{"id":21936,"date":"2013-03-18T15:47:36","date_gmt":"2013-03-18T18:47:36","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=21936"},"modified":"2013-03-18T15:47:36","modified_gmt":"2013-03-18T18:47:36","slug":"profissao-policial-a-distancia-segura-a-se-manter","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/profissao-policial-a-distancia-segura-a-se-manter\/","title":{"rendered":"Profiss\u00e3o policial: a dist\u00e2ncia segura a se manter"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 caracter\u00edstica da profiss\u00e3o policial o desgaste psicol\u00f3gico: de certa forma, assumimos responsabilidades sobre as preocupa\u00e7\u00f5es alheias, tentando mediar incapacidades individuais e coletivas que ao cidad\u00e3o comum s\u00e3o apenas \u201cum problema dos outros\u201d. Tamb\u00e9m estamos inseridos em uma complexa teia pol\u00edtica, pois seguran\u00e7a p\u00fablica \u00e9 um insumo de poder, com consequ\u00eancias jur\u00eddico-eleitorais que tornam at\u00e9 mesmo o policial da base hier\u00e1rquica um significativo influenciador.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 isto: tamb\u00e9m corremos risco de vida nas ruas, vivendo sob a expectativa de uma injusta rea\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de termos, em troca de todo este cotidiano embara\u00e7oso, restri\u00e7\u00f5es no conv\u00edvio com amigos e familiares, j\u00e1 que o servi\u00e7o policial \u00e9 ininterrupto, exigindo que haja policiamento nas ruas todos os dias e todas as horas.<\/p>\n<p>Neste contexto \u00e9 natural perceber-se duas posturas extremas frente a estes desafios. A completa tentativa de fuga do que se relacione com as miss\u00f5es policiais ou a imers\u00e3o exagerada na pr\u00e1tica policial, em substitui\u00e7\u00e3o at\u00e9 mesmo \u00e0s dimens\u00f5es afetivo-particulares dos indiv\u00edduos-policiais.<\/p>\n<p>No primeiro caso, o policial passa a recha\u00e7ar qualquer relacionamento com a profiss\u00e3o que abra\u00e7ou, chegando inclusive a boicotar obriga\u00e7\u00f5es legais que lhe s\u00e3o atribu\u00eddas. Sentindo-se pressionado pelas exig\u00eancias da atividade policial, acaba reagindo como se o mais leve encargo fosse um fardo insustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m aquele que permite a inunda\u00e7\u00e3o de sua vida particular pela profiss\u00e3o, abdicando de elementos afetivos e individuais, \u00e0s vezes obrigando que pessoas pr\u00f3ximas sejam submetidas ao mesmo contexto. A vida social \u00e9 anulada, toda divers\u00e3o \u00e9 profissional e as ambi\u00e7\u00f5es pessoais se limitam (\u00e0s vezes compulsivamente) ao sucesso na carreira.<\/p>\n<p>Provavelmente o leitor percebera o quanto s\u00e3o nocivos ambos os extremos, que lesionam ou a fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica ou o indiv\u00edduo, que, lesionado, dificilmente desenvolver\u00e1 adequadamente seu of\u00edcio \u2013 vide o caso de quem acha que sua rela\u00e7\u00e3o apaixonada com a profiss\u00e3o deve pautar a pr\u00e1tica de colegas policiais. Dedicar-se e exercer com excel\u00eancia a fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica, sim, mas sem ferir a dimens\u00e3o individual de cada um, necess\u00e1ria para a razoabilidade das atitudes de qualquer ser humano.<\/p>\n<p><strong>Autor:\u00a0Danillo Ferreira<\/strong>\u00a0<em>&#8211; Tenente da Pol\u00edcia Militar da Bahia, associado ao F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica e graduando em Filosofia pela UEFS-BA.<\/em><\/p>\n<p><em><\/em>Fonte: Abordagem Policial<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 caracter\u00edstica da profiss\u00e3o policial o desgaste psicol\u00f3gico: de certa forma, assumimos responsabilidades sobre as preocupa\u00e7\u00f5es alheias, tentando mediar incapacidades<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":9091,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[9],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21936"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21936"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21936\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21936"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21936"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21936"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}