{"id":22592,"date":"2013-04-12T17:43:54","date_gmt":"2013-04-12T20:43:54","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=22592"},"modified":"2013-04-12T17:43:54","modified_gmt":"2013-04-12T20:43:54","slug":"nao-ha-prazo-para-resgatar-dinheiro-depositado-em-banco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/nao-ha-prazo-para-resgatar-dinheiro-depositado-em-banco\/","title":{"rendered":"N\u00e3o h\u00e1 prazo para resgatar dinheiro depositado em banco"},"content":{"rendered":"<div class=\"mceTemp\">\n<dl class=\"wp-caption alignright\" style=\"width: 310px;\">\n<dt class=\"wp-caption-dt\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/portal.trf1.jus.br\/data\/files\/DF\/73\/6A\/58\/F6FFD310B41DFDD3942809C2\/dinheiro.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"202\" \/><\/dt>\n<dd class=\"wp-caption-dd\"><\/dd>\n<\/dl>\n<\/div>\n<p>Mesmo com as trocas de moedas e com o passar dos anos, o dinheiro depositado em banco n\u00e3o perde o valor, e pode ser resgatado, com a devida corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria. Esse foi o tema de um julgamento realizado pela 5.\u00aa Turma do TRF da 1.\u00aa Regi\u00e3o, que negou provimento a um recurso da Caixa Econ\u00f4mica Federal (CEF).<\/p>\n<p>De acordo com a CEF, estaria prescrita a pretens\u00e3o da autora que reclamava a aplica\u00e7\u00e3o de valor referente hoje a R$1 mil, feito em \u201cdep\u00f3sito popular\u201d em 1954. A CEF tamb\u00e9m argumentou que as altera\u00e7\u00f5es no sistema monet\u00e1rio teriam zerado o saldo da conta. E anda, que uma circular do Banco Central de 1997 determinava que contas n\u00e3o recadastradas at\u00e9 2002 seriam recolhidas ao Tesouro Nacional como receita or\u00e7ament\u00e1ria.<\/p>\n<p>Ao analisar o recurso, o relator, desembargador federal Jo\u00e3o Batista Moreira, argumentou que a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a entende ser imprescrit\u00edvel a\u00e7\u00e3o para reclamar cr\u00e9ditos depositados em poupan\u00e7a. Portanto, diante dos documentos que comprovam a aplica\u00e7\u00e3o, cabe \u00e0 institui\u00e7\u00e3o financeira restituir ao titular da conta o valor existente, devidamente corrigido, sob pena de enriquecimento il\u00edcito, tendo em vista que a institui\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria se beneficiou dos rendimentos ao longo do tempo. (REsp 726.304\/RS, Rel. Ministro Carlos Alberto Menezes Direito, Terceira Turma, DJ de 02\/04\/2007, p. 266.)<\/p>\n<p>O magistrado tamb\u00e9m se baseou em jurisprud\u00eancia do pr\u00f3prio TRF da 1\u00aa Regi\u00e3o para informar que \u201ca Lei 9.526\/97 passou por cima de princ\u00edpios constitucionais ao determinar que os saldos n\u00e3o reclamados seriam recolhidos ao Banco Central do Brasil, com a extin\u00e7\u00e3o dos contratos de dep\u00f3sitos correspondentes na data do recolhimento e posterior repasse ao Tesouro Nacional sob dom\u00ednio da Uni\u00e3o, se n\u00e3o contestados\u201d. (200238000555490, Juiz Federal Convocado \u00c1vio Mozar Jos\u00e9 Ferraz de Novaes, Quinta Turma, DJ de 24\/08\/2007).<\/p>\n<p>Por fim, lembrou o relator que os dep\u00f3sitos efetuados nas contas populares n\u00e3o podem ser prejudicados por legisla\u00e7\u00e3o posterior porque, do contr\u00e1rio, s\u00e3o atingidos atos jur\u00eddicos perfeitos, de modo que devem ser adequados \u00e0s normas vigentes a cada \u00e9poca.<\/p>\n<p>A 5.\u00aa Turma do TRF da 1\u00aa Regi\u00e3o, por unanimidade, acompanhou o relator negando provimento ao recurso da Caixa Econ\u00f4mica Federal.<\/p>\n<p>Processo n.\u00ba: 0004492-35.2008.4.01.3801<\/p>\n<p>Data da publica\u00e7\u00e3o: 11\/03\/13<br \/>\nData do julgamento: 27\/02\/13<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/portal.trf1.jus.br\/portaltrf1\/comunicacao-social\/imprensa\/noticias\/nao-ha-prazo-para-resgatar-dinheiro-depositado-em-banco.htm\" target=\"_blank\">TRF1<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo com as trocas de moedas e com o passar dos anos, o dinheiro depositado em banco n\u00e3o perde o<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":9712,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3,8],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22592"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22592"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22592\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22592"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22592"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22592"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}