{"id":12714,"date":"2012-06-21T22:07:54","date_gmt":"2012-06-22T01:07:54","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=12714"},"modified":"2012-06-21T22:07:54","modified_gmt":"2012-06-22T01:07:54","slug":"ministros-do-stf-esvaziam-poder-de-investigacao-do-ministerio-publico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/ministros-do-stf-esvaziam-poder-de-investigacao-do-ministerio-publico\/","title":{"rendered":"Ministros do STF esvaziam poder de investiga\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico"},"content":{"rendered":"<p>Os ministros Cezar Peluso e Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), votaram hoje (21) a favor do esvaziamento dos poderes de investiga\u00e7\u00e3o criminal do Minist\u00e9rio P\u00fablico (MP). O julgamento foi suspenso ap\u00f3s os dois votos, porque alguns ministros precisaram sair para participar da sess\u00e3o do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que come\u00e7aria em seguida.<\/p>\n<p>Caso a opini\u00e3o de Peluso e Lewandowski prevale\u00e7a, somente a pol\u00edcia poder\u00e1 reunir provas contra suspeitos, o que segundo o procurador-geral da Rep\u00fablica, Roberto Gurgel, seria \u201cuma amputa\u00e7\u00e3o\u201d do Minist\u00e9rio P\u00fablico. \u201cSe este for o entendimento predominante, com todo o respeito devido, certamente teremos um Minist\u00e9rio P\u00fablico apequenado e incapaz de cumprir suas atribui\u00e7\u00f5es\u201d, disse o procurador.<\/p>\n<p>Os ministros analisaram recurso de um ex-prefeito de Minas Gerais que foi investigado pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico local porque n\u00e3o pagou uma d\u00edvida municipal reconhecida pela Justi\u00e7a, o que foi considerado crime de responsabilidade fiscal. Os advogados do prefeito acionaram o STF alegando que o Minist\u00e9rio P\u00fablico extrapolou suas fun\u00e7\u00f5es e atuou como pol\u00edcia, o que consideram ilegal.<\/p>\n<p>Para Cezar Peluso, relator do caso, as fun\u00e7\u00f5es da pol\u00edcia e do Minist\u00e9rio P\u00fablico n\u00e3o devem se confundir. Ele defendeu que o MP deve conduzir o inqu\u00e9rito judicial \u2013 ou seja, classificar cada conduta comprovada pela pol\u00edcia com o crime correspondente. Caso haja necessidade de novas investiga\u00e7\u00f5es, Peluso entende que os procuradores devem pedir diretamente \u00e0 pol\u00edcia.<\/p>\n<p>\u201cA Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica n\u00e3o conferiu ao Minist\u00e9rio P\u00fablico a fun\u00e7\u00e3o de apura\u00e7\u00e3o preliminar de infra\u00e7\u00f5es penais, de modo que seria fraud\u00e1-las todas extrair a f\u00f3rceps essa interpreta\u00e7\u00e3o\u201d, disse Peluso. O ministro entende que o MP s\u00f3 deve investigar sem a ajuda da pol\u00edcia em casos excepcionais \u2013 quando os investigados forem policiais, membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico ou quando a pol\u00edcia ficar inerte ao tomar conhecimento de suposto crime.<\/p>\n<p>Peluso entendeu, ainda, que h\u00e1 problemas nas investiga\u00e7\u00f5es conduzidas pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico porque elas n\u00e3o seguem as mesmas garantias das investiga\u00e7\u00f5es policiais. Ele citou, como exemplo, a necessidade de respeito a determinados prazos, a libera\u00e7\u00e3o de provas do processo para os investigados tomarem conhecimento e supervis\u00e3o das apura\u00e7\u00f5es por um juiz, o que nem sempre acontece nas ivestiga\u00e7\u00f5es criminais do MP.<\/p>\n<p>O voto foi acompanhado integralmente pelo ministro Ricardo Lewandowski. Apesar de n\u00e3o terem votado, os ministros Carlos Ayres Britto, Gilmar Mendes e Celso de Mello j\u00e1 sinalizaram que concordam apenas em parte com o voto de Peluso, pois acreditam que a Constitui\u00e7\u00e3o autoriza o Minist\u00e9rio P\u00fablico a conduzir inqu\u00e9rito criminal, desde que as mesmas regras e garantias do inqu\u00e9rito policial sejam seguidas.<\/p>\n<p>O recurso foi aceito com a classifica\u00e7\u00e3o de &#8220;repercuss\u00e3o geral&#8221;, o que significa que a decis\u00e3o do Supremo ser\u00e1 aplicada em todos os processos semelhantes. Antes de suspender a sess\u00e3o, o presidente Ayres Britto garantiu que a an\u00e1lise do caso ser\u00e1 retomada na pr\u00f3xima semana.<\/p>\n<p>No mesmo julgamento, os ministros come\u00e7aram a analisar um recurso do empres\u00e1rio S\u00e9rgio Gomes da Silva, o Sombra, que pedia a anula\u00e7\u00e3o processo sobre a morte do ex-prefeito de Santo Andr\u00e9, Celso Daniel. Ele reclamava do fato de os promotores do caso decidirem iniciar uma investiga\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria ap\u00f3s a pol\u00edcia ter conclu\u00eddo que se tratava de um crime comum de sequestro seguido de morte. O MP afirma que a morte de Celso Daniel teve motiva\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n<p>No entanto, Peluso entendeu que nesse caso n\u00e3o houve usurpa\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia, pois o trabalho do Minist\u00e9rio P\u00fablico foi complementar ao da pol\u00edcia. O julgamento desse caso tamb\u00e9m ser\u00e1 retomado na pr\u00f3xima semana.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/noticia\/2012-06-21\/ministros-do-stf-esvaziam-poder-de-investigacao-do-ministerio-publico\" target=\"_blank\">Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os ministros Cezar Peluso e Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), votaram hoje (21) a favor do esvaziamento dos<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":7608,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12714"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12714"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12714\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12714"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12714"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12714"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}