{"id":15639,"date":"2012-08-13T13:58:17","date_gmt":"2012-08-13T16:58:17","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=15639"},"modified":"2012-08-13T13:58:17","modified_gmt":"2012-08-13T16:58:17","slug":"brasil-precisa-de-r37-bi-para-virar-potencia-olimpica-no-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/brasil-precisa-de-r37-bi-para-virar-potencia-olimpica-no-rio\/","title":{"rendered":"Brasil precisa de R$3,7 bi para virar pot\u00eancia ol\u00edmpica no Rio"},"content":{"rendered":"<p><em>Levantamento do Correio mostra que nos quatro anos do \u00faltimo ciclo ol\u00edmpico, encerrado ontem, o pa\u00eds gastou,de dinheiro p\u00fablico, R$ 1,85 bilh\u00e3o com o esporte. Apesar disso, ficou apenas na 22\u00aa coloca\u00e7\u00e3o no quadro geral em Londres, com 17 medalhas. Na capital brit\u00e2nica, o COB estabeleceu como meta para o Rio-2016 ficar entre os 10 primeiros,o que significaria dobrar a quantidade de p\u00f3dios. Pelo atual custo-medalha \u2014 R$ 109 milh\u00f5es, cada uma \u2014 essa proje\u00e7\u00e3o apontaria para um investimento acima dos R$ 3,7 bilh\u00f5es.<\/em><\/p>\n<p><em>Apesar de ter gastado R$ 1,85 bi em quatro anos, pa\u00eds saiu de 23\u00ba em Pequim para 22\u00ba em Londres. Se quiser cumprir a meta do COB, visando 2016, ter\u00e1 de dobrar n\u00famero de medalhas. E, provavelmente, de dinheiroNot\u00edciaGr\u00e1fico<\/em><\/p>\n<p><em>Bras\u00edlia e Londres<\/em> \u2014 Apesar do maior investimento j\u00e1 feito pelo pa\u00eds durante a prepara\u00e7\u00e3o de uma equipe brasileira para disputar os Jogos Ol\u00edmpicos, o desempenho em Londres ficou aqu\u00e9m do que se esperava. Houve recorde na quantidade de medalhas \u2014 17, duas a mais do que em Pequim \u2014, mas o pa\u00eds participou de menos finais em 2012 (35 contra 41 h\u00e1 quatro anos) e subiu apenas uma posi\u00e7\u00e3o no quadro geral, de 23\u00ba para 22\u00ba. Esse \u00fanico degrau custou R$ 1,85 bilh\u00e3o \u2014 valor investido no \u00faltimo ciclo ol\u00edmpico, de 2008 para c\u00e1, em dinheiro p\u00fablico.<\/p>\n<p>Levantamento exclusivo do Correio mostra que, s\u00f3 da Lei Agnelo\/Piva, foram injetados R$ 514 milh\u00f5es (leia quadro detalhado ao lado) nesses quatro anos. Em entrevista, ontem, em Londres, o Comit\u00ea Ol\u00edmpico Brasileiro (COB) informou que foram R$ 331 milh\u00f5es dessa lei, que destina 2% do arrecadado com as loterias federais ao esporte (leia reportagem ao lado). A conta do COB, al\u00e9m de apresentar um valor menor, n\u00e3o leva em considera\u00e7\u00e3o outras fontes de recursos p\u00fablicos: demais leis de incentivo ao esporte (R$ 434 milh\u00f5es), os conv\u00eanios do Minist\u00e9rio do Esporte (R$ 200 milh\u00f5es), bolsa atleta (R$ 232 milh\u00f5es) e investimentos de empresas estatais, como Correios e Petrobras (R$ 476 milh\u00f5es).<\/p>\n<p>O Brasil foi representado nos Jogos Ol\u00edmpicos de Londres por 259 competidores em 32 modalidades. Embora o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, tenha dito que o valor de uma medalha n\u00e3o possa ser medido em reais, cada uma das 17 conquistadas em Londres pelos brasileiros custou R$ 109 milh\u00f5es. O valor aproximado de R$ 1.856.500.000, que sa\u00edram dos cofres p\u00fablicos entre 2008 e 2012, bancaram a constru\u00e7\u00e3o e moderniza\u00e7\u00e3o de centros de treinamento, realiza\u00e7\u00e3o de interc\u00e2mbio, participa\u00e7\u00e3o em competi\u00e7\u00f5es no Brasil e no exterior, aquisi\u00e7\u00e3o de materiais e aparelhos, pagamento de bolsas, entre outros fins.<\/p>\n<p>O custo medalha serve ainda para projetar as pr\u00f3prias metas estabelecidas pelo COB. Apesar do desempenho em Londres, o comit\u00ea estabeleceu como objetivo que, daqui a quatro anos, atuando em casa, a delega\u00e7\u00e3o brasileira deve ficar entre os 10 primeiros. Para se ter uma ideia, a 10\u00aa colocada destes Jogos, a Austr\u00e1lia levou mais do que o dobro do Brasil: foram sete ouros, 16 pratas e 16 bronzes, totalizando 35 medalhas. Embora n\u00e3o haja uma rela\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00e3o e consequ\u00eancia na quantidade de medalhas e no dinheiro investido, a conta \u00e9 simples: se dobrar o n\u00famero de p\u00f3dios significar dobrar tamb\u00e9m os recursos aplicados, com isso o pa\u00eds teria de desembolsar R$ 3,7 bilh\u00f5es para chegar no sonhado top 10.<\/p>\n<p><strong>Sem expectativa<\/strong><br \/>\nInvestir em atletas que praticam modalidades de alta performance, buscando a excel\u00eancia, resulta, necessariamente, em investimentos mais vultosos de recursos em aprimoramento de tecnologia, qualifica\u00e7\u00e3o de profissionais e atletas e participa\u00e7\u00e3o em competi\u00e7\u00f5es dentro e fora do pa\u00eds. Presidentes de confedera\u00e7\u00f5es e chefes de delega\u00e7\u00f5es enviados a Londres ouvidos pelo Correio, no entanto, foram un\u00e2nimes ao avaliar a import\u00e2ncia dos investimentos feitos na prepara\u00e7\u00e3o dos atletas: o volume desembolsado pelo Brasil cresceu significativamente nos \u00faltimos anos, mas parece insuficiente para transformar o pa\u00eds em uma pot\u00eancia ol\u00edmpica.<\/p>\n<p>Ricardo de Moura, chefe da equipe de nata\u00e7\u00e3o em Londres, lembra, por\u00e9m, que n\u00e3o adianta apenas dinheiro sem a elabora\u00e7\u00e3o de um programa bem planejado e programado. &#8220;Todas as pessoas envolvidas com esporte t\u00eam de pensar juntas. Ainda falta foco no Brasil. Temos de passar 24 horas por dia vivendo esporte competitivo. Nada pode mudar. Programas, desenvolvimento e foco. Se isso n\u00e3o ocorrer, n\u00e3o teremos expectativa nenhuma em 2016&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Fonte: Correio Braziliense<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Levantamento do Correio mostra que nos quatro anos do \u00faltimo ciclo ol\u00edmpico, encerrado ontem, o pa\u00eds gastou,de dinheiro p\u00fablico, R$<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":15640,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15639"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15639"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15639\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15639"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15639"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15639"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}