{"id":23688,"date":"2013-05-31T18:00:03","date_gmt":"2013-05-31T21:00:03","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=23688"},"modified":"2013-05-31T18:00:03","modified_gmt":"2013-05-31T21:00:03","slug":"medicamento-de-referencia-ja-e-mais-barato-que-generico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/medicamento-de-referencia-ja-e-mais-barato-que-generico\/","title":{"rendered":"Medicamento de refer\u00eancia j\u00e1 \u00e9 mais barato que gen\u00e9rico"},"content":{"rendered":"<p>O ritmo de vendas de medicamentos gen\u00e9ricos est\u00e1 mais lento. Apesar do crescimento de vendas m\u00eas a m\u00eas desse tipo de rem\u00e9dio, o movimento de expans\u00e3o acelerado, observado sobretudo entre 2010 e 2011, quando importantes patentes expiraram, perdeu for\u00e7a. Isso n\u00e3o significa, contudo, que o setor est\u00e1 em crise. O pisca alerta foi ligado e os laborat\u00f3rios tentam descobrir caminhos para continuar avan\u00e7ando acima de dois d\u00edgitos<\/p>\n<p>Em abril, as vendas de gen\u00e9ricos alcan\u00e7aram 65,321 milh\u00f5es de unidades, alta de 26% sobre igual per\u00edodo do ano passado, de acordo com dados obtidos pelo Valor com fontes do setor. Em receita, os gen\u00e9ricos atingiram US$ 570,5 milh\u00f5es, aumento de 23% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano passado.<\/p>\n<p>Quando se analisa os dados consolidados do ano at\u00e9 abril, h\u00e1 uma ligeira retra\u00e7\u00e3o de crescimento. De janeiro a abril, as vendas desse tipo de medicamento somaram 242,2 milh\u00f5es de unidades, 18% de eleva\u00e7\u00e3o sobre os primeiros quatro meses do ano passado. Em receita, totalizou US$ 2,044 bilh\u00f5es, alta de 12% sobre o mesmo per\u00edodo de 2012.<\/p>\n<p>A eleva\u00e7\u00e3o dos custos de produ\u00e7\u00e3o e a consequente queda das margens levaram algumas ind\u00fastrias a reduzir os descontos concedidos nos medicamentos. Por lei, os gen\u00e9ricos s\u00e3o 35% mais baratos que os de refer\u00eancia. Mas a m\u00e9dia de descontos sobre esses produtos superava os 50%. As ind\u00fastrias acreditam que o mercado de gen\u00e9ricos continuar\u00e1 firme, mas n\u00e3o com o mesmo f\u00f4lego dos \u00faltimos meses.<\/p>\n<p>Com as margens mais apertadas, muitas ind\u00fastrias passaram a rever suas estrat\u00e9gias agressivas de descontos. Na pr\u00e1tica, alguns medicamentos de refer\u00eancia e os similares j\u00e1 est\u00e3o at\u00e9 mais baratos que seus gen\u00e9ricos.<\/p>\n<p>Levantamento do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), feito no in\u00edcio de abril, mostra que alguns gen\u00e9ricos est\u00e3o mais caros do que os produtos de refer\u00eancia. Casos do omeprazol, que est\u00e1 cotado a R$ 66,40 no mercado (20 mg com 28 c\u00e1psulas), enquanto o seu similar (marca Peprazol) sai a R$ 64,57. O azitromicina (500 mg com dois comprimidos) sai a R$ 20,31, enquanto o de refer\u00eancia (Zitromax) est\u00e1 R$ 20,31. O cloridrato de sertalina (50 mg com 38 comprimidos) sai a R$ 65,62, enquanto o Zoloft (refer\u00eancia) est\u00e1 R$ 64,67.<\/p>\n<p>No in\u00edcio de abril, a resolu\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara de Regula\u00e7\u00e3o do Mercado de Medicamentos (Cmed), publicada no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o, autorizou reajuste de at\u00e9 6,31% nos pre\u00e7os dos rem\u00e9dios. As ind\u00fastrias farmac\u00eauticas consideraram o \u00edndice baixo e alegaram que o reajuste n\u00e3o rep\u00f5e o aumento de custos de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Idec discorda da reclama\u00e7\u00e3o dos laborat\u00f3rios. Uma pesquisa sobre pre\u00e7os de medicamentos, realizada pelo instituto em fevereiro, apontou que 65% dos 40 produtos analisados (refer\u00eancia, gen\u00e9rico e similar) apresentaram o pre\u00e7o m\u00e9dio com reajuste em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mesma pesquisa de 2009. Nesse per\u00edodo, 13 produtos (32,5%) ficaram acima da infla\u00e7\u00e3o acumulada medida pelo IPCA. Para uma infla\u00e7\u00e3o no per\u00edodo de 25%, os rem\u00e9dios estavam entre 26% e 52% mais caros. E 14 medicamentos (35% da amostra) registraram queda no pre\u00e7o m\u00e9dio (entre -3% e -64%). Ainda de acordo com o Idec, o pre\u00e7o teto da pol\u00edtica de regula\u00e7\u00e3o est\u00e1 elevado, distante do que \u00e9 praticado pelo mercado.<\/p>\n<p>Fonte: Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ritmo de vendas de medicamentos gen\u00e9ricos est\u00e1 mais lento. 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