{"id":10170,"date":"2012-05-05T20:45:54","date_gmt":"2012-05-05T23:45:54","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=10170"},"modified":"2012-05-05T20:45:54","modified_gmt":"2012-05-05T23:45:54","slug":"o-crime-no-poder","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/o-crime-no-poder\/","title":{"rendered":"O crime no poder"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em><strong>Por *Leandro Fortes<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Restritas ao notici\u00e1rio local de Goi\u00e2nia, as informa\u00e7\u00f5es sobre uma \u201cminirreforma\u201d no secretariado do governador de Goi\u00e1s, Marconi Perillo (PSDB), s\u00e3o o primeiro sinal de que suas liga\u00e7\u00f5es com o esquema conjunto do senador Dem\u00f3stenes Torres (DEM-GO) e do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, prometem levar a crise para dentro do governo goiano.<\/p>\n<p>Transformado em menos de um m\u00eas em zumbi pol\u00edtico, Torres agoniza pelos corredores do Senado, agora sob risco de ser cassado. Mas n\u00e3o deve naufragar sozinho, se as investiga\u00e7\u00f5es da Pol\u00edcia Federal forem aprofundadas. Novos documentos, grava\u00e7\u00f5es e per\u00edcias que integram o relat\u00f3rio da Opera\u00e7\u00e3o Monte Carlo, revelados com exclusividade por CartaCapital, apontam uma total sinergia entre o esquema do bicheiro, o senador e o governo de Marconi Perillo.<\/p>\n<p>Em uma intercepta\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica de 5 de janeiro de 2011, os agentes federais registraram uma conversa entre Cachoeira e seu principal auxiliar, Lenine Ara\u00fajo de Souza, vulgo Baixinho. Na conversa, o bicheiro, a partir de um telefone em Miami, recebe a not\u00edcia de que um de seus indicados para o governo de Goi\u00e1s, identificado apenas por Caolho, acabou preterido, sem maiores explica\u00e7\u00f5es e aparentemente sem o conhecimento do governador. Segundo homem na hierarquia e bra\u00e7o operacional de Cachoeira, Souza administrava e operava o sistema de contabilidade da quadrilha. Tamb\u00e9m era respons\u00e1vel pelo pagamento de boa parte das propinas a agentes p\u00fablicos, em troca de prote\u00e7\u00e3o e informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cMarconi, hora que souber disso (sic), vai ficar puto\u201d, reclama o bicheiro, no telefonema a Souza. E acrescenta, a seguir: \u201cJ\u00e1 mandei avisar ele (sic)\u201d. Mas adiante, revela, por duas vezes, a ordem dada ao senador Torres para entrar no caso e falar diretamente com o governador. \u201cO Dem\u00f3stenes j\u00e1 est\u00e1 ligando para ele\u201d, garante Cachoeira.<\/p>\n<p>Mais adiante, no mesmo grampo, o bicheiro pede a Souza para tomar provid\u00eancias e entrar em contato com Eliane Gon\u00e7alves Pinheiro, chefe de gabinete do governador. Ela chegou ao cargo no in\u00edcio do ano passado, depois das elei\u00e7\u00f5es de 2010, na qual foi respons\u00e1vel pela articula\u00e7\u00e3o do tucano para que prefeitos do PP aderissem \u00e0 campanha do PSDB ao governo estadual. At\u00e9 ent\u00e3o, era ligada ao ex\u2013secret\u00e1rio extraordin\u00e1rio de Assuntos Estrat\u00e9gicos de Goi\u00e1s Fernando Cunha, importante lideran\u00e7a tucana no estado, falecido em novembro de 2011. Segundo as investiga\u00e7\u00f5es da PF, uma filha de Cunha \u00e9 casada com um irm\u00e3o de Cachoeira.<\/p>\n<p>Outra interfer\u00eancia direta do bicheiro no governo, revelada nos grampos da PF, tem rela\u00e7\u00e3o com a atua\u00e7\u00e3o do coronel Vicente Ferreira Filho, comandante do 3\u00ba Comando Regional da Pol\u00edcia Militar, em An\u00e1polis. Souza refere-se \u00e0 preocupa\u00e7\u00e3o de um certo \u201cAnanias\u201d, provavelmente um dos prepostos da jogatina na cidade, com a atua\u00e7\u00e3o do oficial. \u201cO Ananias est\u00e1 demonstrando preocupa\u00e7\u00e3o com o Vicente em An\u00e1polis, hein\u201d, avisa.<\/p>\n<p>Cachoeira informa ent\u00e3o a provid\u00eancia tomada. \u201cJ\u00e1 mandei (inaud\u00edvel), inclusive vai falar com Marconi, hoje \u00e0 tarde\u201d, diz o bicheiro. Em seguida, tranquiliza o auxiliar sobre a possibilidade de o coronel da PM atrapalhar os neg\u00f3cios em An\u00e1polis, segundo a transcri\u00e7\u00e3o da PF. \u201cN\u00e3o vai, n\u00e3o. Esse comandante pra n\u00f3is (sic), ainda vai ser bom. C\u00ea vai ver (sic).\u201d N\u00e3o h\u00e1, contudo, nenhuma acusa\u00e7\u00e3o contra o coronel nos autos da Opera\u00e7\u00e3o Monte Carlo.<\/p>\n<p>Ciente da encrenca em que est\u00e1 metido, Perillo decidiu usar como desculpa a desincompatibiliza\u00e7\u00e3o do atual secret\u00e1rio de Meio Ambiente, Leonardo Vilela, candidato do PSDB \u00e0 prefeitura de Goi\u00e2nia, para mexer na equipe e apagar os rastros de Torres e Cachoeira em seus dom\u00ednios. Assim, a amiga do bicheiro, Eliane Pinheiro, chefe de gabinete de Perillo, dever\u00e1 deixar o cargo em breve, sob a improv\u00e1vel promessa de mudar de fun\u00e7\u00e3o. Outro que deve sair e colocar as barbas de molho \u00e9 o secret\u00e1rio de Infraestrutura, Wilder Morais. Suplente de Torres, poder\u00e1 assumir a vaga no Senado caso o titular venha a ser cassado.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 uma vingan\u00e7a e tanto. A mulher de Morais, Andressa, o abandonou no ano passado para viver com Cachoeira. O drama matrimonial chegou a servir de desculpa para o senador Torres justificar os 298 telefonemas que trocou com o bicheiro nos \u00faltimos seis meses. Morais tamb\u00e9m tomou medidas preventivas e afastou Leandro Gomes Candido do cargo de secret\u00e1rio-executivo da pasta. Candido \u00e9 marido de uma irm\u00e3 de Andressa.<\/p>\n<p>Outro da lista \u00e9 o secret\u00e1rio da Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio, Alexandre Baldy, indica\u00e7\u00e3o pessoal de Torres. Baldy \u00e9 genro do empres\u00e1rio Marcelo Lim\u00edrio, s\u00f3cio do senador do DEM em uma faculdade em Goi\u00e1s. Ex-dono do Laborat\u00f3rio Neo Qu\u00edmica, em An\u00e1polis, segunda maior cidade do estado, o secret\u00e1rio mant\u00e9m ainda uma sociedade com Cachoeira na ICF, empresa fornecedora de testes para laborat\u00f3rios. Um deles, o Vitapan, de propriedade do bicheiro, era utilizado para lavagem de dinheiro do esquema de jogatina, segundo informa\u00e7\u00f5es da PF.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 assustador o alcance dos tent\u00e1culos da organiza\u00e7\u00e3o criminosa\u201d, escreveu em 23 de fevereiro deste ano o juiz Paulo Augusto Moreira Lima, da Vara Federal de An\u00e1polis, respons\u00e1vel pela condu\u00e7\u00e3o processual do inqu\u00e9rito. Segundo o magistrado, \u201cpara dar suporte \u00e0 explora\u00e7\u00e3o ilegal de m\u00e1quinas ca\u00e7a-n\u00edqueis, bingos de cartelas e jogo do bicho em Goi\u00e1s\u201d a quadrilha de Cachoeira montou um incr\u00edvel esquema de lavagem de dinheiro, evas\u00e3o de divisas, contrabando, corrup\u00e7\u00e3o, peculato, prevarica\u00e7\u00e3o e viola\u00e7\u00e3o de sigilos.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com Lima, o grupo de Cachoeira era altamente \u201cprofissionalizado, est\u00e1vel, permanente, habitual, estruturado, montado para cometer crimes graves\u201d. Para tal, mantinha uma \u201cestrutura organizacional e piramidal complexa\u201d que funcionava gra\u00e7as a uma \u201cestrutura est\u00e1vel, entranhada no seio do estado com, inclusive, a distribui\u00e7\u00e3o centralizada de meios de comunica\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento das atividades, com o objetivo de inviabilizar a interfer\u00eancia das ag\u00eancias s\u00e9rias de persecu\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Logo ap\u00f3s ser preso, o juiz determinou que Cachoeira fosse transferido para um pres\u00eddio federal de Mossor\u00f3 (RN) porque, na peti\u00e7\u00e3o \u00e0 Justi\u00e7a Federal, os procuradores do caso temiam que ele continuasse a comandar o esquema criminoso de dentro de uma pris\u00e3o de Goi\u00e1s. \u201cEm mais de uma d\u00e9cada, Carlinhos Cachoeira dedicou-se a comprar informa\u00e7\u00f5es e prote\u00e7\u00e3o de agentes do estado vend\u00edveis. Em outras palavras, tornou a sociedade e o pr\u00f3prio estado mais vulner\u00e1veis ao crime\u201d, escreveu Lima.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros listados na Justi\u00e7a Federal falam por si s\u00f3 do tamanho da investiga\u00e7\u00e3o que une os neg\u00f3cios de Cachoeira com a rotina do governo de Goi\u00e1s. Ao todo foram identificados como integrantes da quadrilha do bicheiro 43 agentes p\u00fablicos. Desses, seis delegados da Pol\u00edcia Civil, 30 policiais militares, dois delegados da PF, um administrativo da PF, um policial rodovi\u00e1rio federal, dois agentes da Pol\u00edcia Civil e dois servidores municipais. A Monte Carlo gerou 36 volumes de intercepta\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica, 14 volumes de inqu\u00e9rito policial, tr\u00eas volumes de sigilo banc\u00e1rio e fiscal, al\u00e9m de uma centena de relat\u00f3rios produzidos pela PF.<\/p>\n<p>Procurado por CartaCapital, o governador Perillo respondeu, via assessoria de imprensa, n\u00e3o possuir nenhuma liga\u00e7\u00e3o com o bicheiro. Sobre indica\u00e7\u00f5es de Cachoeira para cargos no governo, saiu-se com essa: \u201cQue eu tenha sido informado, n\u00e3o\u201d. Tamb\u00e9m negou ter havido press\u00e3o de Dem\u00f3stenes Torres para a nomea\u00e7\u00e3o de apadrinhados do bicheiro no governo estadual. Por fim, negou ter iniciado uma reforma no secretariado. Seriam \u201capenas substitui\u00e7\u00f5es pontuais de auxiliares que ser\u00e3o candidatos nas pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Enquanto isso, a agonia de Torres parece n\u00e3o ter fim. Na sexta-feira 23, CartaCapital revelou em seu site que a Pol\u00edcia Federal sabia desde 2006 de suas liga\u00e7\u00f5es com Cachoeira. Tr\u00eas relat\u00f3rios assinados pelo delegado Deuselino Valadares dos Santos, ent\u00e3o chefe da Delegacia de Repress\u00e3o a Crimes Financeiros da Superintend\u00eancia da PF em Goi\u00e2nia, revelam que Torres tinha direito a 30% da arrecada\u00e7\u00e3o geral do esquema de jogo clandestino, calculada em aproximadamente 170 milh\u00f5es de reais nos \u00faltimos seis anos. A informa\u00e7\u00e3o consta de um Relat\u00f3rio Sigiloso de An\u00e1lise da Opera\u00e7\u00e3o Monte Carlo, sob os cuidados do N\u00facleo de Intelig\u00eancia Policial da Superintend\u00eancia da PF em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>Valadares foi um dos 35 presos em 29 de fevereiro na esteira da opera\u00e7\u00e3o. Nas intercepta\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas feitas pela PF com autoriza\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a, ele \u00e9 chamado de Neguinho pelo bicheiro. Por estar lotado na delegacia de repress\u00e3o a crimes financeiros, era respons\u00e1vel pelas opera\u00e7\u00f5es policiais da Superintend\u00eancia da PF em todo o estado. Ao que tudo indica, foi cooptado para a quadrilha ap\u00f3s descobrir os esquemas de Cachoeira, Torres e mais tr\u00eas pol\u00edticos goianos tamb\u00e9m citados por ele na investiga\u00e7\u00e3o: os deputados federais Carlos Alberto Lereia (PSDB), Jovair Arantes (PTB) e Rubens Otoni (PT).<\/p>\n<p>Em outro grampo da PF, revelado agora por CartaCapital, de 13 de mar\u00e7o de 2011, Cachoeira conversa com Idalberto Matias de Ara\u00fajo, o Dad\u00e1, sargento da reserva da Aeron\u00e1utica, tamb\u00e9m preso durante a Opera\u00e7\u00e3o Monte Carlo. Ele era respons\u00e1vel por obter informa\u00e7\u00f5es sigilosas de interesse da quadrilha de Cachoeira em troca de um pagamento mensal de 5 mil reais. No grampo, Dad\u00e1 manda o bicheiro \u201ctranquilizar\u201d Torres. Falava possivelmente da investiga\u00e7\u00e3o da PF sobre o esquema criminoso.<\/p>\n<p>A informa\u00e7\u00e3o, proveniente de uma mulher n\u00e3o identificada na conversa, \u00e9 tachada de \u201cexagerada\u201d pelo araponga da Aeron\u00e1utica. \u201cInvestiga\u00e7\u00f5es a baixo n\u00edvel, entendeu, s\u00f3 a termos de conhecimento\u201d, diz Dad\u00e1. \u201cEnt\u00e3o, excelente, vou passar para o GORDINHO a informa\u00e7\u00e3o\u201d, diz o bicheiro. O apelido, segundo a PF, era o c\u00f3digo para se referir ao senador do DEM nas conversas entre os dois. At\u00e9 2009, Torres pesava 103 quilos. Perdeu 30 quilos ap\u00f3s se submeter a uma cirurgia de redu\u00e7\u00e3o do est\u00f4mago.<\/p>\n<p>Uma s\u00e9rie de outras reportagens divulgada nos \u00faltimos dias complicou ainda mais a vida do senador. O jornal O Globo publicou transcri\u00e7\u00f5es de intercepta\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas nas quais Torres pede ao bicheiro, com quem se comunicava por meio de um aparelho de r\u00e1dio registrado em Miami, 3 mil reais para pagar despesas de t\u00e1xi a\u00e9reo.<\/p>\n<p>O di\u00e1rio carioca revelou ainda que o parlamentar do DEM usou de seu prest\u00edgio para tentar remover, em 2009, um dos principais agentes de uma das investiga\u00e7\u00f5es sobre a explora\u00e7\u00e3o ilegal de m\u00e1quinas ca\u00e7a-n\u00edqueis e videop\u00f4quer chefiada por Cachoeira. Tratava-se do policial federal Jos\u00e9 Luiz da Silva. Torres solicitou ao ent\u00e3o secret\u00e1rio de Assuntos Legislativos, Pedro Abramovay, a transfer\u00eancia do agente de An\u00e1polis, \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o de Cachoeira, para Goi\u00e2nia.<\/p>\n<p>Uma reportagem do Jornal Nacional jogou mais cal sobre a cova do senador, que j\u00e1 admitiu estar \u201cmorto politicamente\u201d por causa das den\u00fancias. Trechos de intercepta\u00e7\u00f5es da Monte Carlo revelam que Cachoeira, em conversa com o contador Giovani Pereira da Silva, pode ter repassado mais de 3 milh\u00f5es de reais ao senador do DEM.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel que em breve venha \u00e0 tona outra faceta do grupo: o uso de meios de comunica\u00e7\u00e3o para atacar advers\u00e1rios. Sabe-se das boas rela\u00e7\u00f5es de Cachoeira com jornalistas de Bras\u00edlia, em especial o diretor da sucursal da revista Veja, Policarpo Jr. Segundo blogs da internet, a Pol\u00edcia Federal teria interceptado mais de 200 telefonemas entre o jornalista e o bicheiro durante o curso das investiga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Nos inqu\u00e9ritos aos quais CartaCapital teve acesso, Policarpo Jr. \u00e9 citado mais de uma vez. Em um grampo de 8 de julho de 2011, Cachoeira instrui o sargento Jairo Martins, da PM de Bras\u00edlia, para estancar as informa\u00e7\u00f5es repassadas ao jornalista. O bicheiro teria se chateado com algum texto publicado na revista. Martins \u00e9 um famoso araponga brasiliense, acostumado a prestar servi\u00e7os clandestinos no submundo da comunidade de informa\u00e7\u00f5es. Foi ele quem, por exemplo, gravou o v\u00eddeo em que o ex-funcion\u00e1rio dos Correios Maur\u00edcio Marinho aparece a embolsar 3 mil reais de propina. Indicado pelo PTB, Marinho foi o estopim do esc\u00e2ndalo do chamado mensal\u00e3o.<\/p>\n<p>O futuro de Torres depende da Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica e do Congresso Nacional. Desde 2009, sem nenhuma explica\u00e7\u00e3o plaus\u00edvel, o procurador-geral Roberto Gurgel mantinha engavetado um relat\u00f3rio da PF referente \u00e0 Opera\u00e7\u00e3o Las Vegas, de 2008, na qual a liga\u00e7\u00e3o entre Cachoeira e o senador era explicitada pela primeira vez em intercepta\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas autorizadas pela Justi\u00e7a de Goi\u00e1s. Diante da press\u00e3o provocada pelas revela\u00e7\u00f5es da Opera\u00e7\u00e3o Monte Carlo, Gurgel foi obrigado, na quarta-feira 28, a dar seguimento \u00e0 den\u00fancia, enviada ao Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n<p>No Congresso, o destino de Torres est\u00e1 nas m\u00e3os do l\u00edder do PMDB, Renan Calheiros, e do presidente do Senado, Jos\u00e9 Sarney, que precisam recompor o Conselho de \u00c9tica do Senado. O \u00f3rg\u00e3o est\u00e1 ac\u00e9falo desde setembro de 2011, raz\u00e3o pela qual ainda n\u00e3o se pode apreciar a representa\u00e7\u00e3o contra Torres apresentada na quarta-feira 28 pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL). Segundo Rodrigues, est\u00e1 claro que Cachoeira mant\u00e9m rela\u00e7\u00f5es \u201camplas, gerais e irrestritas\u201d com Torres e outras autoridades.<\/p>\n<p>T\u00e3o logo o impasse burocr\u00e1tico seja resolvido, o processo de cassa\u00e7\u00e3o do senador goiano, dado como certo at\u00e9 pelos aliados mais pr\u00f3ximos, vai ser iniciado. Torres renunciou \u00e0 lideran\u00e7a do DEM no Senado e corre risco de ser expulso do partido.<\/p>\n<p><em>*<strong>Leandro Fortes<\/strong> \u00e9 jornalista e blogueiro.<\/em><\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.cartacapital.com.br\/politica\/o-crime-no-poder-2\/\" target=\"_blank\">Carta Capital<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por *Leandro Fortes Restritas ao notici\u00e1rio local de Goi\u00e2nia, as informa\u00e7\u00f5es sobre uma \u201cminirreforma\u201d no secretariado do governador de Goi\u00e1s,<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":10171,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[9],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10170"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10170"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10170\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10170"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10170"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10170"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}