Sistema sindical busca inclusão de mais cidades para indenização de fronteira

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A FenaPRF e o Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais no Pará/Amapá se reuniram com o secretário de Gestão de Desempenho de Pessoal do Ministério da Economia, Wagner Lenhart, na tarde da última quarta-feira (08) para tratar sobre regiões que ainda não são alcançadas pela indenização de fronteira, benefício dado a policiais rodoviários federais que estão lotados em regiões fronteiriças e de difícil fixação.

Os dirigentes sindicais da FenaPRF apresentaram ao secretário dados da saída em massa que ocorre com os servidores da Polícia Rodoviária Federal (PRF). De acordo com o diretor de patrimônio da FenaPRF, Carlos Lima, é preciso ter a indenização como uma maneira de fazer com que os policiais queiram permanecer nas cidades onde são lotados. “Há três anos tínhamos 112 servidores no Amazonas, agora só temos 72. No Pará nós só estamos com nove postos abertos, de 21 que já tivemos funcionando. Os policiais descem do avião de costas, doidos para irem embora”, disse.

Deolindo Carniel, presidente da FenaPRF, sensibilizou Lenhart acerca a falta de pessoal e a demora para a regulamentação da Indenização de Fronteira. “Desde quando foi aprovada até a regulamentação se passaram três anos. Depois tivemos uma listagem de cidades beneficiadas que não era a ideal, os policiais lotados nos estados do Amazonas e Tocantins não têm indenização de fronteira, por exemplo”, explicou.

O representante do Ministério da Economia, Wagner Lenhart, agradeceu as informações e informou que verá como está a situação financeira do Executivo para conseguir levar a pauta a frente. De acordo com o secretário, a situação está delicada e vários projetos estão emperrados mas que, apesar disso, a secretaria se empenharia em buscar mais informações sobre o tema.

O sistema sindical dos PRFs busca a inclusão de várias regiões para a Indenização de Fronteira há mais de um ano. Desde que a listagem das localidades foi divulgada, em dezembro de 2017, os sindicalistas alertam o Governo Federal da necessidade de ampliação do território alcançado pelo benefício.

A reunião da quarta-feira foi marcada pelo deputado federal Nicoletti (PSL/RR), que utilizou seu próprio exemplo para falar das dificuldades de se morar em regiões fronteiriças. “Eu entrei no exército com 19 anos de idade e fui morar no Norte do país. Alguns anos depois entrei na PRF e fui morar no Pará. É uma região difícil de trabalhar e com o custo de vida muito alto”, disse o parlamentar que é PRF há cinco anos.

Estiveram presentes no encontro com secretário, o presidente e o vice-presidente da FenaPRF, Deolindo Carniel e Dovercino Neto, respectivamente; o Deputado Federal Nicoletti (PSL/RR), diretor jurídico da FenaPRF, Marcelo Azevedo; diretor de patrimônio da FenaPRF, Carlos Lima e o vice-presidente do SinPRF/PA-AP, Waldemir de Souza.

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