{"id":18213,"date":"2012-11-01T11:35:04","date_gmt":"2012-11-01T13:35:04","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=18213"},"modified":"2012-11-01T11:35:04","modified_gmt":"2012-11-01T13:35:04","slug":"greve-da-policia-civil-completa-hoje-70-dias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/greve-da-policia-civil-completa-hoje-70-dias\/","title":{"rendered":"Greve da Pol\u00edcia Civil completa hoje 70 dias"},"content":{"rendered":"<p><em>Agentes fazem mais uma assembleia para decidir o rumo da maior paralisa\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria da corpora\u00e7\u00e3o. At\u00e9 ontem, n\u00e3o havia acordo entre governo e sindicato<\/em><\/p>\n<p>A greve da Pol\u00edcia Civil chega a 70 dias sem um acordo que encerre a maior paralisa\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria da categoria no Distrito Federal. Os policiais participam hoje de assembleia, \u00e0s 8h, sem possibilidade de encerrar o movimento. Enquanto isso, a popula\u00e7\u00e3o sofre com as consequ\u00eancias da mobiliza\u00e7\u00e3o por melhorias salariais. As delegacias s\u00f3 t\u00eam registrado ocorr\u00eancias de crimes considerados mais graves. Ficam sem atendimento il\u00edcitos como furto, les\u00e3o corporal, inj\u00faria e acidentes de carro.<\/p>\n<p>A professora de Gest\u00e3o Ambiental da Universidade de Bras\u00edlia (UnB) Carolina Lopes de Ara\u00fajo \u00e9 uma das pessoas prejudicadas pela greve. Ela sofreu um acidente de carro, sem v\u00edtima, em 28 de setembro, e registrou uma ocorr\u00eancia pela internet. No entanto, o BO ainda n\u00e3o foi homologado. Sem o registro oficial, ela n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de acionar o seguro para custear e realizar o conserto do ve\u00edculo. &#8220;J\u00e1 fez um m\u00eas e at\u00e9 hoje n\u00e3o resolvi. Uma coisa t\u00e3o simples, mas que pela greve, acaba nos prejudicando&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Desde mar\u00e7o do ano passado, esta \u00e9 a quarta paralisa\u00e7\u00e3o dos policiais civis do DF. A primeira greve foi deflagrada em 3 de mar\u00e7o de 2011. De l\u00e1 para c\u00e1, passaram-se 610 dias. Desses, em 133 os agentes ficaram de bra\u00e7os cruzados, o equivalente a 22%. Significa dizer que, a cada cinco dias, os policiais deixaram de trabalhar em um. Ontem \u00e0 tarde, a reportagem percorreu cinco delegacias (na Asa Sul, no Cruzeiro, no N\u00facleo Bandeirante e no Guar\u00e1) e s\u00f3 conseguiu encontrar duas pessoas tentando registrar ocorr\u00eancias, todas sem sucesso. A estudante Raquel Santos, 27 anos, teve os documentos roubados h\u00e1 quase dois meses e, at\u00e9 hoje, n\u00e3o conseguiu tirar uma segunda via. &#8220;O policial disse que n\u00e3o era nada grave e que n\u00e3o podia me ajudar. Assim fica dif\u00edcil&#8221;, reclamou.<\/p>\n<p>O diretor-geral da Pol\u00edcia Civil, Jorge Xavier, diz que a orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 de que todos os crimes sejam investigados. &#8220;Os delegados-chefes t\u00eam essa orienta\u00e7\u00e3o, independentemente de qual seja a ocorr\u00eancia&#8221;, afirma. Ele ressalta ainda que os casos que n\u00e3o forem registrados dever\u00e3o ser revistos. Segundo a categoria, n\u00e3o atender situa\u00e7\u00f5es simples da popula\u00e7\u00e3o faz parte da cartilha da greve. &#8220;Qualquer dificuldade que a popula\u00e7\u00e3o (nos casos mais simples) tenha, deve procurar a delegacia quando a greve acabar&#8221;, afirmou o presidente do Sindicato de Policiais Civis do DF, Ciro de Freitas. O sindicalista n\u00e3o tem qualquer expectativa positiva quanto \u00e0 assembleia de hoje. &#8220;O governo n\u00e3o se posicionou neste per\u00edodo, n\u00e3o oficializou nenhuma proposta. Por isso, a greve deve continuar, mas tudo pode acontecer&#8221;, ressaltou.<br \/>\nO secret\u00e1rio de Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, Wilmar Lacerda, por meio de sua assessoria, informou que n\u00e3o houve acordo e que apenas tr\u00eas quest\u00f5es poder\u00e3o ser atendidas: o aumento do efetivo, o plano de sa\u00fade e a renomea\u00e7\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o nos cargos de agentes penitenci\u00e1rios. &#8220;Para esse ano, o aumento \u00e9 invi\u00e1vel. A secretaria e o GDF reconhecem o movimento, mas s\u00f3 far\u00e1 o que est\u00e1 dentro do poss\u00edvel. Independentemente de qualquer reajuste, est\u00e1 nos planos do governo encontrar uma solu\u00e7\u00e3o que valorize todas as carreiras de seguran\u00e7a p\u00fablica&#8221;, ressaltou.<\/p>\n<p><strong>Queda de bra\u00e7o<\/strong><\/p>\n<p>Uma queda de bra\u00e7o pol\u00edtica impede o encerramento da greve. A categoria exige um aceno p\u00fablico do governo de que atender\u00e1 a reivindica\u00e7\u00e3o financeira, o mesmo reajuste de 15,8% concedido pela presidente Dilma Rousseff aos delegados da Pol\u00edcia Federal (PF). O Executivo, por sua vez, at\u00e9 est\u00e1 disposto a conceder o aumento \u00e0 classe \u2014 escalonado em tr\u00eas anos \u2014, desde que os policiais voltem \u00e0 atividade. Negociar com servidores em paralisa\u00e7\u00e3o significa, na vis\u00e3o do governo, abrir brechas para que outras categorias, como policiais e bombeiros militares, se animem a deflagrar tamb\u00e9m um movimento grevista que pode provocar um impacto ainda mais grave na seguran\u00e7a p\u00fablica.<\/p>\n<p>Em reuni\u00f5es com representantes do governo, dirigentes do Sinpol sa\u00edram com uma proposta de aumento para todos os 500 delegados e 6,4 mil agentes da Pol\u00edcia Civil, ao contr\u00e1rio do que ocorreu na esfera federal, onde apenas os delegados e peritos ter\u00e3o o reajuste parcelado em tr\u00eas anos, a partir de 2013 at\u00e9 2015. Os agentes da PF n\u00e3o aceitaram a negocia\u00e7\u00e3o com o governo federal. Dilma engrossou e eles sa\u00edram do movimento sem nenhum centavo previsto a mais no contracheque em 2013.<\/p>\n<p>Para sindicalistas que mant\u00eam a greve h\u00e1 mais de dois meses, o encerramento do movimento sem um ganho pecuni\u00e1rio confirmado pode significar uma derrota na classe. Por decis\u00e3o judicial, pelo menos 80% da categoria devem trabalhar. A estrat\u00e9gia dos policiais tem sido comparecer \u00e0 delegacia, mas s\u00f3 registrar as ocorr\u00eancias mais graves. Dessa forma, n\u00e3o h\u00e1 como configurar a falta que poderia levar ao corte no ponto. A popula\u00e7\u00e3o, no entanto, n\u00e3o est\u00e1 sendo atendida plenamente numa presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os essencial.<\/p>\n<p>Fonte: Correio Braziliense<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Agentes fazem mais uma assembleia para decidir o rumo da maior paralisa\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria da corpora\u00e7\u00e3o. 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