{"id":22945,"date":"2013-04-30T19:56:57","date_gmt":"2013-04-30T22:56:57","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=22945"},"modified":"2013-04-30T19:56:57","modified_gmt":"2013-04-30T22:56:57","slug":"maioria-no-stf-quer-ministerio-publico-seguindo-regras-para-investigar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/maioria-no-stf-quer-ministerio-publico-seguindo-regras-para-investigar\/","title":{"rendered":"Maioria no STF quer Minist\u00e9rio P\u00fablico seguindo regras para investigar"},"content":{"rendered":"<p>Antes de chegar ao Congresso Nacional, a discuss\u00e3o sobre os poderes de investiga\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico j\u00e1 havia come\u00e7ado no Judici\u00e1rio. O assunto \u00e9 tema de pelo menos 30 processos no Supremo Tribunal Federal (STF), que ainda n\u00e3o se manifestou definitivamente. Ao menos sete ministros das forma\u00e7\u00f5es mais recentes do Tribunal votaram a favor do Minist\u00e9rio P\u00fablico, mas defenderam regras mais claras nas apura\u00e7\u00f5es, em maior ou menor escala.<\/p>\n<p>S\u00e3o eles Cezar Peluso, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Celso de Mello e C\u00e1rmen L\u00facia. Mesmo entendendo que o Minist\u00e9rio P\u00fablico n\u00e3o pode presidir inqu\u00e9ritos, Joaquim Barbosa e Carlos Ayres Britto n\u00e3o mencionaram imposi\u00e7\u00e3o de regras. J\u00e1 Marco Aur\u00e9lio Mello defende que a apura\u00e7\u00e3o criminal \u00e9 atividade privativa das pol\u00edcias. Cezar Peluso e Ayres Britto se aposentaram no segundo semestre de 2012.<\/p>\n<p>A maioria dos ministros quer que o MP siga as mesmas regras do inqu\u00e9rito policial, com supervis\u00e3o do Judici\u00e1rio e publicidade de informa\u00e7\u00f5es aos acusados. Alguns limitaram a \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o do MP aos crimes cometidos por integrantes da pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o e por agentes policiais, crimes contra a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica ou ainda se a pol\u00edcia deixar de agir. Parte dos ministros defende que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio acionar as pol\u00edcias quando as acusa\u00e7\u00f5es derivarem de dados concretos de \u00f3rg\u00e3os administrativos ou de controle, como fraudes previdenci\u00e1rias ou tribut\u00e1rias.<\/p>\n<p>\u201cReafirmo que \u00e9 leg\u00edtimo o exerc\u00edcio do poder de investigar por parte do Minist\u00e9rio P\u00fablico, por\u00e9m, essa atua\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser exercida de forma ampla e irrestrita, sem qualquer controle, sob pena de agredir, inevitavelmente, direitos fundamentais\u201d, defendeu Gilmar Mendes. Em mobiliza\u00e7\u00e3o recente contra a PEC 37, Ayres Britto disse que subtrair o poder investigativo do Minist\u00e9rio P\u00fablico \u00e9 uma \u201checatombe jur\u00eddica\u201d, mas que a institui\u00e7\u00e3o precisa seguir regras \u201cpara n\u00e3o ser ref\u00e9m de si mesma&#8221; e &#8220;evitar arb\u00edtrios\u201d.<\/p>\n<p>O STF registra pelo menos 100 a\u00e7\u00f5es em tribunais de todo o pa\u00eds questionando a investiga\u00e7\u00e3o promovida pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico. Elas est\u00e3o suspensas, aguardando a palavra final da Corte. Defensores da PEC 37 argumentam que o texto atual da proposta valida as apura\u00e7\u00f5es feitas at\u00e9 agora, eliminando esses questionamentos judiciais e evitando prescri\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Ju\u00edzes Federais do Brasil, Nino Toldo, diz que a maioria dos associados j\u00e1 se manifestou favoravelmente ao poder de investiga\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico. Para a Associa\u00e7\u00e3o dos Magistrados Brasileiros (AMB), o \u00f3rg\u00e3o n\u00e3o pode deixar de investigar, especialmente quando os criminosos dificultam o trabalho da pol\u00edcia ou est\u00e3o dentro da pr\u00f3pria corpora\u00e7\u00e3o. \u201cUm Minist\u00e9rio P\u00fablico im\u00f3vel dentro do processo, que n\u00e3o pode investigar, \u00e9 contram\u00e3o da hist\u00f3ria mundial\u201d, avalia o presidente da AMB, Nelson Calandra.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antes de chegar ao Congresso Nacional, a discuss\u00e3o sobre os poderes de investiga\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico j\u00e1 havia come\u00e7ado no<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":19429,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22945"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22945"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22945\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22945"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22945"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22945"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}