{"id":28387,"date":"2013-11-24T10:37:39","date_gmt":"2013-11-24T12:37:39","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=28387"},"modified":"2013-11-24T10:37:39","modified_gmt":"2013-11-24T12:37:39","slug":"cut-e-caminhoneiros-definem-reivindicacoes-que-central-entregara-ao-governo-federal-na-proxima-segunda-25","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/cut-e-caminhoneiros-definem-reivindicacoes-que-central-entregara-ao-governo-federal-na-proxima-segunda-25\/","title":{"rendered":"CUT e caminhoneiros definem reivindica\u00e7\u00f5es que Central entregar\u00e1 ao governo federal na pr\u00f3xima segunda (25)"},"content":{"rendered":"<div style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.cut.org.br\/sistema\/ck\/images\/Destaques_2013\/Secretarias\/Secretaria_Geral\/Seminario%20Caminhoneiros_22_11_Fotos%20Roberto%20Parizotti_interna1.JPG\/400-245\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"184\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Paulo Eustasia, S\u00e9rgio Nobre, Vagner Freitas, Pipoka e N\u00e9lio Botelho (da esq. para a dir.) durante abertura do semin\u00e1rio (Foto: Roberto Parizotti)<\/p><\/div>\n<p>O \u201c1\u00ba Semin\u00e1rio Nacional de Transporte de Carga &#8211; Desafios para o desenvolvimento e para condi\u00e7\u00f5es dignas de trabalho\u201d, organizado pela CUT e pelo Movimento Nacional Uni\u00e3o Brasil Caminhoneiro (MUBC), nesta sexta-feira (22), em S\u00e3o Paulo, terminou com a apresenta\u00e7\u00e3o de 13 pontos que os trabalhadores consideram fundamentais para melhorar as condi\u00e7\u00f5es da categoria.<a style=\"font-size: 13px;\" href=\"http:\/\/www.cut.org.br\/sistema\/ck\/files\/CARTA%20DOS%20TRABALHADORES%20EM%20TRANSPORTE%20A%20SOCIEDADE.pdf\" target=\"_blank\"><strong>Cliquei aqui<\/strong><\/a><span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0para ler.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">A carta ser\u00e1 entregue na pr\u00f3xima segunda-feira (25), em Bras\u00edlia, \u00e0 ministra-chefe da Casa Civil, Gleise Hoffman, em agenda que tratar\u00e1 sobre a renova\u00e7\u00e3o da frota de ve\u00edculos no pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p>Entre as reivindica\u00e7\u00f5es, os caminhoneiros cobram a amplia\u00e7\u00e3o dos investimentos em infraestrutura para o transporte de carga, a amplia\u00e7\u00e3o e facilita\u00e7\u00e3o da linha de cr\u00e9dito para aquisi\u00e7\u00e3o de caminh\u00f5es e regula\u00e7\u00e3o do frete e dos sal\u00e1rios dos trabalhadores do setor.<\/p>\n<p>Muitos desses temas estiveram presentes nos debates de hoje que, al\u00e9m de discutir avan\u00e7os e desafios, tamb\u00e9m formalizou a filia\u00e7\u00e3o de 42 sindicatos \u00e0 Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Trabalhadores em Transporte Terrestre (CNTT-CUT), em documento entregue pelo presidente do Sindicato dos Transportadores Aut\u00f4nomos de Cargas de Guarulhos e Regi\u00e3o (Sinditac), Luiz Fernando Galv\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao final, o secret\u00e1rio Geral da CUT, S\u00e9rgio Nobre, apontou que, diante de tantas demandas, apenas a unida \u00e9 capaz de construir a vit\u00f3ria dos trabalhadores. \u201cA agenda \u00e9 enorme e sabemos que temos muito trabalho pela frente\u201d, avaliou.<\/p>\n<p><strong>O encontro \u2013\u00a0<\/strong>Em muitas das interven\u00e7\u00f5es, os dirigentes apontaram o car\u00e1ter hist\u00f3rico do encontro por unificar diferentes correntes dos caminhoneiros para discutir a organiza\u00e7\u00e3o do setor.<\/p>\n<p>J\u00e1 na abertura, o presidente da Central, Vagner Freitas, rebateu o argumento de que o segmento \u00e9 formado por empreendedores que n\u00e3o caberiam numa organiza\u00e7\u00e3o em defesa da classe trabalhadora. \u201cO Mercado mudou muito e a CUT se adapta \u00e0s novas categorias, que v\u00e3o surgindo e crescendo por conta do desenvolvimento da economia, resultado das pol\u00edticas adotadas pelo ex-presidente Lula e pela presidenta Dilma. Abrigamos a todos que queiram se organizar para lutar, mudar a sociedade e ser instrumento de transforma\u00e7\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n<p>Nobre explicou ainda que a articula\u00e7\u00e3o do segmento ocorrer\u00e1 dentro do macrossetor de com\u00e9rcio, servi\u00e7os e log\u00edstica, criado, como outros macrossetores dentro da organiza\u00e7\u00e3o cutista, para integrar a pauta dos trabalhadores e discutir amplamente os desafios para o desenvolvimento econ\u00f4mico brasileiro.<\/p>\n<p><strong>Organiza\u00e7\u00e3o para avan\u00e7ar \u2013\u00a0<\/strong>Membro da coordena\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do Sindicato dos Qu\u00edmicos de S\u00e3o Paulo, que sediou o encontro, Osvaldo Bezerra, o Pipoka, apresentou aquelas que julga serem as principais demandas da categoria: cria\u00e7\u00e3o de uma secretaria de transportes de carga vinculada \u00e0 presid\u00eancia da Rep\u00fablica, isen\u00e7\u00e3o de pagamento de ped\u00e1gios nas rodovias e a aprova\u00e7\u00e3o de um projeto de lei que regulamente de forma adequada a profiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Para ele, esses avan\u00e7os dependem da capacidade de organiza\u00e7\u00e3o dos caminhoneiros. \u201cPara avan\u00e7ar em seus objetivos toda categoria precisa estar organizada dentro de uma central sindical\u201d, avaliou.<\/p>\n<p>Presidente da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores em Transporte (CNTT-CUT), Paulo Estausia, citou o papel da CUT no processo de entendimento entre os trabalhadores aut\u00f4nomos e contratados e afirmou que o semin\u00e1rio \u00e9 apenas o primeiro passo de um grande processo. \u201cNossa pauta \u00e9 uma s\u00f3 e vamos tirar um f\u00f3rum de trabalho para debater permanentemente a constru\u00e7\u00e3o de pautas e cobrar pol\u00edticas p\u00fablicas\u201d, falou.<\/p>\n<div style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.cut.org.br\/sistema\/ck\/images\/Destaques_2013\/Secretarias\/Secretaria_Geral\/Seminario%20Caminhoneiros_22_11_Fotos%20Roberto%20Parizotti_interna3.JPG\/400-281\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"211\" \/><p class=\"wp-caption-text\">O deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP) esteve presente no semin\u00e1rio e elogiou a capacidade de os trabalhadores superarem as diferen\u00e7as para iniciarem o di\u00e1logo (Foto: Roberto Parizotti)<\/p><\/div>\n<p>Presidente do Movimento Uni\u00e3o Brasil Caminhoneiro, N\u00e9lio Botelho, lembrou o papel fundamental dos trabalhadores do transporte de carga para o pa\u00eds e disse que os debates continuam at\u00e9 o segundo congresso da categoria, que deve acontecer em mar\u00e7o. \u201cEssa uni\u00e3o entre os segmentos de caminhoneiros e a CUT era o que faltava para ampliarmos nossa luta por melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho e dialogarmos amplamente com os brasileiros.\u201d<\/p>\n<p><strong>Lei do descanso \u2013<\/strong>Em mesa que tratou dos avan\u00e7os e desafios do transporte no Brasil, o representante da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Transportadores Internacionais (ABTI), Luiz Alberto Mincarone, criticou a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2011-2014\/2012\/Lei\/L12619.htm)\">Lei 12.619<\/a>, que determina o descanso de, ao menos 30 minutos, para cada quatro horas trabalhadas, e 11 horas di\u00e1rias.<\/p>\n<p>Ele defendeu que o trabalhador rode mais durante o dia para compensar o tempo no retorno da viagem. Al\u00e9m de citar o problema da falta de estrutura nas estradas para que a lei seja comprida. \u201cA lei deveria prever os pontos de parada, que foram vetados na ocasi\u00e3o da aprova\u00e7\u00e3o, e podem ser suportados por concession\u00e1rias ou elo governo. Hoje o motorista \u00e9 obrigado a ficar em um local in\u00f3spito, sem condi\u00e7\u00f5es de higiene ou tendo que comprar algo, abastecer no posto de gasolina poder estacionar\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Ex-secret\u00e1rio de Pol\u00edtica Nacional de Transportes do Minist\u00e9rio dos Transportes, Jos\u00e9 Valente, discordou e avaliou a necessidade de enfrentar o discurso dos empregadores. \u201cN\u00e3o devemos cair na cantoria dos embarcadores de que o tempo de descanso prejudica o neg\u00f3cio. Prejudica o lucro, n\u00e3o o neg\u00f3cio, porque os trabalhadores devem ter condi\u00e7\u00f5es dignas. Essa quest\u00e3o deve ser atacada e \u00e9 o que vai permitir que o frete seja melhor, porque mais caminhoneiros estar\u00e3o na ativa.\u201d<\/p>\n<p><strong>As estradas brasileiras n\u00e3o s\u00e3o ruins \u2013<\/strong>Valente ainda apontou n\u00fameros que ataca o mito da p\u00e9ssima qualidade das rodovias brasileiras. Segundo pesquisa da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Transporte, de 2013, 34,9%% das estradas tem pavimento perfeito e 43% est\u00e3o desgastados, mas n\u00e3o possuem trincos ou remendos. E mais: 89% tem acostamento pavimentado e perfeito, 94,9% n\u00e3o possuem problemas que obriguem a redu\u00e7\u00e3o da velocidade e 89% das placas n\u00e3o apresentam problema.<\/p>\n<p>Ele explica porque, ent\u00e3o, na esmagadora maioria das vezes as estradas s\u00e3o tema de reportagens t\u00e3o negativas. \u201cOs crit\u00e9rios da pesquisa est\u00e3o incorretos e n\u00e3o tem credibilidade. Pela CNT, s\u00f3 tira 100 \u2013 numa avalia\u00e7\u00e3o de 0 a 100 \u2013 as rodovias que t\u00eam pista dupla, com canteiro central, curvas de raios grandes e rampas suaves. Por esse par\u00e2metro, as rodovias de qualquer pa\u00eds tamb\u00e9m seriam mal avaliadas. O Brasil tem muitas regi\u00f5es montanhosas, n\u00e3o tem como ter pista dupla em todas. A CNT est\u00e1 em desacordo com o HCM (Highway Capacity Manual), que \u00e9 B\u00edblia do tr\u00e1fego mundial. As condi\u00e7\u00f5es s\u00e3o boas na maioria delas, mas como dizer o contr\u00e1rio gera Jornal Nacional e repercute todos os meios de comunica\u00e7\u00e3o, costuma ser feito desse jeito\u201d, criticou.<\/p>\n<p>Valente cita outros dados para comprovar sua tese: entre 2002 e 2011, o com\u00e9rcio exterior cresceu 4,8 vezes e o movimento nos terminais de cont\u00eaineres quadruplicou. \u201cNenhum pa\u00eds consegue esses n\u00fameros se n\u00e3o tiver uma m\u00ednima infraestrutura, como a imprensa tenta vender e governo aceita\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o significa, por\u00e9m que n\u00e3o existam pontos a melhorar, especialmente, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de trabalho para os caminhoneiros. \u201cN\u00e3o h\u00e1 avalia\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es dos trabalhadores na \u00e1rea de transporte. Empresa Brasileira de Log\u00edstica tem que fazer esse estudo. N\u00e3o ter \u00e9 inaceit\u00e1vel, principalmente transporte rodovi\u00e1rio. Mas, tamb\u00e9m como todo mundo sabe, o Minist\u00e9rio dos Transportes n\u00e3o \u00e9 dos transportes. S\u00f3 pensa em obra.\u201d<\/p>\n<p><strong>Renova\u00e7\u00e3o da frota \u2013<\/strong>Presidente do Sindicato dos Metal\u00fargicos do ABC, Rafael Marques, falou sobre o Programa de Incentivo \u00e0 Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica e Adensamento da Cadeira Produtiva de Ve\u00edculos Automotores (Inovar-Auto), iniciativa do governo federal elaborado a partir da reivindica\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, e que representou uma resposta do Brasil \u00e0 crise internacional.<\/p>\n<p>De acordo com o plano, as montadoras devem estar instaladas no Brasil para produzir com isen\u00e7\u00e3o de IPI.<\/p>\n<p>Para o dirigente, o programa deve estar atrelado \u00e0 renova\u00e7\u00e3o da frota de caminh\u00f5es e ter medidas que facilitem a troca dos ve\u00edculos.<\/p>\n<div style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.cut.org.br\/sistema\/ck\/images\/Destaques_2013\/Secretarias\/Secretaria_Geral\/Seminario%20Caminhoneiros_22_11_Fotos%20Roberto%20Parizotti_interna22.JPG\/400-414\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"207\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Luiz Galv\u00e3o, Nobre e Eustasia durante entrega da do documento de sindicaliza\u00e7\u00e3o de 42 sindicatos de caminhoneiros (Foto: Roberto Parizotti)<\/p><\/div>\n<p>Segundo dados da Ag\u00eancia Nacional de Transportes Terrestres, os caminh\u00f5es acima de 30 anos est\u00e3o concentrados nas m\u00e3os de aut\u00f4nomos (dos mais de 227 mil, 202 mil s\u00e3o propriedade desses motoristas) e trazem uma s\u00e9rie de problemas: s\u00e3o tr\u00eas vezes mais propensos a se envolver em acidentes graves, poluem mais e consomem mais combust\u00edvel, fator que afeta o valor do frete.<\/p>\n<p>Conforme apontou Marques, o programa de renova\u00e7\u00e3o da frota que ser\u00e1 apresentado \u00e0 presidenta Dilma na pr\u00f3xima segunda trar\u00e3o princ\u00edpios como a defini\u00e7\u00e3o de metas anuais de caminh\u00f5es \u00a0a serem substitu\u00eddos, linha de cr\u00e9dito do BNDES especial para o programa e a implanta\u00e7\u00e3o de um b\u00f4nus econ\u00f4mico para incentivo a troca do ve\u00edculo.<\/p>\n<p><strong>A regulamenta\u00e7\u00e3o no mundo&#8230;\u00a0<\/strong>Ao abordar as experi\u00eancias internacionais, a representante do Dieese, Fiorella Macchiavello, comparou o Brasil a outros pa\u00edses. Por aqui, o motorista pode dirigir sem descanso por at\u00e9 10 horas di\u00e1rias, enquanto na Uni\u00e3o Europeia s\u00e3o 9, nos EUA, 11, na Austr\u00e1lia, 13, e no Canad\u00e1, 14 horas.<\/p>\n<p>\u201cAqueles pa\u00edses que tem regulamenta\u00e7\u00e3o que d\u00e1 mais tempo de descanso, aumenta o custo operacional, mas diminui o risco. E pesquisas apontam que a partir nona hora de trabalho seguido, o risco de acidente j\u00e1 aumenta. A partir da 12\u00aa, dobra, e a partir da 14\u00aa, triplica\u201d, citou.<\/p>\n<p><strong>E os obst\u00e1culos no Brasil&#8230;\u00a0<\/strong>Gestor de Responsabilidade Social da Ag\u00eancia Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Paulo Herm\u00ednio, acredita que, por melhor que seja a fiscaliza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 como mudar o cen\u00e1rio se n\u00e3o houver unidade dos caminhoneiros. \u201cSe voc\u00eas n\u00e3o assumirem o que \u00e9 de direito de voc\u00eas, n\u00e3o conseguimos fiscalizar todas as transa\u00e7\u00f5es de transporte. N\u00e3o temos gente suficiente para fiscalizar todos os ve\u00edculos o tempo todo\u201d, falou.<\/p>\n<hr class=\"no_line\" \/>\n\n<h3 style=\"padding-left: 60px; padding-right: 60px; text-align: justify;\"><span style=\"color: #003366;\">Cen\u00e1rio que foi confirmado pelo representante da Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Policiais Rodovi\u00e1rios Federais, Renato Dias. \u201cH\u00e1 muita demandas para poucos profissionais e a dire\u00e7\u00e3o prega ainda a redu\u00e7\u00e3o e fechamento de postos e delegacias da pol\u00edcia rodovi\u00e1ria federal. Nosso principal problema \u00e9 a falta de efetivo, porque n\u00e3o h\u00e1 contingente para fazer cumprir corretamente a lei de descanso\u201d, falou.<\/span><\/h3>\n<hr class=\"no_line\" \/>\n\n<p>Ao final, o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Caminhoneiros (Antrac), Benedito Pantalh\u00e3o, citou dois pontos que afetam o bolso do caminhoneiro: o valor do ped\u00e1gio, com destaque para S\u00e3o Paulo, como n\u00e3o poderia deixar de ser, e o pre\u00e7o do frete.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao ped\u00e1gio, Pantalh\u00e3o lembrou que em S\u00e3o Paulo ele \u00e9 o mais caro do mundo e \u00e9 definido de maneira equivocada, porque o c\u00e1lculo da tarifa foi feito h\u00e1 20 anos, quando o fluxo de ve\u00edculos era bem menor. Al\u00e9m disso, se o governo segurou o aumento de 6% para os ve\u00edculos comerciais, por outro, para compensar, autorizou a cobran\u00e7a por eixo suspendo de caminh\u00e3o. \u201cO aumento da arrecada\u00e7\u00e3o foi de 18,5% e tanto o empregado quanto o aut\u00f4nomo \u00e9 que pagam a conta. O governo de S\u00e3o Paulo prejudica o caminhoneiro.\u201d<\/p>\n<p>Como em outras ocasi\u00f5es, o dirigente tamb\u00e9m cobrou a defini\u00e7\u00e3o por parte do governo federal de um valor m\u00ednimo de frete em todo o pa\u00eds. \u201cH\u00e1 lugares em que atravessador fica com 89% do valor do frete, porque o trabalhador acaba aceitando, j\u00e1 que quer voltar para casa ou tem outros compromissos. Com isso, esquece que h\u00e1 um custo de deprecia\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo, o desgaste do pneu. O caminhoneiro \u00e9 um trabalhador e precisa do seu sal\u00e1rio para sobreviver, como qualquer um.\u201d<\/p>\n<p>Fonte: CUT<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O \u201c1\u00ba Semin\u00e1rio Nacional de Transporte de Carga &#8211; Desafios para o desenvolvimento e para condi\u00e7\u00f5es dignas de trabalho\u201d, organizado<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":28396,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[2,6],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28387"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28387"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28387\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28387"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28387"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28387"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}