{"id":28419,"date":"2013-11-25T14:14:28","date_gmt":"2013-11-25T16:14:28","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=28419"},"modified":"2013-11-25T14:14:28","modified_gmt":"2013-11-25T16:14:28","slug":"apos-20-meses-juro-basico-deve-voltar-a-dois-digitos-nesta-semana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/apos-20-meses-juro-basico-deve-voltar-a-dois-digitos-nesta-semana\/","title":{"rendered":"Ap\u00f3s 20 meses, juro b\u00e1sico deve voltar a dois d\u00edgitos nesta semana"},"content":{"rendered":"<p>Previs\u00e3o do mercado \u00e9 que a taxa suba de 9,5% para 10% ao ano.<\/p>\n<p>Dilma destacou, em diversas ocasi\u00f5es nos \u00faltimos anos, queda dos juros.<\/p>\n<p>A taxa b\u00e1sica de juros da economia brasileira deve voltar \u00e0 casa dos dois d\u00edgitos esta semana. O Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do Banco Central, respons\u00e1vel por fixar a Selic \u2013 atualmente em 9,5% ao ano \u2013, se re\u00fane nesta ter\u00e7a e quarta-feiras (26 e 27) e a expectativa do mercado financeiro \u00e9 que a taxa suba 0,5 ponto percentual, para 10% ao ano. A decis\u00e3o do Copom sobre a taxa ser\u00e1 anunciada pelo Banco Central na quarta-feira ap\u00f3s as 18h.<\/p>\n<p>Caso a previs\u00e3o do mercado, captada por pesquisa realizada pela autoridade monet\u00e1ria na \u00faltima semana com mais de 100 bancos, se confirme, os juros retornar\u00e3o ao patamar de dois d\u00edgitos (acima de 10% ao ano), algo que n\u00e3o era registrado desde o in\u00edcio de mar\u00e7o de 2012. A discuss\u00e3o sobre a capacidade de o Brasil ter uma taxa de juros abaixo de 10% ao ano permeou o debate econ\u00f4mico no passado.<\/p>\n<p>A taxa, por\u00e9m, foi atingida somente quando o BC afrouxou a pol\u00edtica de juros para combater os efeitos da crise financeira em 2009, entre junho daquele ano e janeiro de 2010. Posteriormente, novamente por conta dos efeitos da segunda &#8220;onda&#8221; da crise financeira, os juros abaixo de 10% ao ano voltaram a ser registrados desde 7 mar\u00e7o de 2012. O Brasil \u00e9 um dos poucos pa\u00edses que est\u00e1 subindo os juros neste ano.<\/p>\n<p>A expectativa do mercado financeiro \u00e9 de que a alta dos juros, prevista para esta semana, n\u00e3o seja a \u00faltima do governo Dilma Rousseff. A previs\u00e3o dos economistas dos bancos \u00e9 de que aconte\u00e7am dois novos aumentos em 2014. Segundo a estimativa do mercado, os juros subiriam para 10,25% ao ano em janeiro do ano que vem, patamar no qual permaneceriam at\u00e9 dezembro de 2014 &#8211; quando avan\u00e7ariam para 10,50% ao ano. Com isso, os juros subiriam mais, visto que, antes, o mercado previa alta para 10,25% ao ano no pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p>Metas de infla\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Pelo sistema de metas que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pr\u00e9-estabelecidas, tendo por base o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>Para 2013 e 2014, a meta central de infla\u00e7\u00e3o \u00e9 de 4,5%, com um intervalo de toler\u00e2ncia de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.<\/p>\n<p>O presidente do BC, Alexandre Tombini, tem afirmado, por\u00e9m, que a infla\u00e7\u00e3o teria queda neste ano frente ao patamar registrado em 2012 (5,84%) e novo recuo no ano de 2014.<\/p>\n<p>Ao subir os juros neste momento, o Banco Central j\u00e1 est\u00e1 de olho no cen\u00e1rio para o ano que vem. Segundo economistas, em 2014 haver\u00e1 uma press\u00e3o maior sobre os chamados &#8220;pre\u00e7os administrados&#8221; (\u00f4nibus interestaduais, energia el\u00e9trica, \u00e1gua, planos de sa\u00fade e telefonia, entre outros), visto que, neste ano, houve crescimento menor com a reten\u00e7\u00e3o de alguns reajustes \u2013 como as tarifas de \u00f4nibus. Outro componente que pode pressionar um pouco a infla\u00e7\u00e3o no fim deste ano e in\u00edcio de 2014 \u00e9 o poss\u00edvel aumento no pre\u00e7o da gasolina.<\/p>\n<p>Discurso da presidente Dilma<\/p>\n<p>A subida recente dos juros e o poss\u00edvel retorno ao patamar de dois d\u00edgitos, nesta semana, segundo analistas, n\u00e3o est\u00e1 em conson\u00e2ncia com uma das principais marcas, at\u00e9 ent\u00e3o, do governo Dilma Rousseff na \u00e1rea econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Mesmo defendendo o controle da infla\u00e7\u00e3o, a presidente da Rep\u00fablica destacou, por diversas oportunidades nos \u00faltimos anos, a queda dos juros b\u00e1sicos e tamb\u00e9m pressionou os bancos a reduzirem suas taxas ao consumidor.<\/p>\n<p>H\u00e1 pouco mais de um ano, em agosto de 2012, quando a taxa fixada pelo Banco Central chegou a 7,5% ao ano, na ocasi\u00e3o a menor da hist\u00f3ria, ela declarou que o governo criou &#8220;ambiente para que a taxa de juros ca\u00edsse&#8221;. A queda foi poss\u00edvel, segundo Dilma, devido a uma \u201clonga trajet\u00f3ria que vem de outros governos no sentido de buscar que o Brasil seja um pa\u00eds que tenha capacidade de caminhar com seus pr\u00f3prios p\u00e9s\u201d.<\/p>\n<p>Antes disso, nas celebra\u00e7\u00f5es do Dia do Trabalho, no final de abril de 2012, a presidente cobrou redu\u00e7\u00e3o maior nas taxas de juros por parte dos bancos privados e classificou como &#8220;inadmiss\u00edvel&#8221; que o Brasil, com &#8220;um dos sistemas financeiros mais s\u00f3lidos e lucrativos&#8221;, continuasse com um dos &#8220;juros mais altos do mundo&#8221;.<\/p>\n<p>Em maio do ano passado, Dilma Rousseff voltou a defender a redu\u00e7\u00e3o dos juros no Brasil. &#8220;Queremos um pa\u00eds com taxas de juros compat\u00edveis com as praticadas no mercado internacional&#8221;, afirmou ela na ocasi\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 em mar\u00e7o deste ano, a presidente causou ru\u00eddo nos mercados ao dizer, na \u00c1frica do Sul, que n\u00e3o apoiava pol\u00edticas de controle inflacion\u00e1rio que sacrificassem o crescimento \u2013 em um momento no qual o governo era pressionado pelos mercados para adotar pol\u00edticas mais firmes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Esse receitu\u00e1rio que quer matar o doente antes de curar a doen\u00e7a \u00e9 complicado. Eu vou acabar com o crescimento do pa\u00eds? Isso da\u00ed est\u00e1 datado. \u00c9 uma pol\u00edtica superada&#8221;, disse ela na ocasi\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Previs\u00e3o do mercado \u00e9 que a taxa suba de 9,5% para 10% ao ano. 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