{"id":17718,"date":"2012-10-25T03:30:52","date_gmt":"2012-10-25T05:30:52","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=17718"},"modified":"2012-10-25T03:30:52","modified_gmt":"2012-10-25T05:30:52","slug":"governo-fara-mudancas-no-controle","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/governo-fara-mudancas-no-controle\/","title":{"rendered":"Governo far\u00e1 mudan\u00e7as no controle"},"content":{"rendered":"<p>Sob a press\u00e3o de ambientalistas e setor produtivo, o governo federal iniciou o processo de mudan\u00e7as no controle eletr\u00f4nico da produ\u00e7\u00e3o e com\u00e9rcio da madeira nativa para o combate \u00e0 ilegalidade. O projeto foi acelerado a partir do novo C\u00f3digo Florestal, que ampliou as fun\u00e7\u00f5es do Cadastro Ambiental Rural (CAR) obrigat\u00f3rio para o registro das reservas legais e outras \u00e1reas de interesse ecol\u00f3gico em todas as propriedades, visando o uso econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>O objetivo \u00e9 integr\u00e1-lo ao sistema DOF (Documento de Origem Florestal), plataforma digital que emite a guia para o transporte de produtos florestais &#8211; da extra\u00e7\u00e3o na mata ao processamento industrial e venda nas lojas. Pretende-se, desta maneira, oferecer maior garantia sobre a proced\u00eancia da madeira de \u00e1reas regularizadas.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 antiga a demanda por melhorias na navegabilidade na consulta e emiss\u00e3o das autoriza\u00e7\u00f5es, maior integra\u00e7\u00e3o com sistemas estaduais de controle e controle mais r\u00edgido contra fraudes e uso indevido do documento&#8221;, revela Sandro Freire, coordenador de Monitoramento e Controle Florestal do Ibama. A previs\u00e3o \u00e9 concluir a reforma no pr\u00f3ximo ano. Inicialmente, o projeto seria conduzido com financiamento do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), interessado em promover a legalidade porque neste ano pretende lan\u00e7ar uma linha de cr\u00e9dito especial do Fundo Clima para construtoras que utilizam madeira rastreada, mas o governo desistiu do neg\u00f3cio e busca nova parceria.<\/p>\n<p>O DOF 2.0, como \u00e9 chamado o sistema em desenvolvimento, dever\u00e1 incorporar mudan\u00e7as que permitam identificar as coordenadas geogr\u00e1ficas das \u00e1reas de explora\u00e7\u00e3o na floresta e garantam a rastreabilidade da madeira &#8211; ou seja, o controle do passo a passo desde a origem, por parte do comprador. Altera\u00e7\u00f5es no atual controle \u00e9 uma reivindica\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es ambientalistas, comerciantes de madeira e produtores florestais que trabalham na legalidade e competem com o produto clandestino.<\/p>\n<p>Dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amaz\u00f4nia (Imazon) indicam que aproximadamente 64% da produ\u00e7\u00e3o madeireira foi autorizada para explora\u00e7\u00e3o em 2010, quando foi realizado o \u00faltimo levantamento sobre o setor. No entanto, apesar da aparente legalidade, grande parte da produ\u00e7\u00e3o madeireira ocorre sem crit\u00e9rios ambientais, conforme estudos posteriores a partir de imagens de sat\u00e9lite. Devido \u00e0s fraudes e falta de fiscaliza\u00e7\u00e3o, o atual DOF n\u00e3o garante com total seguran\u00e7a a origem sustent\u00e1vel da madeira.<\/p>\n<p>A rastreabilidade permitir\u00e1 construtoras, ind\u00fastrias e bancos que financiam grandes obras a fazer buscas on-line sobre a origem do produto. &#8220;\u00c9 preciso corrigir a vulnerabilidade do DOF a fraudes e criar um sistema nacional de monitoramento do manejo florestal&#8221;, prop\u00f5e o empres\u00e1rio Roberto Waack, da madeireira Amata. Grande parte da madeira com documento &#8220;legal&#8221; \u00e9 obtida na floresta por m\u00e9todos predat\u00f3rios, incluindo terras ind\u00edgenas, parques e outras \u00e1reas proibidas.<\/p>\n<p>Fonte: Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sob a press\u00e3o de ambientalistas e setor produtivo, o governo federal iniciou o processo de mudan\u00e7as no controle eletr\u00f4nico da<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":17719,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[2,1,3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17718"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17718"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17718\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17718"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17718"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17718"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}