{"id":26429,"date":"2013-09-21T22:00:41","date_gmt":"2013-09-22T01:00:41","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=26429"},"modified":"2013-09-21T22:00:41","modified_gmt":"2013-09-22T01:00:41","slug":"mapa-do-crack-da-a-medida-da-tragedia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/mapa-do-crack-da-a-medida-da-tragedia\/","title":{"rendered":"Mapa do crack d\u00e1 a medida da trag\u00e9dia"},"content":{"rendered":"<p>Talvez seja exagero afirmar que o crack \u00e9 a grande trag\u00e9dia da atualidade. Mas, se n\u00e3o admite a exclusividade, a pedra maldita disputa o p\u00f3dio com boas chances de vit\u00f3ria. Pesquisa in\u00e9dita da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) encomendada pela Secretaria de Pol\u00edticas sobre Drogas (Senad) apresenta informa\u00e7\u00f5es esclarecedoras. Bem aproveitadas, poder\u00e3o servir de orienta\u00e7\u00e3o para iniciativas aptas a dar respostas ao desafio que cresce ano ap\u00f3s ano.<\/p>\n<p>O levantamento \u2014 feito com base em dados coletados em 2012 com 25 mil pessoas \u2014 era aguardado por especialistas h\u00e1 mais de um ano. Os dados jogam luz sobre quest\u00e3o que n\u00e3o pode mais ser mantida em segundo plano. As capitais dos estados e o Distrito Federal concentram 370 mil dependentes de crack e subst\u00e2ncias similares (pasta base, merla e oxi). Estima-se que o n\u00famero ultrapasse 700 mil quando somado aos consumidores do interior \u2014 exclu\u00eddos do estudo ora divulgado.<\/p>\n<p>Entre a comunidade de cerca de 1 milh\u00e3o de viciados em drogas il\u00edcitas na \u00e1rea coberta pela pesquisa, h\u00e1 sens\u00edvel prefer\u00eancia pelo crack \u2014 nada menos de 35%. Em outras palavras: um em cada tr\u00eas dependentes fuma o derivado da coca\u00edna. A maior parte se encontra no Nordeste (38,7%). O Sudeste fica com o segundo lugar (29,6%). Seguem-nos Centro-Oeste (13,3%), Sul (9,7%) e Norte (8,6%).<\/p>\n<p>Outro levantamento \u2014 feito entre 2011 e junho de 2013 \u2014 tra\u00e7a o perfil do usu\u00e1rio: 78,7% do total s\u00e3o homens. Deles, 80% n\u00e3o s\u00e3o brancos. Mais da metade (55%) interromperam os estudos entre a 4\u00aa e a 8\u00aa s\u00e9rie do ensino fundamental. Mais: 14% s\u00e3o crian\u00e7as e adolescentes \u2014 o que equivale a 50 mil. O Nordeste mant\u00e9m a dianteira, com 18,9%. Centro-Oeste (11,7%), Sudeste (11,5%), Norte (9%) e Sul (8,1%) aparecem na sequ\u00eancia.<\/p>\n<p>Conhecidos os efeitos devastadores da subst\u00e2ncia sobre o organismo, os n\u00fameros representam peso substantivo para a sa\u00fade p\u00fablica. Tratar a multid\u00e3o de drogados que povoa as cracol\u00e2ndias das grandes cidades brasileiras exige abordagem hol\u00edstica. Assistentes sociais, m\u00e9dicos, psic\u00f3logos, enfermeiros, policiais precisam de preparo especial para atender a clientela especial que difere da que padece de outras enfermidades.<\/p>\n<p>Apesar da calamidade que se alastra Brasil afora, anda devagar o programa Crack, \u00c9 Poss\u00edvel Vencer, lan\u00e7ado no fim de 2011 com status de prioridade do governo. Dos R$ 4 bilh\u00f5es prometidos at\u00e9 2014, s\u00f3 R$ 1,6 bilh\u00e3o foi empenhado. O ministro da Justi\u00e7a, Jos\u00e9 Eduardo Cardozo, reconheceu a import\u00e2ncia de apressar tr\u00eas passos. Um: o refor\u00e7o da pol\u00edtica de integra\u00e7\u00e3o para a preven\u00e7\u00e3o do uso da droga. Outro: o cuidado com dependentes. O \u00faltimo: o enfrentamento do tr\u00e1fico. Diagn\u00f3stico conhecido, o Brasil espera que se avie a receita \u2014 passar das palavras para a a\u00e7\u00e3o. Discurso, vale lembrar, n\u00e3o previne nem salva vidas.<\/p>\n<p>Fonte: Correio Braziliense<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Talvez seja exagero afirmar que o crack \u00e9 a grande trag\u00e9dia da atualidade. 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