{"id":30168,"date":"2014-01-17T08:24:58","date_gmt":"2014-01-17T10:24:58","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=30168"},"modified":"2014-01-17T08:24:58","modified_gmt":"2014-01-17T10:24:58","slug":"assedio-moral-podera-ser-enquadrado-como-ato-de-improbidade-administrativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/assedio-moral-podera-ser-enquadrado-como-ato-de-improbidade-administrativa\/","title":{"rendered":"Ass\u00e9dio moral poder\u00e1 ser enquadrado como ato de improbidade administrativa"},"content":{"rendered":"<p>O ass\u00e9dio moral contra servidor p\u00fablico poder\u00e1 ser enquadrado como ato de improbidade administrativa. A Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o, Justi\u00e7a e Cidadania (CCJ) est\u00e1 pronta para votar, em decis\u00e3o terminativa, projeto de lei do senador In\u00e1cio Arruda (PCdoB-CE) que criminaliza a pr\u00e1tica na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica. A mat\u00e9ria (PLS 121\/2009) tem parecer favor\u00e1vel do relator, senador Pedro Taques (PDT-MT).<\/p>\n<p>O substitutivo elaborado por Taques acrescenta \u00e0 Lei de Improbidade Administrativa (Lei 8.429\/1992) o ass\u00e9dio moral como nova hip\u00f3tese de conduta contr\u00e1ria aos princ\u00edpios do servi\u00e7o p\u00fablico. Originalmente, In\u00e1cio Arruda pretendia inserir a conduta no rol de proibi\u00e7\u00f5es estabelecidas na Lei 8.112\/1990, que institui o Regime Jur\u00eddico \u00danico dos Servidores Civis da Uni\u00e3o (RJU). O foco da interven\u00e7\u00e3o foi deslocado, segundo justificou o relator, para contornar inconstitucionalidade presente no PLS 121\/2009.<\/p>\n<p>\u201cA iniciativa de projetos de lei referentes a servidores p\u00fablicos e seu regime jur\u00eddico compete ao chefe do Poder Executivo respectivo e nem mesmo a san\u00e7\u00e3o pode convalidar o v\u00edcio de iniciativa e sanar a inconstitucionalidade formal de proposi\u00e7\u00f5es que violem esse preceito\u201d, argumentou Taques, baseado em decis\u00e3o do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o assunto.<\/p>\n<p>Por outro lado, recente posi\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) reconhecendo ass\u00e9dio moral praticado por um prefeito contra servidora municipal como ato de improbidade administrativa incentivou Taques a recomendar seu enquadramento na Lei de Improbidade.<\/p>\n<p>\u201cO ass\u00e9dio moral \u00e9 uma pr\u00e1tica execr\u00e1vel, que deve ser extirpada das rela\u00e7\u00f5es de subordina\u00e7\u00e3o empregat\u00edcia, ainda mais no servi\u00e7o p\u00fablico, onde o Estado \u00e9 o empregador e o bem comum \u00e9 sempre a finalidade\u201d, sustentou Taques.<\/p>\n<p>A defini\u00e7\u00e3o dada \u00e0 conduta no PLS 121\/2009 acabou sendo mantida no substitutivo: coa\u00e7\u00e3o moral realizada por autoridade p\u00fablica contra seu subordinado, por meio de atos ou express\u00f5es que afetem sua dignidade ou imposi\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es de trabalho humilhantes ou degradantes.<\/p>\n<p>Se n\u00e3o houver recurso para vota\u00e7\u00e3o pelo Plen\u00e1rio do Senado, o PLS 121\/2009, se aprovado, ser\u00e1 examinado em seguida pela C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Senado<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ass\u00e9dio moral contra servidor p\u00fablico poder\u00e1 ser enquadrado como ato de improbidade administrativa. A Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o, Justi\u00e7a e<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":30169,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[2,1,4,6],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30168"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30168"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30168\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30168"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30168"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30168"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}