{"id":23915,"date":"2013-06-13T11:35:51","date_gmt":"2013-06-13T14:35:51","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=23915"},"modified":"2013-06-13T11:35:51","modified_gmt":"2013-06-13T14:35:51","slug":"rio-de-janeiro-violencia-no-transito-com-morte-valor-perdido-chega-a-r-800-mil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/rio-de-janeiro-violencia-no-transito-com-morte-valor-perdido-chega-a-r-800-mil\/","title":{"rendered":"Rio de Janeiro: Viol\u00eancia no tr\u00e2nsito: com morte, valor perdido chega a R$ 800 mil"},"content":{"rendered":"<p>Na \u00e9poca, foram considerados nove itens, como custos m\u00e9dico hospitalares, seguro, despesas com funerais e a perda de rendimento futuro das v\u00edtimas, em caso de mortes (R$ 374 mil). Com rela\u00e7\u00e3o aos feridos, o estudo de 2004 levava em conta as despesas com seguro, servi\u00e7o de atendimento de emerg\u00eancia e at\u00e9 mesmo os custos com congestionamentos e danos ao patrim\u00f4nio p\u00fablico e aos autom\u00f3veis (R$ 90 mil). Para Erivelton Pires Guedes, t\u00e9cnico pesquisa do Ipea, h\u00e1 outras vari\u00e1veis que precisam ser inclu\u00eddas nos custos atuais:<\/p>\n<p>\u2014 Estamos fazendo n\u00e3o s\u00f3 a atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, como tamb\u00e9m incorporando outras vari\u00e1veis. Por exemplo, temos notado um aumento consider\u00e1vel de acidentes envolvendo motociclistas. Muitos morrem, e outros ficam sequelados. O sequelado grave tem um custo muito elevado para a sociedade, porque envolve a recupera\u00e7\u00e3o dessa v\u00edtima ou mesmo a aposentadoria precoce. Hoje temos motociclistas jovens j\u00e1 aposentados.<\/p>\n<p>Uma avenida de risco<\/p>\n<p>Muitos dos ferimentos causados pelos acidentes, como um todo, est\u00e3o concentrados na cabe\u00e7a e pesco\u00e7o (51%). Cerca de 15% est\u00e3o concentrados nos \u00f3rg\u00e3os superiores, e 18% nos \u00f3rg\u00e3os inferiores, conforme dados do Dnit. Al\u00e9m dos acidentes de moto, os atropelamentos s\u00e3o considerados eventos com alta probabilidade de causar les\u00f5es graves nas v\u00edtimas.<\/p>\n<p>E no Rio, a Avenida Presidente Vargas, no Centro, \u00e9 a via mais perigosa da cidade, segundo um c\u00e1lculo da Cet-Rio, que leva em conta o n\u00famero de v\u00edtimas por quil\u00f4metro. No ano passado, a taxa de acidentes na via chegou a 28,6 casos por quil\u00f4metro, maior at\u00e9 mesmo que o identificado na Avenida Brasil (11,5).<\/p>\n<p>E o problema se concentra muito na altura da Central do Brasil, onde desde abril do ano passado a Cet-Rio instalou grades, criando novos percursos para os pedestres. Muitos simplesmente ignoram as barreiras e se arriscam em meios aos carros. Uma equipe do GLOBO foi ao local e identificou as rotas criadas pelos pedestres.<\/p>\n<p>Foi poss\u00edvel constatar que aqueles que descem dos \u00f4nibus, no sentido Candel\u00e1ria, criaram 14 percursos alternativos. Para isso, eles pulam as grades ou abrem passagem pelos cabos de a\u00e7o, atravessando a via fora da faixa. Isso porque o sistema criado pela prefeitura instituiu apenas dois pontos de travessia. Um no sinal na altura da Rua General Caldwell e outro em frente ao Campo de Santana.<\/p>\n<p>No ponto de \u00f4nibus mais pr\u00f3ximo da General Caldwell, o pedestre precisa caminhar cerca de 52 metros para chegar \u00e0 faixa de travessia. Se descer no segundo ponto e preferir seguir at\u00e9 a passagem na altura do Campo de Santana, ter\u00e1 que caminhar 140 metros. N\u00e3o \u00e9 muito, mas o suficiente para v\u00e1rias pessoas preferirem o caminho mais curto: pulando a grade de divis\u00e3o da Presidente Vargas.<\/p>\n<p>O GLOBO tamb\u00e9m testou o tempo de travessia dos pedestres nos dois pontos institu\u00eddos pela prefeitura. Sem correr, o pedestre n\u00e3o consegue chegar ao outro lado da Presidente Vargas, no sinais de travessia na Rua General Caldwell, sentido Central. Em 34 segundos, os sinais na Presidente Vargas, sentido Pra\u00e7a da Bandeira, se fecham para pedestre. J\u00e1 no sinal do Campo de Santana, sentido Central, \u00e9 poss\u00edvel fazer a travessia em 50 segundos. No sentido inverso n\u00e3o d\u00e1 tempo, pois os sinais se fecham para os pedestres em 43 segundos.<\/p>\n<p>\u2014 Completamos um ano do novo sistema, e os resultados se mostraram bastante significativos na redu\u00e7\u00e3o de atropelamentos. Est\u00e1 o ideal? N\u00e3o. A desobedi\u00eancia do pedestre tem levado a uma situa\u00e7\u00e3o de risco extremo. Em um ano, identificamos a necessidade de intensificar a campanha l\u00e1, melhorar a sinaliza\u00e7\u00e3o. Talvez esteja havendo pouca comunica\u00e7\u00e3o com o pedestre. Temos que informar os caminhos e os benef\u00edcios que eles ter\u00e3o obedecendo as novas regras \u2014 diz Ricardo Lemos, coordenador de desenvolvimento da Cet-Rio.<\/p>\n<p>Fonte: O Globo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na \u00e9poca, foram considerados nove itens, como custos m\u00e9dico hospitalares, seguro, despesas com funerais e a perda de rendimento futuro<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":20931,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23915"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23915"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23915\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23915"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23915"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23915"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}