{"id":30608,"date":"2014-01-27T09:54:08","date_gmt":"2014-01-27T11:54:08","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=30608"},"modified":"2014-01-27T09:54:08","modified_gmt":"2014-01-27T11:54:08","slug":"assedio-moral-ate-quando","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/assedio-moral-ate-quando\/","title":{"rendered":"Ass\u00e9dio moral, at\u00e9 quando?"},"content":{"rendered":"<p>O ass\u00e9dio moral contra servidor p\u00fablico poder\u00e1 ser enquadrado como ato de improbidade administrativa. A Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o, Justi\u00e7a e Cidadania (CCJ) do Senado est\u00e1 pronta para votar, em decis\u00e3o terminativa, projeto de lei do senador In\u00e1cio Arruda (PCdoB-CE) que criminaliza a pr\u00e1tica na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica. A mat\u00e9ria (PLS 121\/2009) tem parecer favor\u00e1vel do relator, senador Pedro Taques (PDT-MT).<\/p>\n<p><strong>Substitutivo<\/strong><\/p>\n<p>O substitutivo elaborado por Taques acrescenta \u00e0 Lei de Improbidade Administrativa (Lei 8.429\/1992) o ass\u00e9dio moral como nova hip\u00f3tese de conduta contr\u00e1ria aos princ\u00edpios do servi\u00e7o p\u00fablico. Originalmente, In\u00e1cio Arruda pretendia inserir a conduta no rol de proibi\u00e7\u00f5es estabelecidas na Lei 8.112\/1990, que institui o Regime Jur\u00eddico \u00danico dos Servidores Civis da Uni\u00e3o (RJU). O foco da interven\u00e7\u00e3o foi deslocado, segundo justificou o relator, para contornar inconstitucionalidade presente no PLS 121\/2009.<\/p>\n<p><strong>Inconstitucionalidade<\/strong><\/p>\n<p>\u201cA iniciativa de projetos de lei referentes a servidores p\u00fablicos e seu regime jur\u00eddico compete ao chefe do Poder Executivo respectivo e nem mesmo a san\u00e7\u00e3o pode convalidar o v\u00edcio de iniciativa e sanar a inconstitucionalidade formal de proposi\u00e7\u00f5es que violem esse preceito\u201d, argumentou Taques, baseado em decis\u00e3o do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o assunto.<\/p>\n<p><strong>Precedente<\/strong><\/p>\n<p>Por outro lado, recente posi\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) reconhecendo ass\u00e9dio moral praticado por um prefeito contra servidora municipal como ato de improbidade administrativa incentivou Taques a recomendar seu enquadramento na Lei de Improbidade.<\/p>\n<p><strong>\u201cPr\u00e1tica execr\u00e1vel\u201d<\/strong><\/p>\n<p>\u201cO ass\u00e9dio moral \u00e9 uma pr\u00e1tica execr\u00e1vel, que deve ser extirpada das rela\u00e7\u00f5es de subordina\u00e7\u00e3o empregat\u00edcia, ainda mais no servi\u00e7o p\u00fablico, onde o Estado \u00e9 o empregador e o bem comum \u00e9 sempre a finalidade\u201d, sustentou Taques.<\/p>\n<p><strong>Coa\u00e7\u00e3o moral<\/strong><\/p>\n<p>A defini\u00e7\u00e3o dada \u00e0 conduta no PLS 121\/2009 acabou sendo mantida no substitutivo: coa\u00e7\u00e3o moral realizada por autoridade p\u00fablica contra seu subordinado, por meio de atos ou express\u00f5es que afetem sua dignidade ou imposi\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es de trabalho humilhantes ou degradantes. Se n\u00e3o houver recurso para vota\u00e7\u00e3o pelo Plen\u00e1rio do Senado, o PLS 121\/2009, se aprovado, ser\u00e1 examinado em seguida pela C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n<p>Fonte: Blog do Servidor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ass\u00e9dio moral contra servidor p\u00fablico poder\u00e1 ser enquadrado como ato de improbidade administrativa. A Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o, Justi\u00e7a e<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":30609,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[2,1,6],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30608"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30608"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30608\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30608"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30608"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30608"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}