{"id":28554,"date":"2013-11-27T11:13:39","date_gmt":"2013-11-27T13:13:39","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=28554"},"modified":"2013-11-27T11:13:39","modified_gmt":"2013-11-27T13:13:39","slug":"estadios-da-copa-de-2014-custam-78-mais-do-que-previsto-em-2010","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/estadios-da-copa-de-2014-custam-78-mais-do-que-previsto-em-2010\/","title":{"rendered":"Est\u00e1dios da Copa de 2014 custam 78% mais do que previsto em 2010"},"content":{"rendered":"<p>No entanto, essa n\u00e3o \u00e9 a conta feita pelo Minist\u00e9rio do Esporte, que compara a eleva\u00e7\u00e3o atual dos gastos com o \u00faltimo balan\u00e7o das obras, divulgado em dezembro do ano passado, per\u00edodo no qual se verifica uma eleva\u00e7\u00e3o de quase R$ 900 milh\u00f5es com est\u00e1dios. Se for comparado com o previsto em 2010, o or\u00e7amento subiu R$ 4,2 bilh\u00f5es. Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 inclu\u00eddo na conta do governo o R$ 1,6 bilh\u00e3o que ser\u00e1 pago pelo Estado da Bahia \u00e0 concession\u00e1ria respons\u00e1vel pela Fonte Nova, dividido em parcelas anuais de mais de R$ 100 milh\u00f5es, durante 15 anos.<\/p>\n<p>Se for levado em conta apenas os gastos de governos estaduais e Parcerias P\u00fablico-Privadas (PPPs) para a constru\u00e7\u00e3o dos nove est\u00e1dios, o aumento no or\u00e7amento foi de 68% desde 2010. O valor previsto incialmente para a constru\u00e7\u00e3o do Mineir\u00e3o (Belo Horizonte), do Est\u00e1dio Nacional (Bras\u00edlia), da Arena Pantanal (Cuiab\u00e1), do Castel\u00e3o (Fortaleza), da Arena Amaz\u00f4nia (Manaus), da Arena Pernambuco (Recife), do Maracan\u00e3 (Rio) e da Fonte Nova (Salvador) subiu de R$ 4,8 bilh\u00f5es para R$ 8,1 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O est\u00e1dio mais caro \u00e9 a Fonte Nova. O custo previsto incialmente em R$ 591,7 milh\u00f5es subiu para R$ 689,4 milh\u00f5es, somada a j\u00e1 citada contrapartida &#8211; criticada pelo Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU) &#8211; que eleva o total R$ 2,2 bilh\u00f5es, 289% acima do previsto.<\/p>\n<p>Isso acontece porque a escolha da empresa respons\u00e1vel pela reconstru\u00e7\u00e3o da Arena Fonte Nova foi feita com base na contrapresta\u00e7\u00e3o que seria paga governo do Estado. Ainda assim, o governo baiano comemora a economia de aproximadamente 0,2% (R$ 4,5 milh\u00f5es) do total da obra porque pagar\u00e1 R$ 107,3 milh\u00f5es anualmente, menos que os R$ 107,6 milh\u00f5es previstos no edital.<\/p>\n<p>O Est\u00e1dio do Mineir\u00e3o teve a segundo maior varia\u00e7\u00e3o de or\u00e7amento com aumento de 63% do valor em rela\u00e7\u00e3o aos R$ 426 milh\u00f5es previstos em 2010, mas \u00e9 uma PPP, financiada com empr\u00e9stimo de R$ 400 milh\u00f5es do BNDES feito pelo governo do Estado. Entregue em fevereiro de 2013, o est\u00e1dio mineiro custou R$ 695 milh\u00f5es. As autoridades respons\u00e1veis pela obra justificam que quando foi assinada a matriz de responsabilidades, ainda n\u00e3o tinha sido feito um projeto que contemplasse todas as exig\u00eancias necess\u00e1rias.<\/p>\n<p>O segundo est\u00e1dio mais caro foi o Est\u00e1dio Nacional de Bras\u00edlia, que custou mais de R$ 1,4 bilh\u00e3o, 88% acima dos R$ 745,3 milh\u00f5es previstos incialmente. Al\u00e9m disso, o governo do Distrito Federal arcou com todos os cursos sem recorrer a financiamento do BNDES.<\/p>\n<p>O TCU classificou o est\u00e1dio como um dos \u201celefantes brancos\u201d da Copa. A justificativa das autoridades \u00e9 de que o est\u00e1dio se tornar\u00e1 uma arena multiuso. Em maio foi disputado no local o jogo entre Santos e Flamengo, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro, que gerou a renda recorde de R$ 10 milh\u00f5es. No entanto, o governo do Distrito Federal cedeu o est\u00e1dio por uma taxa de apenas R$ 4 mil.<\/p>\n<p>Fonte: Blog do Sombra<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No entanto, essa n\u00e3o \u00e9 a conta feita pelo Minist\u00e9rio do Esporte, que compara a eleva\u00e7\u00e3o atual dos gastos com<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":28557,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28554"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28554"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28554\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28554"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28554"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28554"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}