{"id":30100,"date":"2014-01-15T22:01:37","date_gmt":"2014-01-16T00:01:37","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=30100"},"modified":"2014-01-15T22:01:37","modified_gmt":"2014-01-16T00:01:37","slug":"so-em-2013-8-375-pessoas-morreram-nas-rodovias-federais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/so-em-2013-8-375-pessoas-morreram-nas-rodovias-federais\/","title":{"rendered":"S\u00f3 em 2013, 8.375 pessoas morreram nas rodovias federais"},"content":{"rendered":"<p>Mesmo com o rigor da Lei Seca, as frequentes campanhas educativas e o aperto na fiscaliza\u00e7\u00e3o, transitar por rodovias federais ainda pode ser t\u00e3o arriscado quanto atravessar um campo minado, sobretudo nos feriados. Relat\u00f3rio da Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal, obtido com exclusividade pelo GLOBO, informa que, s\u00f3 em 2013, 8.375 pessoas morreram, e 103.075 ficaram feridas em 185.877 acidentes registrados nas estradas federais. O relat\u00f3rio da PRF mostra ainda que 38.079 motoristas foram flagrados dirigindo depois de ingerir algum tipo de bebida alco\u00f3lica. Desses, 11.668 acabaram presos. Os n\u00fameros n\u00e3o incluem estradas estaduais e outras vias.<\/p>\n<p>Em 2012, 31.782 motoristas foram multados por dirigir embriagados nas estradas federais, e 8.701, presos pelo mesmo tipo de infra\u00e7\u00e3o. Foram para a cadeia motoristas que se recusaram a fazer o teste do baf\u00f4metro ou que apresentaram mais de seis decigramas de \u00e1lcool por litro de sangue. A PRF diz, no entanto, que o aumento de flagrantes n\u00e3o implica necessariamente uma eleva\u00e7\u00e3o do n\u00famero de motoristas b\u00eabados. A pol\u00edcia argumenta que intensificou a fiscaliza\u00e7\u00e3o. Ano passado, fazia uma m\u00e9dia de 40 testes para cada motorista multado por alcoolemia. Em 2012, bastavam 20 testes.<\/p>\n<p>Para a PRF, depois do excesso de velocidade e das ultrapassagens em locais proibidos, o uso de bebida alco\u00f3lica ainda \u00e9 um dos mais s\u00e9rios problemas nas estradas. A pol\u00edcia entende que a Lei Seca serviu de freio para alguns motoristas, mas muitos ainda dirigem depois de beber, mesmo sabendo do perigo de uma eventual pris\u00e3o ou de envolvimento em acidentes.<\/p>\n<p>Com a soma de acidentes nas cidades e em estradas estaduais, a PRF estima que o n\u00famero de mortos por ano no tr\u00e2nsito no pa\u00eds pode chegar a 50 mil. Seria uma m\u00e9dia de 20 a 25 mortos em acidentes em cada grupo de cem mil habitantes. N\u00fameros de uma verdadeira guerra no tr\u00e2nsito. Nos pa\u00edses da Europa, essa m\u00e9dia gira em torno de 7 mortos por cem mil.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros de v\u00edtimas s\u00e3o inferiores aos dados contabilizados em 2012, quando a Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal anotou 8.661 mortos e 104.386 feridos em nada menos que 184.503 acidentes. Em termos proporcionais ao tamanho da frota brasileira, os dados representam redu\u00e7\u00e3o de 10,1% nas mortes, 8,3% no n\u00famero de feridos e 6,4% nos acidentes.<\/p>\n<p><strong>Compara\u00e7\u00e3o com a Guerra do Vietn\u00e3<\/strong><\/p>\n<p>Segundo Paulo C\u00e9sar Marques, professor de Engenharia de Tr\u00e1fego da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), trata-se de uma redu\u00e7\u00e3o importante, que deve ser devidamente assinalada. Mas, ainda assim, o quadro ainda \u00e9 assustador. Pelas metas estabelecidas pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) e endossadas pelo governo federal, o Brasil ter\u00e1 que diminuir \u00e0 metade os n\u00fameros de acidentes, de feridos e de mortos no tr\u00e2nsito at\u00e9 2020.<\/p>\n<p>\u2014 A redu\u00e7\u00e3o (de acidentes e mortes apontadas pela PRF) \u00e9 importante. Mas a viol\u00eancia ainda est\u00e1 em patamares elevados. O n\u00famero de mortos no tr\u00e2nsito no Brasil por ano \u00e9 o mesmo n\u00famero de americanos mortos em toda a Guerra do Vietn\u00e3 \u2014 afirma o professor.<\/p>\n<p>Pelo relat\u00f3rio da PRF, mais de 90% dos acidentes s\u00e3o causados por excesso de velocidade e ultrapassagem em local proibido, entre outros fatores que revelam imprud\u00eancia ou imper\u00edcia de motoristas. O restante estaria relacionado \u00e0 m\u00e1 conserva\u00e7\u00e3o das estradas e \u00e0 sinaliza\u00e7\u00e3o deficiente. S\u00f3 no passado, a PRF multou 966.067 motoristas por excesso de velocidade e 320.421 por ultrapassagens em locais proibidos.<\/p>\n<p>Alguns motoristas foram flagrados dirigindo a mais de 200 quil\u00f4metros por hora, bem acima dos limites das pistas. Alguns motoristas n\u00e3o se intimidam. Ano passado, numa rodovia da Serra Ga\u00facha, dois motociclistas morreram em batida com um caminh\u00e3o apenas dez quil\u00f4metros depois de terem sido multados e advertidos sobre os riscos do excesso de velocidade.<\/p>\n<p>S\u00f3 no ano passado, a PRF apreendeu 117,6 toneladas de maconha, 34% a mais que em 2012. A apreens\u00e3o de coca\u00edna caiu 12%, mas 5,9 toneladas da droga foram retiradas de circula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A diretora-geral da PRF, Maria Alice Nascimento, reconhece que ainda s\u00e3o elevados os n\u00fameros de mortos e feridos nas estradas federais. Mas diz que os n\u00fameros est\u00e3o em queda nos dois \u00faltimos anos, e que a tend\u00eancia \u00e9 que isso continue. Ela afirma que o governo tem investido em qualifica\u00e7\u00e3o profissional e na moderniza\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica da PRF, e que os resultados j\u00e1 est\u00e3o aparecendo.<\/p>\n<p>Mas Maria Alice \u00e9 pessimista em rela\u00e7\u00e3o aos indicadores da viol\u00eancia no tr\u00e2nsito das rodovias estaduais e das cidades. Em encontros com autoridades de tr\u00e2nsito de estados e prefeituras, a diretora da PRF tem ouvido frequentes queixas sobre baixos investimentos e desmotiva\u00e7\u00e3o de profissionais da \u00e1rea:<\/p>\n<p>\u2014 Acho que deveria haver mais investimentos nessas \u00e1reas tamb\u00e9m. Hoje, a quantidade de mortos no tr\u00e2nsito \u00e9 praticamente a mesma de pessoas assassinadas. Criou-se a cultura de dirigir de forma agressiva. A gente tem que mudar essa cultura. Tem que haver conscientiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Fonte: O Globo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo com o rigor da Lei Seca, as frequentes campanhas educativas e o aperto na fiscaliza\u00e7\u00e3o, transitar por rodovias federais<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":14797,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30100"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30100"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30100\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30100"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30100"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30100"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}