{"id":24806,"date":"2013-07-18T17:05:48","date_gmt":"2013-07-18T20:05:48","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=24806"},"modified":"2013-07-18T17:05:48","modified_gmt":"2013-07-18T20:05:48","slug":"crime-de-feminicidio-podera-ser-incluido-no-codigo-penal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/crime-de-feminicidio-podera-ser-incluido-no-codigo-penal\/","title":{"rendered":"Crime de feminic\u00eddio poder\u00e1 ser inclu\u00eddo no C\u00f3digo Penal"},"content":{"rendered":"<p>O C\u00f3digo Penal (Decreto-Lei n\u00ba 2.848\/1940) poder\u00e1 contar com mais uma forma qualificada de homic\u00eddio: o feminic\u00eddio. A pena sugerida para o crime \u2013 conceituado como \u201cforma extrema de viol\u00eancia de g\u00eanero que resulta na morte da mulher\u201d \u2013 \u00e9 de reclus\u00e3o de 12 a 30 anos.<\/p>\n<p>A tipifica\u00e7\u00e3o especial para o delito foi recomendada pela Comiss\u00e3o Parlamentar Mista de Inqu\u00e9rito (CPMI) da Viol\u00eancia contra a Mulher e est\u00e1 prevista no projeto de lei do Senado (PLS 292\/2013), proposto no relat\u00f3rio final da CPI. O projeto tamb\u00e9m deixa claro que a aplica\u00e7\u00e3o da pena do feminic\u00eddio n\u00e3o elimina puni\u00e7\u00f5es por demais crimes a ele associados, como estupro.<\/p>\n<p>Circunst\u00e2ncias<\/p>\n<p>O PLS 292\/2013 estabelece tr\u00eas circunst\u00e2ncias para caracterizar o feminic\u00eddio, pass\u00edveis de ocorrer de forma isolada ou cumulativamente. Em primeiro lugar, a rela\u00e7\u00e3o \u00edntima de afeto ou parentesco \u2013 por afinidade ou consaguinidade \u2013 entre v\u00edtima e agressor, seja no presente ou no passado. Outra hip\u00f3tese \u00e9 a pr\u00e1tica de qualquer tipo de viol\u00eancia sexual contra a v\u00edtima, antes ou ap\u00f3s sua morte. Por fim, a mutila\u00e7\u00e3o ou desfigura\u00e7\u00e3o da v\u00edtima, antes ou ap\u00f3s sua morte.<\/p>\n<p>Ao justificar a proposta, a CPMI registrou o assassinato de 43,7 mil mulheres no pa\u00eds entre 2000 e 2010, 41% delas mortas em suas pr\u00f3prias casas, muitas por companheiros ou ex-companheiros. O aumento de 2,3 para 4,6 assassinatos por 100 mil mulheres entre 1980 e 2010 colocou o Brasil na s\u00e9tima posi\u00e7\u00e3o mundial de assassinatos de mulheres.<\/p>\n<p>Impunidade<\/p>\n<p>Relatada pela senadora Ana Rita (PT-ES), a CPMI tamb\u00e9m avaliou a aprova\u00e7\u00e3o da Lei Maria da Penha (Lei n\u00ba 11.340\/2006) como um ponto de partida, e n\u00e3o de chegada, no combate \u00e0 viol\u00eancia contra a mulher. Da\u00ed a defesa da inclus\u00e3o do feminic\u00eddio no C\u00f3digo Penal, em sintonia com recomenda\u00e7\u00e3o recente da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidos (ONU).<\/p>\n<p>\u201cA import\u00e2ncia de tipificar o feminic\u00eddio \u00e9 reconhecer, na forma da lei, que mulheres est\u00e3o sendo mortas pela raz\u00e3o de serem mulheres, expondo a fratura da desigualdade de g\u00eanero que persiste em nossa sociedade, e \u00e9 social, por combater a impunidade, evitando que feminicidas sejam beneficiados por interpreta\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas anacr\u00f4nica e moralmente inaceit\u00e1veis, como o de terem cometido \u201ccrime passional\u201d, como \u00e9 observado na justifica\u00e7\u00e3o do PLS 292\/2013.<\/p>\n<p>Fonte: Senado Federal<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O C\u00f3digo Penal (Decreto-Lei n\u00ba 2.848\/1940) poder\u00e1 contar com mais uma forma qualificada de homic\u00eddio: o feminic\u00eddio. A pena sugerida<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":8502,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24806"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24806"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24806\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24806"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24806"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24806"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}