terem direito ao mesmo benefício. Para sindicatos, texto não dá segurança.
  • Guardas municipais: não terão direito a esse benefício

Paridade salarial

  • Forças Armadas e policiais militares: aumentos de salário aos funcionários na ativa serão concedidos também aos aposentados
  • Policiais federais e civis: não terão esse benefício.
  • Guardas municipais: não terão direito a esse benefício

Regra de transição

  • Forças Armadas e policiais militares: terão regra de transição para amenizar prejuízos com a reforma da Previdência
  • Policiais federais e civis: não terão esse benefício
  • Guardas municipais: não terão direito a esse benefício
    Fonte: UPB, Fenapef, Cobrapol, APCF e Fenaguardas.

Bolsonaro até brincou ao fazer acordo, diz sindicalista
O diretor da Fenapef, Flávio Werneck, disse que o próprio presidente não só combinou o acordo como fez uma brincadeira com ele quando o sindicalista mencionou um problema. “Ele olhou para Joice e disse: ‘Joice, vamos tratar de forma isonômica os militares e os policiais'”, narra o sindicalista. Gutierrez confirma: “Ele [Bolsonaro] determinou que a Joice e o Vítor Hugo colocassem nossas emendas no relatório do relator”.

Pelo texto da reforma, se um soldado do Exército e um agente da PF, ambos com 27 anos, morrerem na fronteira na mesma operação, uma viúva terá pensão integral por toda a vida e a outra, apenas 43% do salário do falecido durante quatro meses. Ao ouvir isso, Bolsonaro teria brincado com Werneck: “Você está preocupado é com o Ricardão, né?”.

“Não foi feito acordo nenhum”
Na tarde de ontem (17), a assessoria de Jair Bolsonaro negou a existência do acordo que os policiais dizem que o presidente da República teria feito com eles. “Não houve acordo”, afirmou ao UOL. “O presidente recebeu as categorias, recebeu as demandas e encaminhou ao relator para o Congresso analisar a questão, já que a PEC está tramitando lá”, continua.

Apesar de o Palácio responsabilizar o Congresso por mudanças que beneficiariam os policiais, na semana passada, o ministro da Economia, Paulo Guedes, criticou os parlamentares que fizeram isso em relação a outras categorias.

A deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) confirmou a explicação do Palácio sobre os agentes de segurança. Disse que os termos tratados foram outros. “Não foi feito acordo nenhum”, refutou a líder do governo em conversa com o UOL no plenário da Câmara na tarde de terça-feira (11). “O presidente falou: ‘Veja esse negócio aí e fale com o relator’. Eu falei na reunião que não posso me comprometer sem fazer conta de quanto custa”, afirmou.

“O presidente falou que é simpático e que quer que coloque eles lá. O que foi acordado? Vamos fazer contas para ver o que dá”
Joice Hasselmann (PSL-SP), líder do governo.

A deputada destacou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, estava na reunião, analisa os pedidos. E que recebeu retorno do governo de “dá para trabalhar” na questão da pensão por morte integral para as viúvas e na aposentadoria com salário completo. Outra mudança possível seria reduzir o tempo de serviço em atividades policiais para se garantir o benefício previdenciário.

O líder do governo no Senado, Major Olímpio, não estava na reunião de 20 de maio. Mas disse que é preciso saber se esse acordo não existiu mesmo. “Pega os vídeos de eu gritando com ela aqui”, disse ele, em referência a bate-boca com Joice em que o senador acusou a deputada de não cumprir acordos feitos com representantes das forças de segurança.

Olímpio diz entender que manter o apoio dos policiais ao Palácio é uma questão a ser analisada. “Sempre é uma preocupação porque sempre foi um apoio muito forte do Jair Bolsonaro e de todos os nós, e não creio que a ideia seja gerar insatisfação com as categorias”, destacou o senador.

Depois da apresentação do relatório de Samuel Moreira, o deputado Capitão Augusto (PR-SP), tentou articular uma mudança favorável aos policiais. Interlocutor do governo, o capitão da Polícia Militar não vê resistências em sua categoria ao governo. Mas luta para que os policiais civis, federais e rodoviários consigam os mesmos direitos que as Forças Armadas tiveram. “Vamos ver”, contou ele ao UOL.

A ideia é tentar apresentar um destaque na votação do relatório na Comissão Especial da Câmara. Ainda não há data para essa votação.

Fonte: UOL

UPB/RJ realiza ato contra a Reforma da Previdência

Entidades que compõem a União dos Policiais do Brasil (UPB) no estado do Rio de janeiro, realizaram na última segunda-feira (10), uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), com participação de parlamentares estaduais e federais. Além da audiência, foram realizados discursos e atos simbólicos na parte externa da Alerj.

Desde a entrega do projeto da Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, a UPB vem alertando o Governo Federal e parlamentares de diversas vertentes político-partidárias sobre a injustiça que o texto original do projeto faz aos policiais brasileiros não-militares.

No ato realizado no Rio de Janeiro, diversos dirigentes sindicais relembraram os perigos das carreiras policiais e os riscos que operadores da segurança público envelhecidos trazem à sociedade.

Ato em frente ao Congresso reúne 4 mil policiais em defesa de aposentadoria justa para a categoria

A União dos Policiais do Brasil, grupo no qual a FenaPRF faz parte, realizou um ato contra o atual texto da Reforma da Previdência, que atinge de forma cruel os trabalhadores da segurança pública. O evento aconteceu na tarde desta terça-feira, no gramado da Avenida das Bandeiras, em frente ao Congresso Nacional e reuniu vários sindicatos filiados à FenaPRF, que vieram em massa para Brasília para lutar contra o texto da PEC 6/2019.

A mobilização em frente ao Congresso Nacional começou às 13h e seguiu até às 18h, com representantes de várias entidades dando o seu posicionamento sobre o texto, defendendo um tratamento paritário com os militares, que ficaram de fora do texto apresentado na PEC 6/19. Além disso, diversos deputados federais e senadores demonstraram apoio as categorias de segurança pública, a exemplo dos deputados federais e PRFs Nicoletti, Fábio Henrique e José Medeiros.

A estimativa é que cerca de 4 mil policiais de várias categorias e estados estiveram em Brasília para o ato em frente ao Congresso Nacional. Entre os PRFs, a contabilização superou a marca dos 800 policiais rodoviários federais que se deslocaram à Capital.

O vice-presidente da FenaPRF, Dovercino Neto, foi um dos primeiros a discursar. Ele agradeceu a presença dos vários policiais rodoviários federais que se deslocaram dos vários cantos do país para defenderem a dignidade de suas aposentadorias. “Temos que agradecer o empenho, o comprometimento e a garra de todos vocês, que deixaram os seus lares, suas folgas, para estarem aqui presentes nessa luta. Estamos aqui hoje pelo grito de valorização da segurança pública do País”, destacou.

O deputado federal Fábio Henrique (PDT-SE), em seu discurso aos policiais, fez uma analogia do atual discurso do governo sobre a Reforma da Previdência com a Reforma Trabalhista, aprovada no ano passado.

“Há o discurso de que se essa reforma não for aprovada, o Brasil irá parar. Quero lembrar que no ano passado, disseram que se a reforma trabalhista fosse aprovada, o Brasil iria voltar a crescer. Ela foi aprovada e até agora queremos saber aonde estão os empregos que seriam gerados. Não podemos entrar nessa propaganda do governo. Os policias não querem privilégio, mas tratamento digno e justa”.

O ato terminou por volta das 18h, quando todas as categorias fizeram um abraço simbólico ao Ministério da Justiça e cantaram o hino nacional, além de entoarem palavras em defesa de uma aposentadoria justa aos profissionais da segurança pública.

PRF nomeia novo superintendente do Distrito Federal

A Superintendência da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Distrito Federal está sob novo comando. O PRF Júlio Sézar Gomes Ferreira foi nomeado para assumir a chefia do órgão.

Natural de Mucambo (CE) e bacharel em direito, o servidor ingressou na corporação em 1994, aos 29 anos, exercendo atividade operacional no DF até o ano 2000. Após este período, chefiou por três anos o Núcleo de Operações Especiais do DPRF, retornando para a atividade operacional no ano de 2004.

Julio Sézar também já chefiou a delegacia de Anápolis/GO, onde permaneceu de 2005 até 2011, além de convidado pela Direção-Geral para assumir a função de Superintendente de Goiás, por onde permaneceu no cargo por cinco anos. Nos anos de 2017 e 2018, o servidor retornou para a atividade operacional, até que em abril deste ano aceitou o convite para assumir a função de Superintendente Regional da PRF na capital federal.

Com a data para a cerimônia de posse ainda não marcada, o Superintendente espera trazer a sua experiência operacional e de gestão para a regional do Distrito Federal, contribuindo assim, com o crescimento da instituição e promovendo cada vez mais um serviço de excelência para a sociedade.

Fontes: Metrópoles e Estradas.com

Parlamentar visita AGE do sistema sindical dos PRFs

O último dia da Assembleia Geral Extraordinária da FenaPRF, na quinta-feira, em Brasília, foi marcado pela visita do Deputado Federal Gutemberg (MDB/RJ), autor de uma das emendas que visa corrigir a injustiça que o texto original da Reforma da Previdência traz aos policiais brasileiros.

Os sindicalistas discutiram os resultados do trabalho realizado pelos 26 sindicatos regionais e pela FenaPRF na Capital Federal durante a semana e o planejamento para a mobilização do dia 21, no gramado do Congresso Nacional.
Autor de uma das emendas em favor das aposentadoria dos policiais brasileiros, o Deputado Gutemberg (MDB/RJ) afirmou que o momento não é de acomodação. “Mesmo já atingindo as assinaturas necessárias para protocolar a emenda à PEC nós devemos continuar o trabalho de convencimento dos deputados e chamar a atenção de todos para a importância da aposentadoria de vocês policiais”, afirmou.

Membros da UPB acertam detalhes para o dia 21

Representantes dos sindicatos que compõem a União dos Policiais do Brasil (UPB) se reuniram na última terça-feira (14) na sede da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), em Brasília, para definir os últimos detalhes do grande movimento nacional que ocorrerá na Capital Federal no dia 21 de maio.

Policiais não-militares de diversas forças de todo o país participarão da manifestação no gramado do Congresso Nacional. O ato também contará com a presença de parlamentares que se identificam com a segurança pública e que se opõem ao atual texto da Reforma da Previdência.

No encontro, as categorias discutiram como os atos acontecerão. Tendas, trios elétricos, banheiros químicos e água serão disponibilizados como estrutura básica do evento. Além disso, cada sindicato, federação e associação levará seus próprios materiais impressos, de vestimentas, faixas e bandeiras.

A concentração da manifestação da próxima terça-feira (21) será a partir das 11h no gramado em frente ao Congresso Nacional, os atos iniciarão às 13h.

UPB busca líder do Governo na Câmara por emendas na PEC 06/2019

As entidades que compõem a União dos Policiais do Brasil (UPB) se reuniram com o deputado Major Vitor Hugo (PSL/GO) para tratar sobre a recepção de mudanças no projeto de Reforma da Previdência.

Foi explicado ao parlamentar a importância de incluir uma emenda que faça justiça aos policiais na PEC 06/2019. Atualmente o projeto está na comissão especial instalada nesta semana. As categorias da UPB trabalham no recolhimento de assinaturas para as emendas.

O presidente da FenaPRF, Deolindo Carniel, deixou claro que os policiais não querem chegar a uma situação conflituosa com o Executivo. “Esperamos que nossas demandas cheguem ao Governo. Temos emendas inclusive colocadas por deputados do partido do Governo, esperamos que essas demandas sejam atendidas para que não precisemos de um enfrentamento em Plenário nem em manifestações nas ruas”, destacou.

Líder do Governo na Câmara dos Deputados, Major Vitor Hugo (PSL/GO) afirmou que não vê conflito entre as categorias policiais e o Governo. “Agora que temos um relator na comissão especial fica mais fácil de fazer mudanças no projeto, é importante que vocês se aproximem dele porque é a pessoa que escreve a proposta definitiva. Conversar com o Presidente Bolsonaro é a última instância que devemos ativar, essa discussão se dará aqui na casa. Vocês estão com apoio na oposição, no centrão e na base do Governo, não vejo dificuldades”, afirmou.

Emendas
O deputado Hugo Leal (PSD/RJ) apresentou uma emenda que reúne os principais pleitos dos policiais e agentes de segurança pública não militares, conforme apresentado pela UPB. E os representantes das entidades que compõem a UPB estão atuando na coleta de assinaturas para que a emenda seja recepcionada na comissão especial da PEC 06/2019. Serão necessárias 171 assinaturas de Deputados Federais para que a emenda possa ser analisada na comissão.

Além da emenda apresentada pelo parlamentar e presidente da Frente Parlamentar em Defesa da PRF, outras duas estão sendo trabalhadas pelas categorias policiais: uma apresentada pelo deputado Nicoletti (PSL/RR) e outra pelo deputado José Medeiros (PODE/MT), ambos PRFs. Todas as três emendas trazem dispositivos que não deixam de economizar para a Previdência Social, mas fazem justiça ao risco da atividade policial desenvolvida pelos operadores da segurança pública brasileira.

Categorias policiais debatem efeitos da reforma da previdência

Parlamentares ligados à segurança e entidades sindicais debateram em audiência pública na Câmara dos Deputados os efeitos do texto da reforma da previdência aos policiais brasileiros caso não sejam feitas mudanças.

O entendimento geral é que faltou sensibilidade do Governo Federal na montagem da proposta, reconhecendo os riscos e particularidades das carreiras militares e não fazendo o mesmo para as categorias não-militares. Não foram observadas as peculiaridades da atividade policial, prejudicando os servidores e trazendo riscos às carreiras de operadores da segurança pública brasileira.

Como primeiro palestrante, o diretor jurídico da FenaPRF, Marcelo Azevedo, fez apresentação da União dos Policiais Brasileiros (UPB), mostrando as incoerências do projeto e também as singularidades as quais os policiais estão expostos. “Essa proposta na forma como se encontra é uma armadilha. Fica a imagem de que a atividade de risco e o alto desgaste não justificam uma aposentadoria de risco. A gente defende que o princípio da isonomia seja aplicado às categorias da segurança, como é hoje. Não é justo que os pontos em comum entre as carreiras militares e policiais sejam reconhecidos apenas na hora de nos prejudicar. Mais na frente pode ser que os governistas vejam essa similaridade de atividades e condições e queiram deixar o regime de aposentadoria dos militares mais próximo do regime dos servidores comuns”, alertou.

Único representante dos militares no plenário, Elisandro Lotin, presidente da Associação Nacional de Praças (ANASPRA), afirmou que o objetivo da entidade é lutar por toda a segurança pública. “Somos contra a reforma da aposentadoria como um todo e estamos orientando nossas categorias nesse sentindo. Se a reforma continuar prosseguindo vamos trabalhar em cima de propostas de emendas à PEC para que todas as categorias da segurança pública sejam protegidas”, explicou.

Economia pelo investimento
Diversos deputados federais falaram em defesa dos policiais. O deputado Lincoln Portela (PR/MG), sugeriu que o Governo investisse nas polícias ao invés de penalizá-las com mudanças na aposentadoria. De acordo com o parlamentar, além da importância social, as polícias economizam dinheiro público evitando acidentes, apreendendo drogas, armas e impedindo que crimes sejam cometidos.

“Temos estudos seríssimos que falam que em dez anos nós podemos economizar esse trilhão de reais que o governo está falando em relação à Polícia Rodoviária Federal com seu cuidado nas estrada. São problemas que temos nos hospitais, milhares de internações, sequelados para o resto da vida e não contribuem mais. Na realidade, a segurança pública é investimento para que o Brasil possa prosseguir”, discursou o parlamentar mineiro.

Autor do requerimento da audiência pública, o deputado Fábio Henrique (PDT/SE), destacou a pluralidade do evento. “Foram 22 entidades representativas de policiais com a UPB que estiveram fazendo esse debate. Ficou muito claro que há uma coisa que nos une, que é o risco da nossa atividade. Vários parlamentares estiveram aqui, da base do governo, da oposição, de esquerda, de direita. Essa discussão ela não tem partido, envolve a segurança do cidadão brasileiro. Precisamos chegar a um texto justo”, afirmou.