{"id":15654,"date":"2012-08-13T17:10:38","date_gmt":"2012-08-13T20:10:38","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=15654"},"modified":"2012-08-13T17:10:38","modified_gmt":"2012-08-13T20:10:38","slug":"governo-e-servidores-no-centro-do-ringue","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/governo-e-servidores-no-centro-do-ringue\/","title":{"rendered":"Governo e servidores no centro do ringue"},"content":{"rendered":"<p><em>A greve no funcionalismo, que paralisa servi\u00e7os essenciais \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, ter\u00e1 uma semana de embates decisivos. Os grevistas prometem acampar na Esplanada a partir de hoje em vig\u00edlia que se estender\u00e1 at\u00e9 sexta-feira. A presidente Dilma deve apresentar uma contraproposta aqu\u00e9m das expectativas do movimento.<\/em><\/p>\n<p><em>Semana ser\u00e1 decisiva para as negocia\u00e7\u00f5es entre o governo e o funcionalismo, que pleiteia reajuste linear de 22% em 2013<\/em>.<\/p>\n<p>O governo reabre hoje as negocia\u00e7\u00f5es com os servidores para tentar chegar a um acordo sobre um poss\u00edvel reajuste nos sal\u00e1rios do funcionalismo em 2013. As conversas foram suspensas por duas semanas, para que o Minist\u00e9rio do Planejamento pudesse encontrar espa\u00e7o no Or\u00e7amento da Uni\u00e3o e, assim, garantir uma compensa\u00e7\u00e3o \u00e0 categoria. Parte dos funcion\u00e1rios p\u00fablicos est\u00e1 em greve h\u00e1 mais de dois meses, sobretudo nas chamadas carreiras de Estado, que t\u00eam os maiores sal\u00e1rios iniciais da Esplanada, acima de R$ 10 mil por m\u00eas.<\/p>\n<p>As paralisa\u00e7\u00f5es j\u00e1 prejudicam servi\u00e7os essenciais \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, como a libera\u00e7\u00e3o de medicamentos em portos e aeroportos, o que levou a presidente Dilma Rousseff a partir para o ataque e a negar reajustes a todos. Ela alegou que a prioridade do governo s\u00e3o os trabalhadores na iniciativa privada, mais vulner\u00e1veis \u00e0 crise internacional, por n\u00e3o terem estabilidade no emprego. At\u00e9 agora, Dilma cedeu apenas a professores e a t\u00e9cnicos de universidades federais, para os quais foram reservados R$ 5,9 bilh\u00f5es no projeto or\u00e7ament\u00e1rio que ser\u00e1 encaminhado ao Congresso at\u00e9 31 de agosto. As propostas de aumentos que chegam a 45% foram, por\u00e9m, recusadas pela maioria dos docentes e dos t\u00e9cnicos.<\/p>\n<p>As negocia\u00e7\u00f5es entre o governo e os servidores v\u00e3o se estender por toda a semana. Mas, cientes de que o Pal\u00e1cio do Planalto n\u00e3o atender\u00e1 a todos os pleitos, que custariam R$ 92,2 bilh\u00f5es aos cofres p\u00fablicos, metade da atual folha com pessoal, os grevistas prometem partir para o tudo ou nada. Representantes de 24 categorias de 30 \u00f3rg\u00e3os paralisados no Executivo e funcion\u00e1rios do Judici\u00e1rio far\u00e3o, a partir de hoje, um acampamento na Esplanada dos Minist\u00e9rios, que se estender\u00e1 at\u00e9 sexta-feira, quando esperam uma proposta efetiva do governo. A expectativa \u00e9 de que, pelo menos, mil pessoas fa\u00e7am a vig\u00edlia, dando visibilidade maior ao movimento.<br \/>\nOs representantes dos servidores prometem, ainda, para a quarta-feira, uma grande marcha pela Esplanada, que pretende reunir 15 mil grevistas, segundo a Confedera\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores do Servi\u00e7o P\u00fablico Federal (Condsef). A entidade representa 80% do funcionalismo do Executivo. No m\u00eas passado, os sindicalistas conseguiram agregar 10 mil pessoas em uma passeata semelhante, que provocou transtornos em Bras\u00edlia e deu for\u00e7a \u00e0 greve, at\u00e9 ent\u00e3o, restrita a poucos \u00f3rg\u00e3os.<\/p>\n<p>Nos pedidos entregues ao Planejamento pelos sindicalistas, h\u00e1 reajustes de at\u00e9 56%. Os servidores dizem, no entanto, que se contentariam com um aumento linear (para todos) de 22%, pedido considerado invi\u00e1vel pelo governo. At\u00e9 ontem, estava sendo desenhada, no Planejamento, uma proposta com corre\u00e7\u00e3o salarial linear entre 4% e 5%. Segundo c\u00e1lculos do economista Felipe Salto, da Consultoria Tend\u00eancias, o impacto desse reajuste para os 2,93 milh\u00f5es de funcion\u00e1rios ativos e inativos variaria entre R$ 18 bilh\u00f5es e R$ 22,5 bilh\u00f5es, considerando uma remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de R$ 7.690 em 12 meses, com base no \u00faltimo boletim do servidor. Nessa conta, est\u00e3o inclu\u00eddos os professores e t\u00e9cnicos de universidades federais, contemplados com reajustes maiores.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do secret\u00e1rio de Rela\u00e7\u00f5es do Trabalho do Minist\u00e9rio do Planejamento, S\u00e9rgio Mendon\u00e7a, n\u00e3o h\u00e1 a menor possibilidade de o governo oferecer, para todo o funcionalismo, os aumentos de 15% dados aos t\u00e9cnicos de universidades e de 25% a 45%, aos professores. &#8220;N\u00e3o existe possibilidade de oferecermos esses percentuais de reajuste para todos os servidores. A expectativa das entidades sindicais est\u00e1 muito acima do que n\u00f3s podemos atender&#8221;, afirma. Ele vai al\u00e9m: &#8220;\u00c9 invi\u00e1vel fazer uma contraproposta nesses termos. Estamos no meio de uma crise internacional e o pa\u00eds est\u00e1 sofrendo. Pautas que est\u00e3o muito distantes da realidade dificultam o processo de negocia\u00e7\u00e3o&#8221;, completa.<\/p>\n<p>Do outro lado da mesa de negocia\u00e7\u00f5es, os servidores j\u00e1 garantiram que n\u00e3o v\u00e3o aceitar um reajuste t\u00e3o inferior ao reivindicado e pretendem avan\u00e7ar com a greve mesmo depois de 31 de agosto, data em que deve ser finalizada a Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias.<\/p>\n<p><strong>Transtornos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nA paralisa\u00e7\u00e3o dos servidores p\u00fablicos come\u00e7ou em maio com os professores universit\u00e1rios. De in\u00edcio, o governo n\u00e3o deu muita import\u00e2ncia. Mas, \u00e0 medida que a paralisa\u00e7\u00e3o foi engrossando, o Pal\u00e1cio do Planalto constatou que estava diante de um problema gigantesco: a maior greve do funcionalismo em mais de uma d\u00e9cada. Desde a semana passada, a popula\u00e7\u00e3o se confrontou com o fechamento de estradas pela Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria, com filas imensas nos aeroportos provocadas pelos policiais federais, com a suspens\u00e3o da emiss\u00e3o de passaportes, com pedidos de aposentadorias congelados e com escassez de medicamentos para exames e tratamentos m\u00e9dicos.<\/p>\n<p>Fonte: Correio Braziliense<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A greve no funcionalismo, que paralisa servi\u00e7os essenciais \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, ter\u00e1 uma semana de embates decisivos. 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