{"id":14810,"date":"2012-07-30T22:19:04","date_gmt":"2012-07-31T01:19:04","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=14810"},"modified":"2012-07-30T22:19:04","modified_gmt":"2012-07-31T01:19:04","slug":"em-reuniao-com-fasubra-governo-diz-que-reajuste-sera-parcial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/em-reuniao-com-fasubra-governo-diz-que-reajuste-sera-parcial\/","title":{"rendered":"Em reuni\u00e3o com Fasubra governo diz que reajuste ser\u00e1 parcial"},"content":{"rendered":"<p>Depois de sinalizar que n\u00e3o apresentar\u00e1 at\u00e9 ter\u00e7a-feira (31) a proposta de reajuste esperada pelos servidores federais, em greve h\u00e1 um m\u00eas e meio, cancelando uma s\u00e9rie de reuni\u00f5es, governo afirma a dirigentes que reajuste s\u00f3 sair\u00e1 para uma parte da categoria. Em entrevista ao Vermelho, Jo\u00e3o Paulo Ribeiro, da CTB e Fasubra, relata uma reuni\u00e3o que participou nesta segunda-feira (30), com o ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Aloizio Mercadante.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Paulo ribeiro, mais conhecido como JP, \u00e9 secret\u00e1rio Nacional de Servi\u00e7os P\u00fablicos e do Trabalhador P\u00fablico da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e coordenador de Organiza\u00e7\u00e3o Sindical da Federa\u00e7\u00e3o dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades P\u00fablicas Brasileiras (Fasubra Sindical), que representa 47 sindicatos, somando 61 institui\u00e7\u00f5es federais e 183 mil servidores de n\u00edvel t\u00e9cnico.<\/p>\n<p>Os trabalhadores est\u00e3o concentrados nas universidades federais e, juntamente com os professores, paralisam as atividades para reivindicar reestrutura\u00e7\u00e3o da carreira com reajustes salariais e pol\u00edticas de incentivo.<\/p>\n<p>Nesta ter\u00e7a-feira (31), haver\u00e1 o Dia Nacional de Luta dos Servidores Federais, mobiliza\u00e7\u00e3o que acontecer\u00e1 em todos os estados, com atos em defesa da valoriza\u00e7\u00e3o do trabalhador e do servi\u00e7o p\u00fablico para exigir negocia\u00e7\u00f5es efetivas com os servidores.<\/p>\n<p>\u201cUm ato que foi chamado pelas centrais, a CTB CUT e Conlutas, e endossado por todo o F\u00f3rum Nacional de Entidades, com 29 entidades nacionais de servidores p\u00fablicos federais, representa o total de um milh\u00e3o e 200 mil trabalhadores. Ser\u00e1 mais um dia de grande mobiliza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores em greve\u201d, destacou JP durante a entrevista.<\/p>\n<p>Em Bras\u00edlia, a concentra\u00e7\u00e3o ser\u00e1 a partir das 9h da manh\u00e3, em frente \u00e0 Catedral, de onde seguir\u00e3o em marcha at\u00e9 o minist\u00e9rio do Planejamento . A maior parte dos atos estar\u00e1 concentrada no per\u00edodo da manh\u00e3. Acompanhe a entrevista.<\/p>\n<p><em><strong>Vermelho: <\/strong><\/em><strong>O governo federal nesta segunda-feira (30) recuou na negocia\u00e7\u00e3o, anunciando o adiamento das reuni\u00f5es marcadas com as entidades representativas. Foi estipulado o dia 31 de julho como prazo para apresentar uma proposta governamental, pelo pr\u00f3prio governo. De que maneira a categoria avalia esse recuo? <\/strong><br \/>\n<em>JP: <\/em>O governo soltou um documento hoje (30), avisando que adiou todas as reuni\u00f5es entre 13 e 17 de agosto, justificando que far\u00e3o reuni\u00f5es internas para chegar a solu\u00e7\u00f5es no processo de negocia\u00e7\u00e3o. A data final de incluir previs\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias no Or\u00e7amento de 2013 \u00e9 31 de agosto, o que nos deixa com pouco tempo para negociar, caso o governo apresente uma proposta muito em cima do prazo. Na pr\u00e1tica, isso enfraquece o poder de negocia\u00e7\u00e3o do trabalhador, o que demonstra que eles n\u00e3o querem negociar ou que n\u00e3o tem proposta de fato,ainda.<\/p>\n<p><strong>Vermelho: Mas, nesta segunda-feira (30) o ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Aloysio Mercadante, recebeu a Fasubra, entidade que voc\u00ea representa?<br \/>\n<\/strong><em>JP:<\/em> Sim. Juntamente com o Secret\u00e1rio Executivo, Henrique Pain; e o secret\u00e1rio Nacional do Ensino Superior [Sisu], Amaro Lins.<\/p>\n<p><strong>Vermelho: Como voc\u00ea avalia o resultado da reuni\u00e3o?<\/strong><br \/>\n<em>JP:<\/em> Julgamos que foi uma reuni\u00e3o positiva, fruto da movimenta\u00e7\u00e3o que a gente vem fazendo todos os dias. Eles est\u00e3o preocupados em fazer com que a universidade volte a sua normalidade por conta das matr\u00edculas da Sisu. Mas, enquanto n\u00e3o negociar com todos os setores da educa\u00e7\u00e3o, professores e t\u00e9cnicos servidores, a universidade n\u00e3o vai voltar a sua atividade normal. Ent\u00e3o, o ministro nos chamou para para demonstrar que ele est\u00e1 empenhado em negociar pelos servidores.<\/p>\n<p><em><strong>Vermelho:<\/strong><\/em><strong> Ent\u00e3o h\u00e1 chances da greve ser encerrada?<br \/>\n<\/strong><em>JP:<\/em> A greve s\u00f3 vai terminar a hora que o governo colocar concretamente uma proposta efetiva e positiva ao trabalhador. Caso contr\u00e1rio, n\u00e3o ter\u00e1 vestibular, n\u00e3o ter\u00e1 matr\u00edcula, vamos inviabilizar o segundo semestre. A disposi\u00e7\u00e3o de luta ainda \u00e9 muito grande da categoria. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que depois de quase 50 dias de greve n\u00e3o termos nenhuma proposta deles [governo]. Isso \u00e9 uma falta de respeito com a categoria. Inclusive nosso slogan agora \u00e9: \u201cSe n\u00e3o negociar, n\u00e3o tem matr\u00edcula nem vestibular\u201d.<\/p>\n<p><em><strong>Vermelho:<\/strong><\/em><strong> E o que efetivamente foi colocado na reuni\u00e3o?<br \/>\n<\/strong><em>JP:<\/em> Ele nos contou que o minist\u00e9rio est\u00e1 empenhado em intervir por um reajuste para os t\u00e9cnicos, por\u00e9m, n\u00e3o sabem se \u00e9 poss\u00edvel fazer reestrutura\u00e7\u00e3o de carreira, porque envolve um n\u00famero muito grande de trabalhadores. Eles adiantaram que est\u00e3o empenhados em resolver o problema dos professores, apresentaram a proposta afirmando que \u00e9 o limite deles, e n\u00e3o haver\u00e1 outra. Na vis\u00e3o do ministro, segue uma l\u00f3gica interessante que d\u00e1 um reajuste geral e empenho em garantir capacita\u00e7\u00e3o para valorizar as carreiras. Eles esperam o retorno das assembleias dos professores, esperando que eles aceitem essa proposta. S\u00f3 depois de resolvida a quest\u00e3o com os docentes \u00e9 que eles v\u00e3o se debru\u00e7ar sobre a proposta dos t\u00e9cnicos. Mas h\u00e1 minist\u00e9rios que n\u00e3o ter\u00e3o propostas.<\/p>\n<p><strong>Vermelho: Ent\u00e3o n\u00e3o haver\u00e1 reajuste para todos os servidores?<br \/>\n<\/strong><em>JP:<\/em> A afirma\u00e7\u00e3o categ\u00f3rica feita pelo minist\u00e9rio foi a seguinte: N\u00e3o d\u00e1 para apresentar uma proposta agora e algumas categorias n\u00e3o ter\u00e3o reajuste. Como ministro da Educa\u00e7\u00e3o ele se comprometeu a tentar o reajuste para o setor, mas j\u00e1 deixou claro que n\u00e3o tem pra todo mundo. A informa\u00e7\u00e3o vem depois de uma reuni\u00e3o ocorrida com todos os ministros, que foram comunicados de que algumas pastas n\u00e3o receber\u00e3o recursos. A prioridade \u00e9 a vigil\u00e2ncia estrema da conjuntura internacional de crise.<\/p>\n<p><strong>Vermelho: Qual \u00e9 o \u00edndice que voc\u00eas est\u00e3o pedindo?<br \/>\n<\/strong><em>JP:<\/em> Nosso \u00faltimo reajuste foi em 2007, com impacto financeiro em 2008, 2009 e 2010. Em 2011 e 2012 n\u00e3o tivemos nada. Precisamos tentar corrigir esses dois anos sem reajuste e uma ampla reestrutura\u00e7\u00e3o da nossa carreira, j\u00e1 que hoje temos o menor piso e menor teto entre os servidores da esplanada. Queremos pelo menos a isonomia. Atualmente, nosso piso \u00e9 de R$ 1.034 e estamos reivindicando no m\u00ednimo tr\u00eas sal\u00e1rios m\u00ednimos, o que d\u00e1 R$ 1.800. E o governo diz que haver\u00e1 um impacto muito grande [na folha de pagamento]. Mas, avaliamos que n\u00e3o \u00e9 grande j\u00e1 que se trata de um setor importante, que \u00e9 a Educa\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o deveria ser prioridade para o governo. E vale lembrar que acabaram de aprovar uma isen\u00e7\u00e3o na ordem de R$ 14 bilh\u00f5es para as institui\u00e7\u00f5es privadas [decreto 12.688 publicado em 19 de julho deste ano, que institui o Programa de Est\u00edmulo \u00e0 Reestrutura\u00e7\u00e3o e ao Fortalecimento das Institui\u00e7\u00f5es de Ensino Superior (Proies), que assegura a estabilidade das particulares em grave situa\u00e7\u00e3o financeira] . Vale, ent\u00e3o, pontuar qual \u00e9 a prioridade do governo, que hoje \u00e9 o Super\u00e1vit e o pagamento de d\u00edvida e ajuda a empres\u00e1rios do setor privado. Ou seja, a l\u00f3gica do governo \u00e9 no m\u00ednimo confusa, que \u00e9 priorizar o emprego privado ao inv\u00e9s do p\u00fablico, investindo muito mais na iniciativa privada.<\/p>\n<p><strong>Vermelho: E o que o governo argumenta sobre a proposta da categoria?<br \/>\n<\/strong>JP: eles [governo] argumentam que na atual crise n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel e, al\u00e9m disso, houve um investimento durante mais de 10 anos na reestrutura\u00e7\u00e3o de algumas carreiras p\u00fablicas. Ora, n\u00e3o estamos pedindo tudo de uma vez. Fa\u00e7am uma contraproposta, coloca em patamares mais justos, levando em considera\u00e7\u00e3o a atual crise, n\u00e3o somos irrespons\u00e1veis. O grande problema \u00e9 que nem sequer tivemos reuni\u00e3o para negociar, desde o final da greve do ano passado. Em todas as reuni\u00f5es que tivemos o argumento \u00e9 sempre o mesmo [a crise econ\u00f4mica mundial].<\/p>\n<p><strong>Vermelho: E isso causa um desgaste da categoria&#8230;<br \/>\n<\/strong>JP: N\u00f3s estamos perdendo funcion\u00e1rios. Os t\u00e9cnicos administrativos qualificados n\u00e3o ficam nas universidades p\u00fablicas por causa dos sal\u00e1rios. H\u00e1 uma grande rotatividade nos setores. Em um concurso p\u00fablico de m\u00e9dicos e enfermeiros no Hospital de Cl\u00ednicas de Goi\u00e1s, por exemplo, dos 10 que entraram, hoje s\u00f3 tem tr\u00eas. Uma lei recentemente aprovada vai incluir 77 mil novos cargos de servidores na educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica federal, por concurso p\u00fablico, entre professores e t\u00e9cnico administrativos. S\u00f3 estes somar\u00e3o 43 mil.<\/p>\n<p><strong>Vermelho: do ponto de vista da carreira, a pauta dos t\u00e9cnicos nas universidades federais \u00e9 a mesma dos professores, ent\u00e3o. E se n\u00e3o houver entendimento sobre reestrutura\u00e7\u00e3o, a greve ser\u00e1 mantida?<br \/>\n<\/strong>JP: Sim, N\u00f3s seguimos uma l\u00f3gica onde \u00e9 preciso que o trabalhador se dedique ao estado, onde tenha uma amplia\u00e7\u00e3o do desenvolvimento universit\u00e1rio. N\u00f3s apoiamos sim, porque a reestrutura\u00e7\u00e3o da carreira \u00e9 a forma mais correta de incentivar o trabalhador para progredir.<\/p>\n<p><strong>Vermelho: E esse \u00e9 o posicionamento da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)?<br \/>\n<\/strong>JP: N\u00f3s defendemos a greve dos trabalhadores, de maneira ampla e irrestrita, tendo em vista que a central defende os trabalhadores sempre. N\u00e3o cabe a n\u00f3s julgar se est\u00e1 certo ou errado, cabe ao trabalhador julgar suas demandas. E h\u00e1, ainda, um apelo social por se tratar de universidade p\u00fablica, que precisa ter pessoal bem remunerado para que possa haver qualifica\u00e7\u00e3o e que a distribui\u00e7\u00e3o do saber tenha mais embasamento. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel seguir a l\u00f3gica do capital, onde o ensino privado tem prioridade. Ent\u00e3o, apoiamos tanto os docentes, quanto os t\u00e9cnicos e acreditamos que \u00e9 um momento de luta e a universidade n\u00e3o pode ser punida pela crise gerada pelo capital. Inclusive argumentei isso na reuni\u00e3o: temos super\u00e1vit prim\u00e1rio, e guardamos as reservas para momentos que precisam como o de agora.<\/p>\n<p><strong>Vermelho: E a\u00ed chegamos ao cerne da quest\u00e3o, que \u00e9 condu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica econ\u00f4mica do pa\u00eds? Quer dizer, o governo diz que n\u00e3o avan\u00e7ar\u00e1 mais na proposta, enquanto que os trabalhadores tamb\u00e9m n\u00e3o aceitam as argumenta\u00e7\u00f5es do governo?<br \/>\nJ<\/strong>P: O governo n\u00e3o avan\u00e7a mais porque est\u00e1 numa l\u00f3gica de subservi\u00eancia ao capital, adotando medidas conservadoras. Porque n\u00e3o parar de pagar a d\u00edvida p\u00fablica, por exemplo? Vivemos um momento de crise? Ent\u00e3o n\u00e3o vamos alimentar o Fundo Monet\u00e1rio Internacional [FMI]. Dever\u00edamos fazer um grande pacto para fortalecer o Estado, investindo no seu bem maior que \u00e9 o trabalhador e suas estruturas, mantendo o servi\u00e7o p\u00fablico funcionando com qualidade, e n\u00e3o o contr\u00e1rio, de alimentar os cofres da iniciativa privada, nem do FMI. \u00c9 preciso fortalecer o mercado interno apoiando o funcion\u00e1rio p\u00fablico, mantendo o servi\u00e7o funcionando e fazendo a economia interna girar. N\u00e3o basta s\u00f3 baixar os juros, como vem sendo feito.<\/p>\n<p><strong>Vermelho: E chegou-se a uma encruzilhada?<br \/>\n<\/strong>JP: Desde o governo Fernando Henrique Cardoso nunca teve uma movimenta\u00e7\u00e3o t\u00e3o grande na Esplanada de greves, a\u00e7\u00f5es conjuntas. N\u00e3o que o governo Dilma se compare ao de FHC, mas falta habilidade para negociar com as categorias. Falta uma abertura de negocia\u00e7\u00e3o concreta por parte do governo. E, por conta disso, n\u00e3o descartamos a possibilidade de uma ampla greve do funcionalismo p\u00fablico em defesa do sal\u00e1rio, de um Estado forte para atender \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Por que o que est\u00e1 na ordem do dia na Europa, \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios do servidor, privatiza\u00e7\u00e3o. E n\u00e3o vamos deixar que isso aconte\u00e7a aqui.<\/p>\n<p><strong>Vermelho: E voc\u00eas temem que eles ameacem cortar o ponto, por exemplo?<br \/>\n<\/strong>JP: N\u00e3o. Eles n\u00e3o falam isso, mas est\u00e3o cautelosos ao estremo. Durante a reuni\u00e3o foi dito o seguinte para n\u00f3s: hoje a prioridade do governo \u00e9 salvar empregos da iniciativa privada, alegando que n\u00f3s do servi\u00e7o p\u00fablico temos estabilidade, portanto, n\u00e3o perderemos o emprego.<\/p>\n<p><strong>Vermelho: E como voc\u00eas est\u00e3o vendo a cobertura na m\u00eddia da greve e como fazer com que o p\u00fablico entenda a gravidade da situa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores?<br \/>\n<\/strong>JP: A m\u00eddia tenta confundir a popula\u00e7\u00e3o. E n\u00e3o explica, por exemplo, a situa\u00e7\u00e3o dos m\u00e9dicos nos hospitais universit\u00e1rios, onde ele entra ganhando R$ 2 mil e acaba indo para a iniciativa privada para ampliar a remunera\u00e7\u00e3o, abrindo m\u00e3o de dedica\u00e7\u00e3o exclusiva ao servi\u00e7o p\u00fablico. Essa \u00e9 a realidade do trabalhador, principalmente na regi\u00e3o Sudeste. No Nordeste, todos querem ir para o Sul e o Sudeste, onde a remunera\u00e7\u00e3o \u00e9 maior. Por isso faltam profissionais no Norte e Nordeste. Eles n\u00e3o denunciam tamb\u00e9m que mais de 30 mil trabalhadores nos hospitais universit\u00e1rios federais s\u00e3o terceirizados e precarizados. S\u00e3o 46 hospitais universit\u00e1rios no pa\u00eds. E esses terceirizados acabam trabalhando sem motiva\u00e7\u00e3o nenhuma. Ent\u00e3o a\u00ed entra a l\u00f3gica da carreira. O trabalhador entra ganhando menos, mas tendo capacita\u00e7\u00e3o e incentivo de crescimento na carreira, ele acaba trabalhando mais motivados. E essa \u00e9 uma prioridade da nossa pauta.<\/p>\n<p><strong>Vermelho: E voc\u00eas t\u00eam receio de o governo endurecer de vez na negocia\u00e7\u00e3o?<br \/>\n<\/strong>JP: N\u00e3o. At\u00e9 agora eles t\u00eam falado em cortar o ponto. A AGU [Advocacia-Geral da Uni\u00e3o] quer entrar com improbidade administrativa contra os reitores, obrigando-os a efetuar os descontos nos vencimentos dos trabalhadores. Agora, isso \u00e9 uma inger\u00eancia da AGU que, com isso, pretende acabar com a autonomia universit\u00e1ria que permite aos reitores tomarem decis\u00f5es independentes do governo. A AGU est\u00e1 fazendo um desservi\u00e7o \u00e0 sociedade e deve repensar essa atitude.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.vermelho.org.br\/noticia.php?id_noticia=189844&amp;id_secao=8\" target=\"_blank\">Portal Vermelho<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de sinalizar que n\u00e3o apresentar\u00e1 at\u00e9 ter\u00e7a-feira (31) a proposta de reajuste esperada pelos servidores federais, em greve h\u00e1<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":9796,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[10,1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14810"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14810"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14810\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14810"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14810"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14810"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}