{"id":30288,"date":"2014-01-20T17:00:37","date_gmt":"2014-01-20T19:00:37","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=30288"},"modified":"2014-01-20T17:00:37","modified_gmt":"2014-01-20T19:00:37","slug":"tabela-de-calculo-do-ir-acumula-defasagem-de-6142-aponta-dieese","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/tabela-de-calculo-do-ir-acumula-defasagem-de-6142-aponta-dieese\/","title":{"rendered":"Tabela de c\u00e1lculo do IR acumula defasagem de 61,42%, aponta Dieese"},"content":{"rendered":"<p>A tabela de c\u00e1lculo do Imposto de Renda (IR) acumula defasagem de 61,42%, considerando o per\u00edodo de 1996 a 2013, aponta um levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos) feito a pedido do G1.<\/p>\n<p>Para chegar ao percentual de 61,42%, o estudo confrontou as corre\u00e7\u00f5es feitas pelo governo na tabela do IR para pessoas f\u00edsicas ao longo dos \u00faltimos 18 anos (89,96%) com a varia\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o oficial do pa\u00eds, medida pelo \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<br \/>\nConsiderando apenas os \u00faltimos dez anos, a defasagem na tabela de c\u00e1lculo do IR \u00e9 de 15,69%.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da injusti\u00e7a tribut\u00e1ria, outro efeito dessa defasagem \u00e9 que a cada ano aumenta o n\u00famero de brasileiros que entram no grupo dos que s\u00e3o obrigados a pagar imposto sobre a renda, uma vez que que o limite de rendimento para ser isento tem subido menos que a infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A coordenadora executiva do Dieese, Patr\u00edcia Pelatieri, destaca ainda que, em raz\u00e3o da defasagem na tabela de c\u00e1lculo do IR, parte dos contribuintes acabou sendo colocada em faixas com al\u00edquotas maiores.<br \/>\n&#8220;Quando n\u00e3o se faz a corre\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria equivalente, parte do ganho salarial deixa de ser ganho, porque o trabalhador passa a pagar mais impostos&#8221;, explica.<br \/>\nPara 2014, a tabela do IR ser\u00e1 corrigida novamente em 4,5%, abaixo da varia\u00e7\u00e3o de 5,91% do IPCA. O reajuste anual de 4,5% foi fixado pela Lei 14.469, que estabeleceu o \u00edndice para os anos-base de 2011 a 2014.<\/p>\n<p><strong>Faixa de isen\u00e7\u00e3o deveria ser de R$ 2.885 por m\u00eas<\/strong><\/p>\n<p>Na declara\u00e7\u00e3o do IR 2014 (ano-base 2013), estar\u00e3o isentos os trabalhadores que receberam at\u00e9 R$ 1.787,77 por m\u00eas no ano passado, j\u00e1 considerando a nova corre\u00e7\u00e3o. At\u00e9 2013, a faixa de isen\u00e7\u00e3o era de R$ 1.710,78.<br \/>\nSegundo o Dieese, se neste ano fosse aplicada a corre\u00e7\u00e3o de 61,42% da defasagem da tabela de c\u00e1lculo do IR, a faixa de isen\u00e7\u00e3o subiria para todas as pessoas com rendimentos mensais de at\u00e9 R$ 2.885,82.<\/p>\n<p>Para o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional), Cl\u00e1udio Damasceno, a defasagem na corre\u00e7\u00e3o cria uma injusti\u00e7a fiscal no pa\u00eds.<\/p>\n<p>&#8220;Em 1996, quem ganhava at\u00e9 9 sal\u00e1rios m\u00ednimos era isento. Hoje, quem ganha a partir de 2,5 sal\u00e1rios m\u00ednimos j\u00e1 est\u00e1 contrinuindo para o IR&#8221;, compara.<\/p>\n<p><strong>Tabela tem s\u00f3 5 faixas de renda tribut\u00e1vel<\/strong><\/p>\n<p>Centrais sindicais, auditores fiscais e tributaristas reivindicam n\u00e3o s\u00f3 a corre\u00e7\u00e3o das perdas inflacion\u00e1rias da tabela atual do IR, como tamb\u00e9m a cria\u00e7\u00e3o de uma nova estrutura de tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Dieese, por exemplo, prop\u00f5e a cria\u00e7\u00e3o de duas novas faixas, de 30% e 35%, para as rendas mais altas.<\/p>\n<p>Segundo o Sindifisco, a tabela do IR n\u00e3o deveria ser atrelada somente a um \u00edndice inflacion\u00e1rio, mas tamb\u00e9m ao rendimento m\u00e9dio do trabalhador assalariado, incluindo dedu\u00e7\u00f5es como alugu\u00e9is e juros das parcelas da casa pr\u00f3pria. A entidade defende a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da &#8220;capacidade contributiva&#8221;: quem ganha mais deve pagar progressivamente mais.<\/p>\n<p>Desde 2009, a tabela do IR \u00e9 composta por cinco faixas de renda tribut\u00e1vel, com al\u00edquotas que variam entre 7,5% e 27,5%.<\/p>\n<p>No IR 2014, incidir\u00e1 a al\u00edquota de 7,5% para os constribuintes com rendimentos mensais entre R$ 1.787,78 e R$ 2.679,29. J\u00e1 a tributa\u00e7\u00e3o de 15% incidir\u00e1 este ano na faixa de R$ 2.679,30 at\u00e9 R$ 3.572,43. Para valores entre R$ 3.572,44 e R$ 4.463,81, ser\u00e3o cobrados 22,5% de IR e, para rendimentos acima de R$ 4.463,81, ser\u00e1 aplicada a taxa\u00e7\u00e3o m\u00e1xima de 27,5%.<\/p>\n<p>&#8220;Hoje s\u00e3o poucas faixas, elas s\u00e3o estreitas, e a tabela n\u00e3o \u00e9 muito progressiva. N\u00e3o d\u00e1 para dizer que a faixa de renda de quem ganha R$ 4.500 \u00e9 igual a de quem ganha R$ 20 mil ou R$ 50 mil&#8221;, afirma a coordenadora do Dieese.<\/p>\n<p>Patr\u00edcia lembra que, na d\u00e9cada de 1970, o Brasil chegou a ter 16 faixas de renda tribut\u00e1vel. Segundo o Dieese, al\u00e9m de garantir uma maior progressividade e uma maior justi\u00e7a tribut\u00e1ria, a cria\u00e7\u00e3o de mais faixas para as rendas mais altas atenuaria a perda de arrecada\u00e7\u00e3o do imposto causada por uma corre\u00e7\u00e3o maior na tabela do IR.<\/p>\n<p>Pelo fato de 2014 se tratar de um ano de elei\u00e7\u00f5es presidenciais, acredita-se que sejam poucas as chances de avan\u00e7o de qualquer negocia\u00e7\u00e3o sobre uma nova regra de corre\u00e7\u00e3o na tabela do IR para 2015.<\/p>\n<p>&#8220;O tema continua na pauta das centrais sindicais, mas em ano eleitoral tudo \u00e9 mais dificil&#8221;, diz a coordenadora do Dieese.<\/p>\n<p>Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A tabela de c\u00e1lculo do Imposto de Renda (IR) acumula defasagem de 61,42%, considerando o per\u00edodo de 1996 a 2013,<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":30291,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30288"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30288"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30288\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30288"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30288"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30288"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}