{"id":11625,"date":"2012-06-01T01:04:52","date_gmt":"2012-06-01T04:04:52","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=11625"},"modified":"2012-06-01T01:04:52","modified_gmt":"2012-06-01T04:04:52","slug":"carencia-de-efetivo-afeta-fiscalizacao-nas-rodovias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/carencia-de-efetivo-afeta-fiscalizacao-nas-rodovias\/","title":{"rendered":"Car\u00eancia de efetivo afeta fiscaliza\u00e7\u00e3o nas rodovias"},"content":{"rendered":"<div class=\"mceTemp\">\n<div id=\"attachment_11626\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/fenaprf.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/06\/prf_mg.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-11626\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-11626\" title=\"prf_mg\" src=\"https:\/\/fenaprf.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/06\/prf_mg-300x192.jpg\" alt=\"Vistoria \u00e9 feita no posto da BR-040 por falta de pessoal\" width=\"300\" height=\"192\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11626\" class=\"wp-caption-text\">Vistoria \u00e9 feita no posto da BR-040 por falta de pessoal<\/p><\/div>\n<\/div>\n<p>A fiscaliza\u00e7\u00e3o nas rodovias federais em territ\u00f3rio mineiro tem sido afetada pela car\u00eancia de efetivo na Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal (PRF). O estado possui a maior malha rodovi\u00e1ria do pa\u00eds, cerca de 16,4% do total das vias brasileiras, mas tem um d\u00e9ficit de mil policiais para cobrir os quase seis mil quil\u00f4metros de estradas. Atualmente, segundo o Sindicato dos Policiais Rodovi\u00e1rios Federais no Estado de Minas Gerais (SINPRF-MG), o \u00edndice \u00e9 de 0,14 policial por quil\u00f4metro de rodovia vistoriada. Em Juiz de Fora, o cen\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 diferente para os patrulheiros, que precisam atuar na BR-040 e na BR-267. O quadro insuficiente de pessoal obriga os policiais a trabalharem elencando prioridades, o que faz com que, muitas vezes, a fiscaliza\u00e7\u00e3o preventiva seja preterida. Outros problemas tamb\u00e9m se agravam com esta situa\u00e7\u00e3o. Um caminh\u00e3o tombado nas margens, por exemplo, fica dias aguardando para ser retirado por falta de homens para sinalizar o trecho.<\/p>\n<p>Em cada plant\u00e3o, apenas uma dupla de patrulheiros \u00e9 respons\u00e1vel pelo trabalho de ronda nas rodovias em um turno de 24 horas. Neste per\u00edodo, eles precisam atender as ocorr\u00eancias de acidentes, notificar os motoristas infratores e prevenir a pr\u00e1tica de crimes na via. Chefe da delegacia de Juiz de Fora, Marco Lisboa, confirma a sobrecarga de servi\u00e7o. &#8220;Em algumas delegacias, colegas trabalham sozinhos. Aqui, ainda conseguimos manter dois policiais por equipe de ronda. Mesmo assim, \u00e9 preciso trabalhar com prioridades, e a fiscaliza\u00e7\u00e3o fica prejudicada. Primeiro, vem o atendimento dos acidentes com v\u00edtimas, depois o daqueles em que houve interrup\u00e7\u00e3o de pista, em seguida, as ocorr\u00eancias de crimes e, s\u00f3 a partir da\u00ed, os acidentes sem v\u00edtimas. Isso, realmente, \u00e0s vezes, n\u00e3o conseguimos atender de imediato. Um caminh\u00e3o que tomba em um acidente chega a ficar dois, tr\u00eas dias no local at\u00e9 que possamos acompanhar o servi\u00e7o do guincho.&#8221;<\/p>\n<p>No caso da delegacia de Juiz de Fora, a extens\u00e3o do trecho da BR-040 sob sua jurisdi\u00e7\u00e3o aumentou a sobrecarga. Hoje o segmento vai at\u00e9 o km 592, na altura do Viaduto M\u00e1rcio Rocha Martins, substituto do antigo Viaduto das Almas, pr\u00f3ximo a Belo Horizonte. Com isso, as equipes precisam se desdobrar para garantir o atendimento na estrada, at\u00e9 o km 829, j\u00e1 na divisa de Minas com o Estado do Rio de Janeiro. Na BR-267, h\u00e1 outro trecho para vigil\u00e2ncia entre Bicas e Bom Jardim de Minas. No total, nas duas rodovias, s\u00e3o 373 quil\u00f4metros.<\/p>\n<p>Com eventos importantes acontecendo no pa\u00eds este ano e nos pr\u00f3ximos, como a Rio +20, a Copa do Mundo e as Olimp\u00edadas, a escassez de homens fica mais evidente. &#8220;Recebemos uma determina\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia para enviar policiais para cobertura da Rio+20 (em junho) e temos que mandar&#8221;, afirma Lisboa. No ano passado, <strong>a presidente do SINPRF-MG, Maria In\u00eas Miranda Mendon\u00e7a<\/strong>, j\u00e1 havia anunciado que &#8220;Minas precisa do triplo ou do qu\u00e1druplo de policiais para n\u00e3o haver sobrecarga de servi\u00e7o&#8221;.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 acompanhada de perto pelo Senado Federal, que cobra, do Minist\u00e9rio do Planejamento, o aumento do efetivo da PRF em Minas Gerais. &#8220;Apesar de termos a maior malha rodovi\u00e1ria do pa\u00eds, temos apenas 826 policiais rodovi\u00e1rios, o que representa 8% do efetivo. De acordo com estudos, precisamos de mais mil policiais&#8221;, afirma o senador Cl\u00e9sio Andrade (PMDB). Ele considera que o resultado do escasso n\u00famero de policiais nas estradas mineiras \u00e9 o elevado n\u00famero de acidentes e recordes crescentes de mortos e feridos.<\/p>\n<p>Segundo o N\u00facleo de Comunica\u00e7\u00e3o Nacional da PRF, um curso de forma\u00e7\u00e3o est\u00e1 em andamento, e h\u00e1 previs\u00e3o de envio de policiais para o estado de Minas. Ainda n\u00e3o se sabe se o posto de Juiz de Fora ser\u00e1 contemplado.<\/p>\n<p><strong>Falta de estrutura \u00e9 problema<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m da falta de efetivo, o posto da Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal (PRF) em Juiz de Fora tamb\u00e9m tem problemas de infraestrutura, o que influencia na qualidade dos servi\u00e7os p\u00fablicos prestados. Os policiais convivem com frequentes piques de energia, falhas na rede de telefonia e lentid\u00e3o na internet, o que dificulta o contato com outros postos para troca de informa\u00e7\u00f5es. At\u00e9 mesmo o sistema de comunica\u00e7\u00e3o via r\u00e1dio \u00e9 falho devido \u00e0 localiza\u00e7\u00e3o da sede, fora das cidades e entre montanhas. Uma antena de r\u00e1dio foi instalada para que o alcance entre os aparelhos seja estendido.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o temos nem \u00e1gua pot\u00e1vel. Com qualquer chuva, costumamos ter queda de energia. Temos computadores suficientes, mas a conex\u00e3o n\u00e3o atende. A velocidade da internet \u00e9 de uma rede discada. Usamos mais o telefone para levantar dados, que tamb\u00e9m, \u00e0s vezes, d\u00e1 problema&#8221;, comentou um policial.<\/p>\n<p>O telefone 191, de atendimento emergencial aos usu\u00e1rios, tamb\u00e9m n\u00e3o funciona como deveria. A linha est\u00e1 em pleno funcionamento, mas quem precisa de socorro geralmente usa o celular, e a maioria das operadoras n\u00e3o apresenta bom sinal.<\/p>\n<p>As estruturas dos postos que pertencem ao destacamento de Juiz de Fora tamb\u00e9m s\u00e3o prec\u00e1rias. Em Barbacena, o posto foi demolido com a promessa de um outro ser erguido, mas, at\u00e9 hoje, os policiais trabalham apenas na viatura, onde levam todas as suas roupas, comidas e material de trabalho. Em Congonhas, o posto passa por reformas, e a previs\u00e3o \u00e9 de conclus\u00e3o em dois meses. J\u00e1 no de Juiz de Fora, h\u00e1 previs\u00e3o de benfeitorias a partir de julho.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.tribunademinas.com.br\/cidade\/carencia-de-efetivo-afeta-fiscalizac-o-nas-rodovias-1.1099952\" target=\"_blank\">Tribuna de Minas<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A fiscaliza\u00e7\u00e3o nas rodovias federais em territ\u00f3rio mineiro tem sido afetada pela car\u00eancia de efetivo na Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal (PRF).<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":11626,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[2,12,6],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11625"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11625"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11625\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11625"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11625"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11625"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}