{"id":21105,"date":"2013-01-30T16:54:20","date_gmt":"2013-01-30T18:54:20","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=21105"},"modified":"2013-01-30T16:54:20","modified_gmt":"2013-01-30T18:54:20","slug":"precos-da-gasolina-e-do-diesel-sobem-hoje-nos-postos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/precos-da-gasolina-e-do-diesel-sobem-hoje-nos-postos\/","title":{"rendered":"Pre\u00e7os da gasolina e do diesel sobem hoje nos postos"},"content":{"rendered":"<p><em>O governo autorizou au\u00admento de at\u00e9 6,6% nas refi\u00adnarias. J\u00e1 o consumidor de\u00adve pagar, em m\u00e9dia, 4% a mais pelo combust\u00edvel. A estimativa \u00e9 de que o rea\u00adjuste tenha impacto de 0,3 ponto percentual na infla\u00ad\u00e7\u00e3o deste ano. Muitos brasilienses correram ontem para encher o tanque.<\/em><\/p>\n<p><em>Aumento anunciado pela Petrobras vale para as refinarias. Nas bombas dos postos, a corre\u00e7\u00e3o m\u00e9dia deve ficar por volta de 4%<\/em><\/p>\n<p>A Petrobras pressionou e o governo federal liberou o reajuste dos combust\u00edveis a partir de hoje. O pre\u00e7o da gasolina que sai das refinarias sobe 6,6% e o do \u00f3leo diesel, 5,4%. O aumento nas bombas dos postos dever\u00e1 ser menor, afirmou o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combust\u00edveis e Lubrificantes (Sindicom), Alisio Vaz. \u00c9 que a gasolina vendida no varejo \u00e9 uma mistura que leva 20% de etanol. J\u00e1 o \u00f3leo tem 5% de biodiesel. O repasse imediato para os valores cobrados dos consumidores tamb\u00e9m depender\u00e1 do estoque de cada posto.<\/p>\n<p>Economistas estimam que o impacto pode chegar a 4% nos pre\u00e7os nas bombas a algo em torno de 0,3 ponto percentual na taxa de infla\u00e7\u00e3o anual. Os \u00edndices anunciados j\u00e1 eram esperados pelo mercado, que estimava alta de 7%. O governo espera amenizar o peso dos aumentos dos combust\u00edveis nos \u00edndices de custo de vida com a redu\u00e7\u00e3o nas contas de luz das resid\u00eancias, da ind\u00fastria e do com\u00e9rcio, e com a deprecia\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar, que barateia as importa\u00e7\u00f5es, inibindo aumentos de produtos nacionais.<\/p>\n<p>Desde junho do ano passado, a Petrobras reivindica reajuste de pelo menos 15% dos produtos para manter seu plano de investimento, que v\u00eam sendo prejudicados pela queda na gera\u00e7\u00e3o de caixa da empresa. Por\u00e9m, com a economia mostrando naquele momento dificuldade de pegar no tranco, enquanto a infla\u00e7\u00e3o se apresentava bem animada, o governo permitiu, naquele m\u00eas, eleva\u00e7\u00e3o de apenas 7,83% dos valores cobrados pelas refinarias na gasolina e de 3,94% no diesel. Esse \u00faltimo foi aumentado ainda em julho do ano passado em mais 6%.<\/p>\n<p><strong>Impacto<\/strong><br \/>\nA estatal vem acumulando preju\u00edzo mensal em torno de R$ 1 bilh\u00e3o por conta da diferen\u00e7a entre os pre\u00e7os que paga pela importa\u00e7\u00e3o da gasolina e do diesel e aqueles pelos quais vende os produtos no mercado interno. Em nota, a Petrobras informou que o reajuste &#8220;foi definido levando em considera\u00e7\u00e3o a pol\u00edtica de pre\u00e7os da companhia, que busca alinhar o pre\u00e7o dos derivados aos valores praticados no mercado internacional em uma perspectiva de m\u00e9dio e longo prazos&#8221;. Apesar das press\u00f5es, o governo s\u00f3 liberou os reajustes ap\u00f3s confirmar a redu\u00e7\u00e3o das contas de energia el\u00e9trica a partir de fevereiro, para amenizar o impacto na infla\u00e7\u00e3o, que mant\u00e9m o ritmo de alta neste in\u00edcio de ano, e atuar fortemente sobre o c\u00e2mbio, para depreciar o d\u00f3lar.<\/p>\n<p>Anteontem, a mesa de opera\u00e7\u00f5es do Banco Central despejou US$ 1,8 bilh\u00e3o no mercado para baixar a cota\u00e7\u00e3o da moeda, que ontem caiu para R$ 1,985. O Pal\u00e1cio do Planalto esperou o retorno das f\u00e9rias do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que ocorreu ontem, para que ele desse a autoriza\u00e7\u00e3o \u00e0 estatal para anunciar a alta dos combust\u00edveis.<\/p>\n<p><strong>Filas<\/strong><br \/>\nAssim que souberam do reajuste no pre\u00e7o dos combust\u00edveis, os brasilienses promoveram uma corrida aos postos para aproveitar o pre\u00e7o antigo. O m\u00e9dico Guilherme Monte, 39 anos, gastou R$ 96 para encher o tanque com gasolina, por volta das 20h10. Descontente com o aumento, telefonou para a mulher e sugeriu que ela n\u00e3o deixasse para abastecer o ve\u00edculo nos pr\u00f3ximos dias.<\/p>\n<p>&#8220;O esfor\u00e7o do governo para conter a infla\u00e7\u00e3o vai por \u00e1gua abaixo uma vez que o custo de tudo que \u00e9 transportado e dos pr\u00f3prios fretes vai disparar. No fim das contas, sobra para o consumidor, que arca com essas eleva\u00e7\u00f5es&#8221;, comentou.<\/p>\n<p>O estudante Gabriel Kabir, 21 anos, disse que se sente lesado todas as vezes em que reajustes nos pre\u00e7os dos combust\u00edveis s\u00e3o anunciados. Ele avaliou que esse aumento representa mais um custo no or\u00e7amento das fam\u00edlias, que, neste in\u00edcio de ano, sofrem para pagar impostos e outros compromissos, como escola de filhos e material escolar. &#8220;A Petrobras se diz uma grande empresa, mas n\u00e3o produz a pr\u00f3pria gasolina. Em outros pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul, o pre\u00e7o dos combust\u00edveis \u00e9 mais barato do que no Brasil&#8221;, criticou.<\/p>\n<p>Fonte: Correio Braziliense<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O governo autorizou au\u00admento de at\u00e9 6,6% nas refi\u00adnarias. 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