{"id":26554,"date":"2013-09-25T11:56:34","date_gmt":"2013-09-25T14:56:34","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=26554"},"modified":"2013-09-25T11:56:34","modified_gmt":"2013-09-25T14:56:34","slug":"norma-sobre-atribuicao-para-conduzir-investigacao-criminal-e-contestada-em-adi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/norma-sobre-atribuicao-para-conduzir-investigacao-criminal-e-contestada-em-adi\/","title":{"rendered":"Norma sobre atribui\u00e7\u00e3o para conduzir investiga\u00e7\u00e3o criminal \u00e9 contestada em ADI"},"content":{"rendered":"<p>A Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica (PGR), ingressou com a A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5043, com pedido de liminar, para impugnar dispositivo da Lei federal 12.830\/2013 que confere ao delegado de pol\u00edcia a atribui\u00e7\u00e3o de conduzir investiga\u00e7\u00e3o criminal por inqu\u00e9rito policial ou outro procedimento legal. De acordo com a PGR, o artigo 2\u00ba, par\u00e1grafo 1\u00ba, da lei induz \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o de que a condu\u00e7\u00e3o de qualquer procedimento investigat\u00f3rio de natureza criminal ser\u00e1 atribui\u00e7\u00e3o exclusiva daquela autoridade policial.<\/p>\n<p>A PGR sustenta que a regra prevista na lei contraria o artigo 129 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, que trata das fun\u00e7\u00f5es institucionais do Minist\u00e9rio P\u00fablico (MP), destacando que grande parte da doutrina v\u00ea, no inciso VI desse dispositivo, \u201ccl\u00e1usula expressa de autoriza\u00e7\u00e3o para o MP realizar diretamente investiga\u00e7\u00f5es criminais preliminares\u201d.<\/p>\n<p>A Procuradoria argumenta que, apesar de o inqu\u00e9rito policial ser instrumento privativo da pol\u00edcia, h\u00e1 outras formas de investiga\u00e7\u00e3o realizadas por \u00f3rg\u00e3os e institui\u00e7\u00f5es, com autoriza\u00e7\u00e3o legal e constitucional, que n\u00e3o se formalizam em inqu\u00e9rito policial. Cita como exemplos o poder de investiga\u00e7\u00e3o da Receita Federal em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sonega\u00e7\u00e3o fiscal, o do Judici\u00e1rio nos crimes praticados por magistrados e o do Minist\u00e9rio P\u00fablico da Uni\u00e3o (MPU), nos crimes praticados por seus membros.<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o ressalta tamb\u00e9m que, no contexto de protagonismo dos direitos humanos, no qual se insere a Constitui\u00e7\u00e3o brasileira, n\u00e3o \u00e9 razo\u00e1vel conferir a exclusividade da investiga\u00e7\u00e3o a um \u00fanico \u00f3rg\u00e3o ou institui\u00e7\u00e3o. \u201cSe h\u00e1 um direito da v\u00edtima \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o, \u00e9 preciso que o Estado disponha de um conjunto de instrumentos que de fato a viabilizem. O monop\u00f3lio da investiga\u00e7\u00e3o por um \u00fanico \u00f3rg\u00e3o est\u00e1 na contram\u00e3o do Direito\u201d, diz a a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A Procuradoria alega, ainda, que se a Constitui\u00e7\u00e3o Federal n\u00e3o atribui exclusivamente \u00e0 Pol\u00edcia o poder de investiga\u00e7\u00e3o, n\u00e3o seria compat\u00edvel com seus preceitos norma que permita interpreta\u00e7\u00e3o de que cabe apenas aos delegados a condu\u00e7\u00e3o de qualquer procedimento investigat\u00f3rio criminal.<\/p>\n<p>A PGR considera que a suspens\u00e3o liminar do dispositivo \u00e9 necess\u00e1ria, pois, sem essa provid\u00eancia \u201co curso de investiga\u00e7\u00f5es criminais j\u00e1 iniciadas por membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico poder\u00e1 ser prejudicado e a inaugura\u00e7\u00e3o de novos procedimentos investigat\u00f3rios poder\u00e1 ser impedida, o que gera enorme inseguran\u00e7a jur\u00eddica e preju\u00edzo \u00e0 sociedade\u201d, aponta.<\/p>\n<p>O relator da a\u00e7\u00e3o \u00e9 o ministro Luiz Fux.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fonte: Supremo Tribunal Federal<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica (PGR), ingressou com a A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5043, com pedido de liminar, para impugnar<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":26555,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3,8],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26554"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26554"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26554\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26554"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26554"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26554"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}