{"id":10960,"date":"2012-05-19T21:50:43","date_gmt":"2012-05-20T00:50:43","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=10960"},"modified":"2012-05-19T21:50:43","modified_gmt":"2012-05-20T00:50:43","slug":"marcha-ocupa-ruas-da-capital-paulista-para-pedir-legalizacao-da-maconha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/marcha-ocupa-ruas-da-capital-paulista-para-pedir-legalizacao-da-maconha\/","title":{"rendered":"Marcha ocupa ruas da capital paulista para pedir legaliza\u00e7\u00e3o da maconha"},"content":{"rendered":"<p>A Marcha da Maconha interditou na tarde deste s\u00e1bado (19) tr\u00eas das quatro faixas da Avenida Paulista, regi\u00e3o central da capital, para pedir a legaliza\u00e7\u00e3o da droga. A passeata, segundo a Pol\u00edcia Militar (PM), reuniu 1,7 mil pessoas que finalizaram a manifesta\u00e7\u00e3o na Pra\u00e7a da Rep\u00fablica, no centro da cidade.<\/p>\n<p>A marcha do ano passado, promovida em mar\u00e7o, no mesmo local, foi dispersada pela PM com g\u00e1s lacrimog\u00eaneo e spray de pimenta quando uma decis\u00e3o judicial proibia a manifesta\u00e7\u00e3o. Depois, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em nome da garantia de liberdade de express\u00e3o, que as passeatas pela legaliza\u00e7\u00e3o das drogas n\u00e3o fossem mais reprimidas.<\/p>\n<p>A legaliza\u00e7\u00e3o do consumo da maconha \u00e9 defendida pelos manifestantes sob diversos argumentos. O professor de hist\u00f3ria da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) Henrique Carneiro atribui a proibi\u00e7\u00e3o, em parte, a um preconceito de setores da sociedade. \u201cH\u00e1 um percentual da popula\u00e7\u00e3o que quer simplesmente exterminar o consumidor\u201d, diz, ao comparar o sentimento ao preconceito sofrido pelos homossexuais.<\/p>\n<p>Carneiro defende a equipara\u00e7\u00e3o das drogas ilegais a subst\u00e2ncias vendidas legalmente com uso controlado. \u201cAlguns produtos, como, por exemplo, a coca\u00edna, deveriam ser vendidos em farm\u00e1cia, assim como os medicamentos da ind\u00fastria farmac\u00eautica. A maconha, que tem um poder de nocividade muito relativo, deveria ter um acesso muito mais amplo, que fosse tanto do autocultivo, como o do microcom\u00e9rcio para pessoas maiores de idade\u201d, argumenta.<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o do professor, a proibi\u00e7\u00e3o de certas drogas \u00e9 mantida devido \u00e0 lucratividade gerada pela ilegalidade. \u201cHoje, \u00e9 um imenso neg\u00f3cio estimado em cerca de US$ 400 bilh\u00f5es, que tem essa magnitude n\u00e3o por causa do custo de produ\u00e7\u00e3o, mas por causa da proibi\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Pensamento na mesma linha tem a estudante de ci\u00eancias sociais Lilian Rocha. \u201cEu n\u00e3o vejo sentido em voc\u00ea tornar ilegal uma subst\u00e2ncia que \u00e9 natural e comercializar amplamente uma s\u00e9rie de medicamentos sem os efeitos comprovados\u201d, ressaltou a jovem.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia pessoal no tratamento de um c\u00e2ncer de intestino foi a raz\u00e3o que levou a artista pl\u00e1stica Maria Antonia Goulart \u00e0 marcha. \u201cMe ajudou muito como complemento do tratamento. Para aliviar a dor, aumentar o apetite, para voc\u00ea conseguir dormir. Os m\u00e9dicos, depois que eu terminei o tratamento, comprovaram que a maconha me ajudou muito\u201d, contou.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/noticia\/2012-05-19\/marcha-ocupa-ruas-da-capital-paulista-para-pedir-legalizacao-da-maconha\" target=\"_blank\">Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Marcha da Maconha interditou na tarde deste s\u00e1bado (19) tr\u00eas das quatro faixas da Avenida Paulista, regi\u00e3o central da<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":10961,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10960"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10960"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10960\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10960"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10960"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10960"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}