{"id":14846,"date":"2012-07-31T19:20:21","date_gmt":"2012-07-31T22:20:21","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=14846"},"modified":"2012-07-31T19:20:21","modified_gmt":"2012-07-31T22:20:21","slug":"concessao-tera-57-mil-km-de-rodovias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/concessao-tera-57-mil-km-de-rodovias\/","title":{"rendered":"Concess\u00e3o ter\u00e1 5,7 mil km de rodovias"},"content":{"rendered":"<p>A presidente Dilma Rousseff praticamente j\u00e1 definiu a lista final de rodovias e ferrovias que v\u00e3o entrar no pacote de novas concess\u00f5es de infraestrutura. No &#8220;PAC das Concess\u00f5es&#8221;, ser\u00e3o oferecidos \u00e0 iniciativa privada cerca de 5,7 mil km de rodovias e 5 mil km de ferrovias<\/p>\n<p>A presidente Dilma Rousseff j\u00e1 bateu o martelo na lista final de rodovias e ferrovias que v\u00e3o entrar no pacote de novas concess\u00f5es de infraestrutura. Nesse pacote, apelidado por auxiliares da presidente de &#8220;PAC das Concess\u00f5es&#8221;, ser\u00e3o oferecidos \u00e0 iniciativa privada cerca de 5,7 mil quil\u00f4metros de rodovias e 5 mil quil\u00f4metros de ferrovias.<\/p>\n<p>Apesar da falta de defini\u00e7\u00e3o sobre concess\u00f5es em algumas \u00e1reas, como a de aeroportos, o governo trabalha para fazer esses an\u00fancios at\u00e9 o fim de agosto. Na \u00e1rea de rodovias, o modelo de leil\u00e3o por menor tarifa de ped\u00e1gio ser\u00e1 mantido, sem o pagamento de outorga. A malha a ser concedida engloba corredores como o Bras\u00edlia-Goi\u00e2nia-Palmas, formado pela BR-060 e pela BR-153.<\/p>\n<p>Outro trecho, a BR-050, sai de Bras\u00edlia e atravessa todo o Tri\u00e2ngulo Mineiro, at\u00e9 a divisa com S\u00e3o Paulo. A partir dali, integra-se \u00e0 Via Anhanguera, privatizada pelo governo paulista nos anos 90. Em todas as estradas, al\u00e9m de interven\u00e7\u00f5es previamente definidas na amplia\u00e7\u00e3o e na manuten\u00e7\u00e3o da malha, o governo pretende acionar &#8220;gatilhos&#8221; de investimento, por meio dos quais as futuras concession\u00e1rias precisar\u00e3o acelerar obras como duplica\u00e7\u00e3o de pistas e constru\u00e7\u00e3o de viadutos, caso o volume de tr\u00e1fego supere as previs\u00f5es inicialmente apontadas nos estudos.<\/p>\n<p>Outras rodovias com forte movimenta\u00e7\u00e3o de cargas devem constar da nova rodada de concess\u00f5es rodovi\u00e1rias: a BR-101 na Bahia, a BR-262 (Belo Horizonte-Vit\u00f3ria), a BR-163 (entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) e dois trechos dentro do Mato Grosso do Sul (a BR-262 e a BR-267). O plano \u00e9 que todas as concess\u00f5es tenham prazo de 25 anos.<\/p>\n<p>O governo tamb\u00e9m decidiu buscar na iniciativa privada a expans\u00e3o da malha ferrovi\u00e1ria do pa\u00eds, um papel que, com todos os atropelos e atrasos, tem sido protagonizado pela estatal Valec.<\/p>\n<p>Com o apoio de empresas, a Uni\u00e3o pretende tocar a constru\u00e7\u00e3o de novos trechos. Entre os 5 mil km de estradas de ferro planejadas est\u00e1 a constru\u00e7\u00e3o de uma linha entre o Rio de Janeiro e Vit\u00f3ria (ES). Da cidade de Campos dos Goytacazes (RJ) sair\u00e1 outro ramal com destino a Corinto, em Minas Gerais. Parte da Ferrovia de Integra\u00e7\u00e3o do Centro-Oeste (Fico), at\u00e9 ent\u00e3o sob al\u00e7ada da Valec, tamb\u00e9m dever\u00e1 ser repassada para o setor privado. O plano \u00e9 leiloar o trecho de 901 km de malha que sai de Campinorte (GO), na Ferrovia Norte-Sul, e avan\u00e7a at\u00e9 Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso. S\u00f3 as obras desse percurso s\u00e3o estimadas em R$ 4,1 bilh\u00f5es. O plano das concess\u00f5es ferrovi\u00e1rias inclui ainda a liga\u00e7\u00e3o de Belo Horizonte a Aratu, na Bahia, al\u00e9m do Ferroanel de S\u00e3o Paulo. Todas as obras dever\u00e3o ser constru\u00eddas com bitola larga, uma estrutura mais moderna e capaz de suportar grandes volumes de carga, e seguir o modelo de &#8220;via aberta&#8221; &#8211; qualquer transportador ferrovi\u00e1rio tem acesso \u00e0 malha, mediante pagamento de ped\u00e1gio \u00e0 operadora dos trilhos.<\/p>\n<p>No pacote das concess\u00f5es de infraestrutura, o governo tamb\u00e9m chegou a uma defini\u00e7\u00e3o sobre a execu\u00e7\u00e3o de obras de amplia\u00e7\u00e3o nas primeiras concess\u00f5es de rodovias, repassadas na d\u00e9cada de 90 para o setor privado. O que est\u00e1 em jogo \u00e9 um conjunto de interven\u00e7\u00f5es em rodovias como a Nova Dutra, a Ponte Rio-Niter\u00f3i e a BR-040 (Rio de Janeiro-Juiz de Fora), que n\u00e3o estava previsto nos contratos originais.<\/p>\n<p>A possibilidade de prorrogar os contratos dessas concess\u00f5es seria uma sa\u00edda para que as empresas executassem essas obras, que passaram a ser necess\u00e1rias por conta do aumento de tr\u00e1fego. Com a dilata\u00e7\u00e3o dos prazos, o governo poderia diluir o pagamento dessa despesa nova e, assim, evitar que o custo extra fosse repassado para a tarifa de ped\u00e1gio, que \u00e9 a forma de remunera\u00e7\u00e3o da concession\u00e1ria. Essa possibilidade, no entanto, est\u00e1 praticamente descartada. O governo tamb\u00e9m decidiu que as obras extras ter\u00e3o de ser feitas sem o aumento do pre\u00e7o do ped\u00e1gio.<\/p>\n<p>A Uni\u00e3o, dessa forma, ir\u00e1 indenizar as concession\u00e1rias pela constru\u00e7\u00e3o de estruturas que n\u00e3o estavam previstas, ou seja, sem repasse direto para o usu\u00e1rio da rodovia. Uma das obras de maior dimens\u00e3o \u00e9 o aumento do n\u00famero de pistas da Serra das Araras, trecho bastante cr\u00edtico da Nova Dutra, a rodovia que conecta S\u00e3o Paulo ao Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Os empres\u00e1rios esperam com ansiedade o an\u00fancio dos projetos para concess\u00f5es. Para o presidente do Conselho de Infraestrutura da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), Jos\u00e9 de Freitas Mascarenhas, o governo est\u00e1 sendo &#8220;realista&#8221; e entendeu a import\u00e2ncia de se aliar ao capital privado para superar os gargalos log\u00edsticos do pa\u00eds. &#8220;N\u00e3o s\u00f3 o governo n\u00e3o tem recursos suficientes para atender \u00e0s demandas crescentes de infraestrutura, como enfrenta dificuldades institucionais para gastar o or\u00e7amento de que j\u00e1 disp\u00f5e&#8221;, afirma Mascarenhas.<\/p>\n<p>Apesar da pressa em definir o que ser\u00e1 objeto de concess\u00f5es, o governo ainda dever\u00e1 percorrer um longo caminho at\u00e9 leiloar os projetos e assinar os contratos. A advogada Let\u00edcia Queiroz de Andrade, especialista em direito regulat\u00f3rio do escrit\u00f3rio Siqueira Castro, lembra que existe uma s\u00e9rie de procedimentos necess\u00e1rios: realiza\u00e7\u00e3o de estudos de viabilidade econ\u00f4mica (com proje\u00e7\u00f5es de demanda e necessidade de investimentos), aprecia\u00e7\u00e3o do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU), audi\u00eancias p\u00fablicas e publica\u00e7\u00e3o dos editais. &#8220;Tudo isso varia de projeto para projeto, mas pode levar facilmente de nove a 12 meses&#8221;, diz Let\u00edcia. Se o governo iniciar os tr\u00e2mites em agosto, os primeiros investimentos podem sair no fim de 2013, segundo ela. Uma forma de ganhar tempo \u00e9 com um processo seletivo simplificado para a contrata\u00e7\u00e3o dos estudos, com posterior pagamento pelo vencedor dos leil\u00f5es, dispensando os mecanismos da Lei de Licita\u00e7\u00f5es. Isso j\u00e1 ocorreu no leil\u00e3o de aeroportos, lembrou a advogada.<\/p>\n<p>Fonte: Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A presidente Dilma Rousseff praticamente j\u00e1 definiu a lista final de rodovias e ferrovias que v\u00e3o entrar no pacote de<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":14847,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14846"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14846"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14846\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14846"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14846"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14846"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}