{"id":16182,"date":"2012-08-28T10:18:01","date_gmt":"2012-08-28T13:18:01","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=16182"},"modified":"2012-08-28T10:18:01","modified_gmt":"2012-08-28T13:18:01","slug":"governo-encerra-negociacoes-com-grevistas-corte-de-ponto-atinge-mais-servidores-no-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/governo-encerra-negociacoes-com-grevistas-corte-de-ponto-atinge-mais-servidores-no-rio\/","title":{"rendered":"Governo encerra negocia\u00e7\u00f5es com grevistas. Corte de ponto atinge mais servidores no Rio"},"content":{"rendered":"<p>Os servidores p\u00fablicos federais lotados no Rio de Janeiro v\u00e3o ser os mais punidos com o corte de ponto determinado pela presidente Dilma Rousseff nos sal\u00e1rios de 11.495 grevistas. Motivo: 40% dos funcion\u00e1rios punidos est\u00e3o lotados em reparti\u00e7\u00f5es p\u00fablicas da Uni\u00e3o do Estado. Esse alto \u00edndice de &#8220;prejudicados&#8221; no Rio \u00e9 fruto de uma realidade que se perpetua 50 anos depois de a capital federal ter sido transferida para Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>O Rio det\u00e9m at\u00e9 os dias de hoje o maior contingente de servidores: cerca de 20% de todo o funcionalismo p\u00fablico federal da ativa contra 12% dos servidores lotados em Bras\u00edlia. Dados do Boletim Estat\u00edstico de Pessoal, referentes a maio de 2012 e publicados pelo Minist\u00e9rio do Planejamento, mostram um contingente ainda maior de servidores lotados no Rio, se forem levados em conta os aposentados e pensionistas.<\/p>\n<p>Do total de 265.219 pessoas que vivem \u00e0s custas dos cofres p\u00fablicos federais no Rio de Janeiro, 92.459 s\u00e3o aposentados, 70.507, pensionistas e 102.253 servidores est\u00e3o na ativa.<\/p>\n<p>De acordo com o Minist\u00e9rio do Planejamento, a maioria dos funcion\u00e1rios p\u00fablicos em greve est\u00e1 lotada em \u00f3rg\u00e3os da administra\u00e7\u00e3o indireta, como as ag\u00eancias reguladoras, funda\u00e7\u00f5es e autarquias. \u00c9 o caso, por exemplo, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), sediado no Rio, que teve ades\u00e3o de 52,4% (3.379) dos funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>O mesmo ocorre na Comiss\u00e3o Nacional de Energia Nuclear e Ag\u00eancia Nacional do Cinema, ambas com sede no Rio, com 40,5% e 39,4% dos funcion\u00e1rios paralisados, respectivamente. Um dos motivos para o estado abrigar at\u00e9 hoje tantos servidores da ativa \u00e9 a manuten\u00e7\u00e3o, ali, de estruturas federais grandes nas \u00e1reas de Sa\u00fade e de Educa\u00e7\u00e3o. Afinal, o Estado conta com seis hospitais federais, quatro universidades tamb\u00e9m federais e col\u00e9gios como o Pedro II e o Aplica\u00e7\u00e3o. Mais da metade dos 102.253 servidores p\u00fablicos federais da ativa lotados no Rio trabalha nos setores de sa\u00fade e de educa\u00e7\u00e3o. Dados do Minist\u00e9rio do Planejamento apontam 33.950 funcion\u00e1rios na \u00e1rea de sa\u00fade e 32.517, em Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 2011, o governo federal gastou R$ 20,3 bilh\u00f5es com o pagamento de 265.219 servidores da ativa e inativos que vivem no Rio. J\u00e1 com a folha de pessoal dos 167.542 servidores ativos e inativos lotados em Bras\u00edlia foram desembolsados R$ 10,1 bilh\u00f5es no ano passado.<\/p>\n<p>A alta concentra\u00e7\u00e3o de funcion\u00e1rios p\u00fablicos no Rio acaba influenciando nas campanhas eleitorais e at\u00e9 nos programas partid\u00e1rios. &#8220;\u00c9 evidente que os servidores p\u00fablicos t\u00eam um peso grande nas campanhas. O candidato que n\u00e3o considera isso, perde a elei\u00e7\u00e3o&#8221;, observa o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), que conta com um eleitorado forte no funcionalismo p\u00fablico.<\/p>\n<p>Com muita conversa e poucos resultados, terminou ontem o mutir\u00e3o de dois dias de negocia\u00e7\u00f5es do governo com categorias do servi\u00e7o p\u00fablico que reivindicam melhores sal\u00e1rios, em meio a uma onda de greves e protestos que j\u00e1 duram tr\u00eas meses. Foram realizadas 12 rodadas com os sindicatos no fim de semana. Todos rejeitaram a proposta de 15,8% de reajuste, fatiado em tr\u00eas parcelas. Mas comprometeram-se a dar a resposta final amanh\u00e3, depois de apresentar os n\u00fameros oferecidos pelo governo \u00e0s categorias.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio de Rela\u00e7\u00f5es do Trabalho do Minist\u00e9rio do Planejamento, S\u00e9rgio Mendon\u00e7a, disse que aqueles que n\u00e3o aceitarem ficar\u00e3o sem reajuste em 2013 e s\u00f3 voltar\u00e3o a negociar sal\u00e1rio no pr\u00f3ximo ano. &#8220;Ponto final: de agora at\u00e9 ter\u00e7a, o governo s\u00f3 vai aguardar retorno e fechar acordos para mandar o projeto do Or\u00e7amento ao Congresso, com reajuste apenas para as categorias que aceitaram a proposta&#8221;, afirmou. &#8220;Saio bastante satisfeito e confiante que a grande maioria aceite o reajuste.&#8221;<\/p>\n<p>Mendon\u00e7a admitiu que o governo reverter\u00e1 a decis\u00e3o de cortar os dias parados para as categorias que fecharem acordo, mediante compromisso de reposi\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o acumulado. Ressalvou, por\u00e9m, que a anistia n\u00e3o \u00e9 autom\u00e1tica e as negocia\u00e7\u00f5es s\u00e3o distintas. &#8220;Uma \u00e9 a negocia\u00e7\u00e3o da reposi\u00e7\u00e3o do trabalho, das horas que foram decorrentes da greve. Se houver a possibilidade de acerto sobre a reposi\u00e7\u00e3o das horas de trabalho, faremos acordo, mas um n\u00e3o depende do outro&#8221;, observou. Nessa hip\u00f3tese, segundo ele, o governo devolver\u00e1 o dinheiro descontado dos grevistas.<\/p>\n<p>O governo jogou duro na negocia\u00e7\u00e3o e conta com o fim do movimento, desgastado pela longa paralisa\u00e7\u00e3o, o corte dos dias parados e a falta de perspectiva, al\u00e9m do risco real de ficar sem aumento algum no pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, a maior parte das categorias deixou a resposta para a \u00faltima hora como t\u00e1tica de ganhar tempo. Uma ficou esperando pela outra, na esperan\u00e7a de conseguir algo a mais no contracheque. Desde o in\u00edcio das negocia\u00e7\u00f5es, por\u00e9m, o governo se manteve firme na proposta de reajuste linear de 15,8%, dividido em parcelas de 5% de 2013 a 2015.<\/p>\n<p>Balan\u00e7o. Pelos c\u00e1lculos dos sindicatos, 350 mil servidores &#8211; 70% do universo de ativos &#8211; participaram das paralisa\u00e7\u00f5es nos \u00faltimos tr\u00eas meses, entre os quais os das universidades federais. O governo avalia que entre 75 e 80 mil continuam paralisados. Entre estes est\u00e3o auditores e analistas da Receita Federal, policiais federais e rodovi\u00e1rios e outras carreiras de elite, chamadas de &#8220;sangue azul&#8221;, que lutam por reestrutura\u00e7\u00e3o de suas carreiras.<\/p>\n<p>A primeira categoria a fechar acordo foi a do pessoal do grupo educa\u00e7\u00e3o, que inclui docentes e t\u00e9cnico-administrativos das institui\u00e7\u00f5es federais de ensino, que representam 40% do universo da negocia\u00e7\u00e3o. Durante o esfor\u00e7o concentrado do fim de semana, sinalizaram em favor do acordo as categorias de fiscais agropecu\u00e1rios e as dos servidores do Instituto Nacional de Pesquisa Industrial e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). As demais pediram para dar a resposta entre hoje e amanh\u00e3.<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio das negocia\u00e7\u00f5es, h\u00e1 cerca de um m\u00eas, o governo realizou 190 reuni\u00f5es com 31 categorias de servidores p\u00fablicos federais.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/estadao.br.msn.com\/ultimas-noticias\/governo-encerra-negocia%C3%A7%C3%B5es-com-grevistas-corte-de-ponto-atinge-mais-servidores-no-rio\" target=\"_blank\">Estad\u00e3o MSN<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os servidores p\u00fablicos federais lotados no Rio de Janeiro v\u00e3o ser os mais punidos com o corte de ponto determinado<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":14866,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,6],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16182"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16182"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16182\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16182"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16182"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16182"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}