{"id":16805,"date":"2012-09-19T18:01:30","date_gmt":"2012-09-19T21:01:30","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=16805"},"modified":"2012-09-19T18:01:30","modified_gmt":"2012-09-19T21:01:30","slug":"funcionalismo-teve-perda-no-salario-em-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/funcionalismo-teve-perda-no-salario-em-2011\/","title":{"rendered":"Funcionalismo teve perda no sal\u00e1rio em 2011"},"content":{"rendered":"<p><em>Descontada a infla\u00e7\u00e3o, brasilienses perderam em m\u00e9dia 2,63% dos sal\u00e1rios na compara\u00e7\u00e3o de 2011 com 2010<\/em><\/p>\n<p>Apesar de manter a maior renda mensal do pa\u00eds, exatos R$ 3.835,88 no ano passado, os brasilienses tiveram perda em rela\u00e7\u00e3o a 2010. Enquanto, na m\u00e9dia, os sal\u00e1rios dos trabalhadores brasileiros subiram 2,93% em termos reais, alcan\u00e7ando R$ 1.902,13, no Distrito Federal ca\u00edram 2,63%. \u00c9 o resultado da conten\u00e7\u00e3o salarial imposta pelo governo aos servidores, que, em Bras\u00edlia, tiveram recuo de 3,91% na remunera\u00e7\u00e3o quando se leva em conta a infla\u00e7\u00e3o. A perda tem sido combust\u00edvel para greves, algumas encerradas, outras em curso. Os sal\u00e1rios pagos aqui pela constru\u00e7\u00e3o civil tamb\u00e9m ca\u00edram, e ainda mais do que os do funcionalismo: 4,98%. Os dados s\u00e3o da Rela\u00e7\u00e3o Anual de Informa\u00e7\u00f5es Sociais (Rais), divulgados ontem pelo Minist\u00e9rio do Trabalho.<\/p>\n<p>Segundo o secret\u00e1rio interino de Sal\u00e1rio e Emprego, Rodolfo Torelly, a queda de sal\u00e1rios na constru\u00e7\u00e3o pode ser explicada por mudan\u00e7as de perfil da m\u00e3o de obra. &#8220;A hip\u00f3tese que levantamos \u00e9 de os profissionais mais qualificados, como engenheiros, terem sido substitu\u00eddos por outros mais baratos, como pedreiros e carpinteiros, no desenrolar da obra&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>Nos dois anos anteriores, entretanto, o sal\u00e1rio dos brasilienses cresceu mais do que a infla\u00e7\u00e3o. Em termos reais, o ganho no rendimento foi de 1,93% de 2008 para 2009 e de 1,26% de 2009 para 2010. E mesmo com a queda, a remunera\u00e7\u00e3o obtida pelos trabalhadores em Bras\u00edlia \u00e9 mais do que o dobro dos sal\u00e1rios do Cear\u00e1, que est\u00e3o no n\u00edvel mais baixo do pa\u00eds. No ano passado, a remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia no estado, apesar de ter crescido 4,92% em termos reais, foi de R$ 1.367,79.<\/p>\n<p>O Distrito Federal n\u00e3o ficou sozinho na perda de rendimentos de 2010 para 2011. Amap\u00e1 e Roraima tamb\u00e9m registraram queda real no rendimento m\u00e9dio dos seus trabalhadores. No Amap\u00e1 o tombo foi de 1,89%, puxado pela constru\u00e7\u00e3o civil (-31,20%) e pela agropecu\u00e1ria (-9,67%). Em Roraima, cujos sal\u00e1rios perderam 0,60% do valor real, os setores que tiveram varia\u00e7\u00e3o negativa nos rendimentos dos trabalhadores foram o extrativo mineral (-14,25%) e o de servi\u00e7os (-4,19%).<\/p>\n<p>A Rais \u00e9 um registro administrativo criado em 1975, com declara\u00e7\u00e3o anual obrigat\u00f3ria a todos os estabelecimentos existentes no pa\u00eds. Diferentemente do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que mede o fluxo mensal dos registros em carteira no pa\u00eds, a Rais capta tamb\u00e9m o emprego no setor p\u00fablico (estatut\u00e1rios). \u00c9 a melhor fonte de informa\u00e7\u00f5es de que o governo disp\u00f5e sobre o mercado formal de trabalho, incluindo dados em rela\u00e7\u00e3o ao grau de instru\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho.<\/p>\n<p>Disparidades<br \/>\nOs n\u00fameros divulgados ontem demonstram que o ambiente profissional reflete o preconceito e a discrimina\u00e7\u00e3o que domina a sociedade. Embora os rendimentos dos trabalhadores negros tenham crescido mais do que os dos trabalhadores brancos, eles recebem, em m\u00e9dia, apenas 68,51% dos sal\u00e1rios desse segmento. Mulheres com n\u00edvel superior incompleto continuam ganhando 67,44% do sal\u00e1rio de um homem na mesma condi\u00e7\u00e3o. No caso dos que possuem ensino superior completo, a defasagem \u00e9 ainda maior: as mulheres t\u00eam 60,42% do sal\u00e1rios dos homens.<\/p>\n<p>H\u00e1 revela\u00e7\u00f5es mais positivas, por\u00e9m. Cada vez ganham mais espa\u00e7o os trabalhadores com maior n\u00edvel de escolaridade e mais maduros, embora haja tamb\u00e9m maior espa\u00e7o para quem come\u00e7a. Em termos relativos, o percentual de emprego cresceu acima da m\u00e9dia nacional para os trabalhadores com idade entre 50 e 59 anos (7,99%) e para os trabalhadores com mais de 65 anos (11,45%), al\u00e9m dos jovens aprendizes com idade entre 16 e 17 anos (14,48%). Enquanto cai quase 20% a participa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores analfabetos no mercado de trabalho \u2014 eles eram 222.251 em 2010 e passaram a ser 179.024 no ano passado \u2014 , sobe a participa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores com n\u00edvel m\u00e9dio completo (8,54%) e com n\u00edvel superior completo (8,06%).<\/p>\n<p>Pelos dados da Rais, o n\u00famero de v\u00ednculos empregat\u00edcios formais atingiu 46,3 milh\u00f5es em 2011. Em 2010, eram 44,06 milh\u00f5es. O crescimento se deve ao aumento do emprego formal no pa\u00eds, de 2,24 milh\u00f5es no ano passado. Foi o terceiro melhor saldo l\u00edquido do emprego com carteira assinada, menor apenas do que os postos de trabalho gerados em 2010 (2,86 milh\u00f5es) e 2007 (2,45 milh\u00f5es).<\/p>\n<p>Fonte: Correio Braziliense<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Descontada a infla\u00e7\u00e3o, brasilienses perderam em m\u00e9dia 2,63% dos sal\u00e1rios na compara\u00e7\u00e3o de 2011 com 2010 Apesar de manter a<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":15419,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,6],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16805"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16805"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16805\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16805"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16805"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16805"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}