{"id":21252,"date":"2013-02-06T14:01:35","date_gmt":"2013-02-06T16:01:35","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=21252"},"modified":"2013-02-06T14:01:35","modified_gmt":"2013-02-06T16:01:35","slug":"depois-da-mordaca-a-impunidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/depois-da-mordaca-a-impunidade\/","title":{"rendered":"Depois da &#8216;morda\u00e7a&#8217;, a impunidade"},"content":{"rendered":"<div class=\"mceTemp\">\n<dl id=\"attachment_21253\" class=\"wp-caption alignright\" style=\"width: 233px;\">\n<dt class=\"wp-caption-dt\"><a href=\"https:\/\/fenaprf.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/images.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-21253\" title=\"images\" src=\"https:\/\/fenaprf.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/images.jpg\" alt=\"\" width=\"223\" height=\"226\" \/><\/a><\/dt>\n<dd class=\"wp-caption-dd\"><\/dd>\n<\/dl>\n<\/div>\n<p>Contra a chamada PEC da Impunidade, enfim a sociedade organizada come\u00e7a a reagir. Depois da famosa &#8220;Lei da Morda\u00e7a ao Minist\u00e9rio P\u00fablico&#8221;, de Paulo Maluf, que est\u00e1 apenas engavetada e pode voltar a qualquer momento, temos agora a PEC 37, que quer restringir o poder de investiga\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico, e cujo autor \u00e9 o deputado federal Lourival Mendes (MA), delegado de pol\u00edcia. A PEC prop\u00f5e que qualquer investiga\u00e7\u00e3o criminal seja realizada exclusivamente pelas pol\u00edcias Federal e civis, cabendo ao Minist\u00e9rio P\u00fablico apenas o acompanhamento de cada caso. Desde que foi aprovada em dezembro na comiss\u00e3o especial, podendo ser encaminhada a qualquer momento \u00e0 vota\u00e7\u00e3o no plen\u00e1rio da C\u00e2mara Federal, a sociedade civil j\u00e1 divulgou tr\u00eas manifestos de alerta \u00e0 cidadania.<\/p>\n<p>O primeiro foi dos procuradores de S\u00e3o Paulo, um abaixo-assinado que virou o ano com 30 mil assinaturas. O segundo foi da Rede Articula\u00e7\u00e3o Brasileira contra a Corrup\u00e7\u00e3o e a Impunidade, cujas 90 entidades de combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o lan\u00e7aram uma nota de rep\u00fadio \u00e0 PEC 37. J\u00e1 a Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Procuradores da Rep\u00fablica lan\u00e7ou o seu dec\u00e1logo de conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a import\u00e2ncia do poder de investiga\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico, lembrando que o pr\u00f3prio STF j\u00e1 definiu a constitucionalidade desta sua prerrogativa. Al\u00e9m de alertar que tal exclusividade atingir\u00e1 tamb\u00e9m a Receita Federal, a CGU, o Coaf, a Previd\u00eancia Social, o Ibama, a CVM e outros \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o e controle que tamb\u00e9m poder\u00e3o ter suas fun\u00e7\u00f5es investigat\u00f3rias questionadas.<\/p>\n<p>Junte-se a isto que nem todos os setores da pr\u00f3pria pol\u00edcia apoiam a PEC 37, como, por exemplo, a Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Policiais Federais, que fez quest\u00e3o de assinar o dec\u00e1logo do Minist\u00e9rio P\u00fablico, com o entendimento de que seu enfraquecimento \u00e9 um grande retrocesso. E assim tamb\u00e9m entendem as associa\u00e7\u00f5es dos magistrados brasileiros e dos ju\u00edzes federais.<\/p>\n<p>O que se questiona, portanto, n\u00e3o \u00e9 o modelo do procedimento investigat\u00f3rio que deve mesmo ser seguido das institui\u00e7\u00f5es policiais. Mas da\u00ed, tratar toda e qualquer investiga\u00e7\u00e3o como fun\u00e7\u00e3o exclusiva da pol\u00edcia vai uma longa dist\u00e2ncia. Porque nada que \u00e9 exclusivo numa democracia \u00e9 bom para os cidad\u00e3os. Basta lembrar o caso recente da queda de bra\u00e7o entre o Conselho Nacional de Justi\u00e7a e as corregedorias dos tribunais, quando se pacificou no pr\u00f3prio STF que o poder de um \u00f3rg\u00e3o n\u00e3o extingue o do outro. Na verdade, eles se complementam.<\/p>\n<p>Fonte: O Globo<br \/>\nAutor: Jorge Maranh\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Contra a chamada PEC da Impunidade, enfim a sociedade organizada come\u00e7a a reagir. 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