{"id":14380,"date":"2012-07-22T18:54:15","date_gmt":"2012-07-22T21:54:15","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=14380"},"modified":"2012-07-22T18:54:15","modified_gmt":"2012-07-22T21:54:15","slug":"pesquisa-mostra-o-que-faz-pms-virarem-assassinos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/pesquisa-mostra-o-que-faz-pms-virarem-assassinos\/","title":{"rendered":"Pesquisa mostra o que faz PMs virarem assassinos"},"content":{"rendered":"<p>Um dos policiais sonhava em proteger a sociedade e trabalhava dobrado para prender suspeitos. Mas nada adiantava &#8211; levados \u00e0 delegacia, eles eram soltos ap\u00f3s pagar propina. O outro se sentia superpoderoso com a arma na m\u00e3o e achava que seria admirado pela tropa depois de praticar assassinatos. Os dois se tornaram policiais assassinos e cumpriram pena no Pres\u00eddio Rom\u00e3o Gomes, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Identificados pelos pseud\u00f4nimos Steve e Mike, contaram suas hist\u00f3rias e motiva\u00e7\u00f5es ao tenente-coronel Ad\u00edlson Paes de Souza, que foi para a reserva em janeiro. As entrevistas est\u00e3o na disserta\u00e7\u00e3o de mestrado A Educa\u00e7\u00e3o em Direitos Humanos na Pol\u00edcia Militar, defendida no m\u00eas passado na Faculdade de Direito da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), no Largo S\u00e3o Francisco.<\/p>\n<p>A discuss\u00e3o sobre o que leva um agente p\u00fablico a atirar e matar ganhou for\u00e7a na semana passada, quando uma abordagem equivocada da Pol\u00edcia Militar causou a morte do publicit\u00e1rio Ricardo Prudente de Aquino, de 39 anos, no Alto de Pinheiros, zona oeste. O erro fez a pol\u00edcia rever anteontem seu treinamento de como abordar ve\u00edculos suspeitos de forma correta.<\/p>\n<p>Na entrevista, Steve explicou ao coronel sua rotina de visitar vel\u00f3rios de policiais mortos. In\u00fameras frustra\u00e7\u00f5es o levaram a assumir o papel de &#8220;juiz, promotor e advogado&#8221;. J\u00e1 o policial que se identificou como Mike relatou que imaginava que, ao praticar homic\u00eddios, seria mais respeitado por colegas de tropa.<\/p>\n<p>&#8220;Como meu trabalho mostra, existe raz\u00e3o na preocupa\u00e7\u00e3o de entidades nacionais e internacionais com a viol\u00eancia na sociedade brasileira&#8221;, diz Souza. &#8220;O quadro \u00e9 considerado grave. Fiz o estudo e ouvi os policiais por acreditar que a mudan\u00e7a da situa\u00e7\u00e3o passa por melhorias na educa\u00e7\u00e3o do policial.&#8221;<\/p>\n<p>Formado em Direito, o tenente-coronel tamb\u00e9m integra a Comiss\u00e3o Justi\u00e7a e Paz da Arquidiocese de S\u00e3o Paulo desde 2007. Foi orientado pelo professor Celso Lafer e participaram de sua banca o fil\u00f3sofo Roberto Romano e o professor Andr\u00e9 de Carvalho Ramos. O trabalho cita dados da Ouvidoria de S\u00e3o Paulo sobre viol\u00eancia policial: com popula\u00e7\u00e3o quase oito vezes menor que a dos Estados Unidos, o Estado de S\u00e3o Paulo registrou 6,3% mais mortes por policiais militares em um per\u00edodo de cinco anos.<\/p>\n<p>Direitos humanos. A educa\u00e7\u00e3o de baixa qualidade em direitos humanos \u00e9 apontada pelo coronel como uma das causas da viol\u00eancia policial. A disserta\u00e7\u00e3o mostra que, no ano 2000, eram dadas 144 horas\/aula de direitos humanos. Dezoito anos depois, os curr\u00edculos com mat\u00e9rias de direitos humanos diminu\u00edram no Estado. Atualmente, o tema corresponde a 90 horas\/aula, o que significa 1,47% do total da carga hor\u00e1ria do curso.<\/p>\n<p>Souza ainda sugere em seu trabalho maior participa\u00e7\u00e3o da sociedade civil para ajudar a criar um tipo de educa\u00e7\u00e3o de perfil cr\u00edtico, com debates mais transparentes e participa\u00e7\u00e3o popular. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do jornal O Estado de S. Paulo.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/m.g1.globo.com\/brasil\/noticia\/2012\/07\/pesquisa-mostra-o-que-faz-pms-virarem-assassinos\" target=\"_blank\">G1<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos policiais sonhava em proteger a sociedade e trabalhava dobrado para prender suspeitos. 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