{"id":17429,"date":"2012-10-14T21:35:35","date_gmt":"2012-10-15T00:35:35","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=17429"},"modified":"2012-10-14T21:35:35","modified_gmt":"2012-10-15T00:35:35","slug":"venda-da-amil-pode-significar-a-americanizacao-da-saude-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/venda-da-amil-pode-significar-a-americanizacao-da-saude-no-brasil\/","title":{"rendered":"Venda da Amil pode significar a &#8216;americaniza\u00e7\u00e3o&#8217; da sa\u00fade no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><em>Especialista adverte que, al\u00e9m de controlar a sa\u00fade privada no Brasil, a UnitedHealth vai vender planos baratos mas com cobertura restrita, empurrando para o SUS os tratamentos mais caros<\/em><\/p>\n<div style=\"width: 346px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/temas\/saude\/2012\/10\/sao-paulo-2013-venda-da-amil-para-especialista-empresa-americana-quer-obter-aqui-os-lucros-que-nao-tem-mais-nos-estados-unidos\/image\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"  \" src=\"http:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/temas\/saude\/2012\/10\/sao-paulo-2013-venda-da-amil-para-especialista-empresa-americana-quer-obter-aqui-os-lucros-que-nao-tem-mais-nos-estados-unidos\/image\" alt=\"\" width=\"336\" height=\"240\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Americanos dever\u00e3o explorar o mercado de planos baratos, com cobertura limitada. Procedimentos complexos ser\u00e3o mandados ao SUS(Elza Fi\u00faza\/ABr)<\/p><\/div>\n<p>A Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS) dever\u00e1 anunciar nos pr\u00f3ximos 15 dias se aprova a venda da Amil, maior operadora de planos de sa\u00fade no Brasil, para a UnitedHealth Group, gigante do setor nos Estados Unidos. A transa\u00e7\u00e3o, que j\u00e1 vinha sendo estudada h\u00e1 alguns meses, foi anunciada nesta ter\u00e7a-feira (9). O neg\u00f3cio envolve a venda de 90% da Amil para a United pela quantia de US$ 4,3 bilh\u00f5es. A legisla\u00e7\u00e3o brasileira pro\u00edbe a participa\u00e7\u00e3o de capital estrangeiro em hospitais brasileiros, mas n\u00e3o impede em operadoras de planos de sa\u00fade. Representantes de usu\u00e1rios de planos de sa\u00fade j\u00e1 manifestaram temores. Toda vez que h\u00e1 fus\u00f5es ou vendas eles s\u00e3o afetados principalmente com mudan\u00e7as na rede credenciada.<\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 maior agora, quando se trata do controle do sistema de sa\u00fade brasileiro por uma empresa estrangeira. Se o neg\u00f3cio for aprovado, os 22 hospitais pr\u00f3prios da Amil tamb\u00e9m ser\u00e3o administrados pela empresa estrangeira. Conforme o grupo americano j\u00e1 anunciou, seu interesse est\u00e1 no crescente mercado brasileiro. A transa\u00e7\u00e3o \u00e9 interessante tamb\u00e9m para os controladores brasileiros da Amil, que ficam com os 4,3 bilh\u00f5es de d\u00f3lares, com os 10% das a\u00e7\u00f5es e o comando as opera\u00e7\u00f5es. J\u00e1 o sistema de sa\u00fade brasileiro n\u00e3o tem o que comemorar. \u201cA venda sinaliza um caminho que pode ser sem volta. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a possibilidade de outras empresas estrangeiras da sa\u00fade virem para c\u00e1. \u00c9 a l\u00f3gica do crescimento do setor privado que preocupa\u201d, analisa M\u00e1rio Scheffer, presidente do Grupo Pela Vidda-SP, assessor do Conselho Federal de Medicina e conselheiro do Centro Brasileiro de Estudos de Sa\u00fade (Cebes). Na entrevista a seguir ele analisa as implica\u00e7\u00f5es da venda da Amil para o sistema de sa\u00fade do pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Como voc\u00ea analisa a venda da Amil?<\/strong><\/p>\n<p>A entrada agressiva no mercado brasileiro da empresa norte-americana, que \u00e9 uma das maiores operadores de planos de sa\u00fade do mundo, tem o objetivo expl\u00edcito de obter aqui os lucros que n\u00e3o obt\u00e9m mais no mercado americano. Isso mostra que a gente pode caminhar para a \u2018americaniza\u00e7\u00e3o\u2019 da sa\u00fade no Brasil, uma amostra do que virou esse mercado nos Estados Unidos. \u00c9 o que esse perfil de capital estrangeiro quer implementar no Brasil ao comprar 90% da Amil. Ou seja, amostra do principal fracasso dos Estados Unidos ao n\u00e3o conseguir universalizar o atendimento p\u00fablico com equidade. Tanto a Amil como a United tem destacado a grande oportunidade de neg\u00f3cio para esse capital estrangeiro. \u00c9 nesse momento de franco crescimento do mercado brasileiro que o neg\u00f3cio \u00e9 feto. O mesmo crescimento econ\u00f4mico que possibilitou novos empregos, renda e consumo tamb\u00e9m alimentou a demanda por planos de sa\u00fade privados.<\/p>\n<p><strong>O interesse dos americanos est\u00e1 nessa classe m\u00e9dia emergente?<\/strong><\/p>\n<p>Pelas declara\u00e7\u00f5es que est\u00e3o sendo feitas, esse capital estrangeiro est\u00e1 interessado justamente no mercado de planos populares, baratos. O problema \u00e9 que a franca expans\u00e3o desse mercado ocorre de maneira totalmente desordenada, at\u00e9 artificial eu diria. Hoje, 80% dos planos de sa\u00fade privados no Brasil s\u00e3o ofertados pelos empregadores. S\u00e3o os planos coletivos, que se tornaram prioridade de sindicatos em sua pauta de reivindica\u00e7\u00f5es e o desejo de grande parte das fam\u00edlias, dos indiv\u00edduos que est\u00e3o ascendendo no mercado de consumo. Isso acontece por desilus\u00e3o, pelo descr\u00e9dito no sistema p\u00fablico, no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), que em parte h\u00e1 uma certa raz\u00e3o. Com o subfinanciamento p\u00fablico do sistema n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel oferecer um atendimento de melhor qualidade. Mas por outro lado as pessoas desconhecem a import\u00e2ncia e o papel imenso que o SUS tem hoje. Com isso h\u00e1 o desejo de consumir planos privados. E o mercado que est\u00e1 crescendo mais \u00e9 o dos planos populares, mais baratos, que oferecem uma cobertura med\u00edocre. O problema \u00e9 que tudo isso acontece com a coniv\u00eancia da Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS), \u00f3rg\u00e3o constitu\u00eddo para regular o setor e que n\u00e3o regula.<\/p>\n<p><strong>Tamb\u00e9m h\u00e1 filas na sa\u00fade privada&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Parte desse apag\u00e3o na sa\u00fade suplementar, com a rede lotada, filas de espera semelhantes \u00e0s do servi\u00e7o p\u00fablico, dificuldade para marcar consulta, demora na interna\u00e7\u00e3o eletiva. Isso ocorre em grande parte por esse crescimento desordenado. A ag\u00eancia reguladora foi capturada pelo mercado que ela deveria regular. No momento a ag\u00eancia estaria renovando seus quadros, que durante muito tempo tiveram em sua maioria representantes do setor. O atual presidente [Maur\u00edcio Ceschin], que foi presidente do Grupo Qualicorp, uma grande corretora brasileira que vende planos de todas as operadoras. Com uma regula\u00e7\u00e3o frouxa, incompetente, tem-se um crescimento desordenado.<\/p>\n<p><strong>A situa\u00e7\u00e3o tende a piorar?<\/strong><\/p>\n<p>A coisa tende a piorar com a amplia\u00e7\u00e3o que pode vir com essa aquisi\u00e7\u00e3o. E isso tem de ser debatido. Que sistema de sa\u00fade n\u00f3s queremos? Essa cobertura privada centrada em poucas m\u00e3os, que nunca vai ser uniforme e continuada. Muitos se esquecem de que h\u00e1 diferen\u00e7as muito grandes entre os v\u00e1rios produtos comercializados. Muitos acham os planos de sa\u00fade s\u00e3o produtos homog\u00eaneos. E n\u00e3o \u00e9. Cobrem e d\u00e3o atendimento conforme a capacidade de pagamento das pessoas. Quanto mais barato, mais popular, pior. Depois, se a pessoa sai do emprego, fica descoberta porque a maioria dos planos s\u00e3o coletivos. E tem ainda a chamada exclus\u00e3o pecuni\u00e1ria, que \u00e9 a expuls\u00e3o dos idosos dos planos individuais. Entre os coletivos h\u00e1 tamb\u00e9m uma epidemia que chamo de falsos coletivos. S\u00e3o planos para duas, tr\u00eas, quatro pessoas que podem ser feitos por microempres\u00e1rios. Basta o CNPJ [Cadastro Nacional da Pessoa Jur\u00eddica]. Em geral o \u00edndice de reajuste desse plano foge da regula\u00e7\u00e3o. A operadora tem a prerrogativa de aumentar por sinistralidade, ou seja, quando os benefici\u00e1rios passam a usar muito a rede credenciada. Fica t\u00e3o caro que a pessoa tem de romper o contrato porque n\u00e3o vai mais conseguir pagar. No come\u00e7o, chegam a custar 40% menos e depois chegam a ter mais de 100% de aumento. Trata-se de um setor em expans\u00e3o que n\u00e3o garante o que se espera de um plano de sa\u00fade. Eles florescem justamente num momento em que as despesas com sa\u00fade est\u00e3o subfinanciadas. Na sa\u00fade privada, que atende \u00bc da popula\u00e7\u00e3o brasileira, circulam 53% de todos os recursos. E apenas 47% circulam no SUS para dar todo o atendimento, promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade, preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as, vigil\u00e2ncia sanit\u00e1ria, atendimento a doen\u00e7as complexas, como cirurgias de grande porte, transplantes, tudo o que o SUS faz. Enquanto houver essa equa\u00e7\u00e3o vamos acirrar o problema. V\u00e3o mais recursos para atender a menor parte da popula\u00e7\u00e3o. A dificuldade de acesso e a baixa qualidade est\u00e3o ligadas diretamente a isso.<\/p>\n<p><strong>E o subs\u00eddio p\u00fablico para a sa\u00fade privada?<\/strong><\/p>\n<p>A sa\u00fade privada recebe subs\u00eddios p\u00fablicos diretos e indiretos. Essa \u00e9 uma quest\u00e3o que precisa ser discutida em pra\u00e7a p\u00fablica por toda a sociedade. A popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem no\u00e7\u00e3o de que os planos de sa\u00fade s\u00e3o financiados por empregadores p\u00fablicos e privados, que embutem esse custo no pre\u00e7o dos produtos e servi\u00e7os que toda a sociedade consome. \u00c9 a sociedade que paga esse benef\u00edcio que os empregadores d\u00e3o aos seus trabalhadores. E tem o subs\u00eddio fiscal, em que pessoa f\u00edsica e jur\u00eddica abatem seus gastos com sa\u00fade no imposto de renda. S\u00e3o recursos que o estado poderia arrecadar e n\u00e3o arrecada. O plano de sa\u00fade ganha com isso porque se tornam mais atrativos. E o governo gasta tamb\u00e9m com planos particulares para os servidores. No ano passado foram gastos R$ 3 bilh\u00f5es. Al\u00e9m disso, algumas operadoras, cooperativas e outras t\u00eam isen\u00e7\u00f5es de impostos. H\u00e1 tamb\u00e9m uma forma de subs\u00eddio que \u00e9 a cobertura de tudo que os planos n\u00e3o cobrem mas que o SUS atende.<\/p>\n<p><strong>O benefici\u00e1rio dos planos podem ser prejudicados?<\/strong><\/p>\n<p>O Idec [Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor], no qual integro o conselho diretor, e outras institui\u00e7\u00f5es t\u00eam se manifestado para que o governo, antes de aprovar a venda, avalie o real impacto da transa\u00e7\u00e3o, a maior concentra\u00e7\u00e3o do mercado. \u00c9 a maior operadora do pa\u00eds que est\u00e1 sendo vendida. Essa concentra\u00e7\u00e3o \u00e9 ruim ao monopolizar mais redes credenciadas. Pode, por exemplo, impor pagamentos irris\u00f3rios para os prestadores. Isso pode significar a piora na qualidade. Fora o impacto na pol\u00edtica de sa\u00fade. Trata-se de um sinal de que pode haver um crescimento desse mercado. O que estou dizendo aqui \u00e9 que o Brasil pode estar trilhando um caminho sem volta. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a possibilidade de outras empresas virem para c\u00e1. \u00c9 a l\u00f3gica do crescimento do setor privado com a inje\u00e7\u00e3o adicional de recursos nesse mercado. O Brasil est\u00e1 numa encruzilhada. Precisa discutir se quer o predom\u00ednio dos planos privados incompat\u00edveis com o sistema de sa\u00fade universal, comprometido com a promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade, se quer favorecer e permitir a ascens\u00e3o desse mercado fragmentado em que as pessoas t\u00eam acesso n\u00e3o pelas necessidades de sa\u00fade mas conforme a sua capacidade de pagamento. Ou se quer investir nossa riqueza coletiva no financiamento de um sistema p\u00fablico que hoje \u00e9 subfinanciado, universal, e ser capaz de atender adequadamente a popula\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma discuss\u00e3o que tem que ser feita.<\/p>\n<p><strong>O setor privado argumenta que desafoga o SUS&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>O crescimento do privado, com a inje\u00e7\u00e3o de recursos estrangeiros, n\u00e3o desafoga o sistema p\u00fablico. Pelo contr\u00e1rio, reduz a disponibilidade de recursos humanos no sistema p\u00fablico, transfere a capacidade de produ\u00e7\u00e3o para o privado, n\u00e3o reduz as filas. E as restri\u00e7\u00f5es, as negativas de atendimento, empurram para o SUS os idosos, os enfermos com problemas de alta complexidade. Mais gasto com a sa\u00fade privada significa fragmentar o sistema de sa\u00fade e reduzir aquela caracter\u00edstica distributiva, dos sistemas universais. Quanto mais recursos da sa\u00fade concentrados em grupos particulares como Amil, menor \u00e9 a capacidade do poder p\u00fablico de regular. Corremos o s\u00e9rio risco de ver, em curto prazo, a hegemonia do setor privado, na contram\u00e3o do sistema universalizado preconizado na Constitui\u00e7\u00e3o e na contram\u00e3o de v\u00e1rios pa\u00edses, inclusive Estados Unidos. Afinal, a reforma do Obama \u00e9 fruto do fracasso americano na sa\u00fade. Precisamos ver tamb\u00e9m que esse crescimento desordenado, artificial, casa com o discurso de que o SUS \u00e9 invi\u00e1vel. A l\u00f3gica \u00e9 velha. Transfere as obriga\u00e7\u00f5es para o cidad\u00e3o que pode pagar e empobrece a oferta \u00e0queles que s\u00f3 podem contar com o p\u00fablico. Essa negocia\u00e7\u00e3o \u00e9 realmente preocupante.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/temas\/saude\/2012\/10\/sao-paulo-2013-venda-da-amil-para-especialista-empresa-americana-quer-obter-aqui-os-lucros-que-nao-tem-mais-nos-estados-unidos\" target=\"_blank\">Rede Brasil Atual<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especialista adverte que, al\u00e9m de controlar a sa\u00fade privada no Brasil, a UnitedHealth vai vender planos baratos mas com cobertura<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":8849,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[2,10,1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17429"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17429"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17429\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17429"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17429"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17429"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}