{"id":16758,"date":"2012-09-18T11:45:11","date_gmt":"2012-09-18T14:45:11","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=16758"},"modified":"2012-09-18T11:45:11","modified_gmt":"2012-09-18T14:45:11","slug":"a-guerra-do-transito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/a-guerra-do-transito\/","title":{"rendered":"A guerra do tr\u00e2nsito"},"content":{"rendered":"<p>De hoje a 25 de outubro, ganha destaque um dos\u00a0 temas mais tr\u00e1gicos da cr\u00f4nica de viol\u00eancias no Brasil. Trata-se da arma\u00a0 mortal em que se transformou a combina\u00e7\u00e3o dire\u00e7\u00e3o, condutor e pedestre.\u00a0 O asfalto brasileiro rouba mais vidas que guerras. Vale a compara\u00e7\u00e3o.\u00a0 Em 18 meses de conflito na S\u00edria, morreram 27 mil pessoas. Em um ano, 50\u00a0 mil brasileiros tombaram em ruas e estradas. Custo dos acidentes: R$ 40\u00a0 bilh\u00f5es anuais contados danos materiais, perda de produ\u00e7\u00e3o,\u00a0 previd\u00eancia, atendimento \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n<p>As cifras s\u00e3o alarmantes. Al\u00e9m\u00a0 dos que partem precocemente, h\u00e1 que levar em conta os incapacitados para\u00a0 o trabalho. Em meia d\u00e9cada, de 2005 a 2010, a quantidade de v\u00edtimas\u00a0 quintuplicou. De 31 mil, passou para 152 mil por ano. Elas respondem por\u00a0 mais de 31% das aposentadorias compuls\u00f3rias por invalidez permanente\u00a0 pagas pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).<\/p>\n<p>Com raz\u00e3o, o\u00a0 ministro da Sa\u00fade, Alexandre Padilha, classificou os n\u00fameros de\u00a0 &#8220;verdadeira epidemia de les\u00f5es e mortes no tr\u00e2nsito&#8221;. S\u00e3o v\u00e1rias as\u00a0 causas do descalabro. Elas podem ser agrupadas sob o guarda-chuva\u00a0 ambiente hostil. As ruas e estradas, perigosas, n\u00e3o perdoam falhas. A\u00a0 circula\u00e7\u00e3o \u00e9 insegura, sobretudo para os ciclistas. A frota, embora\u00a0 esteja melhorando os equipamentos de seguran\u00e7a, n\u00e3o atende as exig\u00eancias\u00a0 modernas. A fiscaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 ausente.<\/p>\n<p>Fatores humanos se somam ao\u00a0 descaso da engenharia. Motoristas desrespeitam os limites de velocidade\u00a0 com a desenvoltura com que estacionam para tomar um cafezinho.\u00a0 Negligenciam itens de seguran\u00e7a. Falta educa\u00e7\u00e3o e civilidade no\u00a0 tr\u00e2nsito. A forma\u00e7\u00e3o do condutor, superficial e apressada, \u00e9\u00a0 insuficiente. O pedestre, elo fraco da corrente, tampouco contribui para\u00a0 salvar a pr\u00f3pria vida \u2014 desconsidera sinais, faixas e sobriedade. N\u00e3o\u00a0 raro atravessa vias em estado de embriaguez.<\/p>\n<p>O aumento explosivo\u00a0 da frota contribui para a barb\u00e1rie. Mas n\u00e3o a justifica. Os Estados\u00a0 Unidos, com popula\u00e7\u00e3o 50% maior que a nossa e frota cinco vezes\u00a0 superior, registraram, em 2011, 32 mil \u00f3bitos \u2014 menos que em 1960. A\u00a0 redu\u00e7\u00e3o n\u00e3o se deve a milagres. Deve-se \u00e0 corre\u00e7\u00e3o dos erros de\u00a0 engenharia nos espa\u00e7os p\u00fablicos e \u00e0 ado\u00e7\u00e3o de medidas de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>No\u00a0 Brasil, o quadro se agrava. O transporte de massa ruim alimenta o sonho\u00a0 de independ\u00eancia. Quem pode compra carro. Quem n\u00e3o pode contenta-se com\u00a0 moto. A frota multiplicou-se. Motociclistas morrem mais que pedestres.\u00a0 Para cada \u00f3bito correspondem 50 feridos. No caso do carro, para cada\u00a0 \u00f3bito s\u00e3o 20 feridos. Passou da hora de mudar o enredo da trag\u00e9dia. O\u00a0 Brasil sabe o que fazer. Mas n\u00e3o faz. Por qu\u00ea?<\/p>\n<p>Fonte\/Autor: Correio Braziliense<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De hoje a 25 de outubro, ganha destaque um dos\u00a0 temas mais tr\u00e1gicos da cr\u00f4nica de viol\u00eancias no Brasil. 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