{"id":30840,"date":"2014-02-04T14:29:27","date_gmt":"2014-02-04T16:29:27","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=30840"},"modified":"2014-02-04T14:29:27","modified_gmt":"2014-02-04T16:29:27","slug":"no-dia-mundial-do-cancer-campanha-quer-derrubar-preconceitos-sobre-a-doenca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/no-dia-mundial-do-cancer-campanha-quer-derrubar-preconceitos-sobre-a-doenca\/","title":{"rendered":"No Dia Mundial do C\u00e2ncer, campanha quer derrubar preconceitos sobre a doen\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;Derrube os mitos!&#8221; \u00e9 o slogan da campanha deste ano do Dia Mundial do C\u00e2ncer, lembrado nesta ter\u00e7a-feira (4). Criado em 2005 pela Uni\u00e3o Internacional para o Controle do C\u00e2ncer (Uicc), o objetivo da a\u00e7\u00e3o \u00e9 disseminar conhecimento sobre os v\u00e1rios e diferentes tipos de tumores malignos e derrubar preconceitos a respeito da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>O primeiro mito, segundo a campanha, \u00e9 o de que n\u00e3o se deve falar sobre o c\u00e2ncer, o segundo, de que c\u00e2ncer n\u00e3o tem sintomas ou sinais. O terceiro mito a ser derrubado \u00e9 o de que n\u00e3o h\u00e1 nada que se possa fazer contra a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>De acordo com o coordenador de Preven\u00e7\u00e3o e Vigil\u00e2ncia do Instituto Nacional do C\u00e2ncer (Inca), Claudio Noronha, o desconhecimento \u00e9 um dos maiores vil\u00f5es na luta contra a doen\u00e7a que, a cada ano, provoca cerca de 8 milh\u00f5es de mortes no mundo.<\/p>\n<p>\u201cA falta de conhecimento e o medo causam verdadeiras barreiras para o tratamento. Por isso, o conhecimento \u00e9 um elemento important\u00edssimo para o controle do c\u00e2ncer e essa campanha \u00e9 muito v\u00e1lida\u201d comentou.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico ressaltou que metade dos c\u00e2nceres pode ser evitada com mudan\u00e7as no estilo de vida, como \u00e9 o caso do tabagismo. N\u00e3o \u00e9 a toa que, no mundo todo, o c\u00e2ncer de pulm\u00e3o \u00e9 o mais frequente\u201d, disse ele, ao ressaltar que no Brasil, devido ao controle do tabagismo, esse tipo de c\u00e2ncer j\u00e1 n\u00e3o figura em primeiro lugar. \u201cMuitas vezes, a pessoa n\u00e3o consegue fazer isso sozinho, mas \u00e9 preciso buscar ajuda, buscar o servi\u00e7o de sa\u00fade\u201d.<\/p>\n<p>Noronha acrescentou que a obesidade \u00e9 outro fator de risco, que pode ser prevenido com boa alimenta\u00e7\u00e3o e atividade f\u00edsica, e lembrou que o uso do protetor solar pode evitar o c\u00e2ncer de pele. \u201cApenas 10% a 15% do total dos c\u00e2nceres s\u00e3o de causa heredit\u00e1ria. A maior parte da incid\u00eancia est\u00e1 ligada ao ambiente, ao estilo de vida\u201d, esclareceu. \u201cS\u00e3o coisa que agridem seu organismo a vida inteira e voc\u00ea acaba perdendo a batalha para essa agress\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>O quarto e \u00faltimo mito abordado na plataforma da campanha \u00e9 o de que muitos n\u00e3o t\u00eam direito a tratamento. A organiza\u00e7\u00e3o garante que todos t\u00eam esse direito, mas admite que, na pr\u00e1tica, as injusti\u00e7as sociais impossibilitam que milh\u00f5es de cidad\u00e3os tenham acesso aos tratamentos por serem pobres.<\/p>\n<p>\u201cEm muitos pa\u00edses, esse \u00e9 um problema s\u00e9rio. O Brasil oferece tratamento gratuito na rede p\u00fablica, com uma cobertura importante, mas algumas pessoas, por falta de informa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o procuram o servi\u00e7o por achar que n\u00e3o ter\u00e3o como ser tratadas\u201d, observou Guimar\u00e3es.<\/p>\n<p>No Brasil, os tipos da doen\u00e7a mais incidentes s\u00e3o na pr\u00f3stata, em homens, de mama, reto, c\u00f3lon e colo do \u00fatero, nas mulheres. No caso da mama, h\u00e1 v\u00e1rias formas de preven\u00e7\u00e3o como vida saud\u00e1vel e exames peri\u00f3dicos, como a mamografia.<\/p>\n<p>A ginecologista Maria Jos\u00e9 de Camargo, do Instituto Nacional de Sa\u00fade da Mulher, da Crian\u00e7a e do Adolescente Fernandes Figueira, lembra que no caso do c\u00e2ncer de colo de \u00fatero cabe \u00e0s mulheres se cuidar. Isso pode evitar que o Brasil tenha 16 mil novos casos diagnosticados desse tumor maligno em 2014, como prev\u00ea o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Esse tipo de c\u00e2ncer \u00e9 o terceiro mais frequente na popula\u00e7\u00e3o feminina, perdendo apenas para os de mama, c\u00f3lon e reto.<\/p>\n<p>\u201cO c\u00e2ncer pode ser prevenido, se voc\u00ea tiver um bom rastreio. \u00c9 de evolu\u00e7\u00e3o muito lenta, pode levar mais de uma d\u00e9cada, ent\u00e3o se voc\u00ea identifica na mulher les\u00e3o pr\u00e9-maligna, no preventivo, tamb\u00e9m conhecido como Papanicolau, e se essa mulher for bem avaliada e tratada, ela tem menos de 5% de chance de desenvolver o c\u00e2ncer de colo de \u00fatero. Se a mulher n\u00e3o se tratar, as chances de cura s\u00e3o 30%\u201d, disse a ginecologista.<\/p>\n<p>Para a m\u00e9dica, o alto n\u00famero de casos no pa\u00eds reflete uma situa\u00e7\u00e3o de subdesenvolvimento econ\u00f4mico. Uma das evid\u00eancias, segundo ela, \u00e9 o fato de os maiores \u00edndices nacionais virem das regi\u00f5es Norte e Nordeste, que t\u00eam os menores indicadores socioecon\u00f4micos. \u201cOu a mulher n\u00e3o faz o exame ou, quando faz e descobre o pr\u00e9-c\u00e2ncer, n\u00e3o \u00e9 tratada. Ela n\u00e3o segue uma cadeia de atendimento ou por desinforma\u00e7\u00e3o ou por falta de servi\u00e7o de sa\u00fade adequado. Nos pa\u00edses mais ricos, h\u00e1 poucos casos desse tipo de c\u00e2ncer\u201d, lembrou.<\/p>\n<p>Maria Jos\u00e9 destacou que uma estrat\u00e9gia eficaz para o combate da doen\u00e7a \u00e9 a busca ativa, em que laborat\u00f3rios ou m\u00e9dicos entram em contato com as mulheres cujo exame preventivo apontou pr\u00e9-c\u00e2ncer. \u201cS\u00e3o pequenas cirurgias no colo do \u00fatero\u201d, explicou, acrescentando que o procedimento \u00e9 bem menos doloroso que o tratamento contra o c\u00e2ncer, mais barato e com quase 100% de cura. Ela elogiou a iniciativa do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade de incluir, a partir de 10 de mar\u00e7o, na rede p\u00fablica a vacina contra alguns tipos de HPV para pr\u00e9-adolescentes, de 11 a 13 anos, respons\u00e1veis por mais de 70% dos casos de c\u00e2ncer de colo de \u00fatero.<\/p>\n<p>De acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), as infec\u00e7\u00f5es causadas pelos v\u00edrus das hepatites B e C e o do papiloma humano (HPV) s\u00e3o respons\u00e1veis por 20% das mortes por c\u00e2ncer nos pa\u00edses de baixa e m\u00e9dia renda e de 7% nos pa\u00edses de alta renda.<\/p>\n<p>Ainda segundo a OMS, nas Am\u00e9ricas, o c\u00e2ncer representa a segunda causa de morte, com 2,5 milh\u00f5es de novos casos e 1,2 milh\u00e3o de mortes em 2008, sendo 45% na Am\u00e9rica Latina e no Caribe. A previs\u00e3o \u00e9 que em 2030 a mortalidade por c\u00e2ncer atinja 2,1 milh\u00f5es de pessoas nas Am\u00e9ricas.<\/p>\n<p>Para o professor associado de cirurgia do aparelho digestivo do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), Ulysses Ribeiro J\u00fanior, o preconceito \u00e9 outro fator negativo para a preven\u00e7\u00e3o. \u201cNo caso de c\u00e2ncer de c\u00f3lon, hoje muito frequente na nossa popula\u00e7\u00e3o, todo indiv\u00edduo com 50 anos de idade deveria fazer um exame de sangue oculto nas fezes e, a partir dos casos positivos, uma colonoscopia, mas a popula\u00e7\u00e3o tem medo, tem vergonha e isso atrapalha\u201d, comentou, ao lembrar que esse tipo de c\u00e2ncer \u00e9 o quarto mais comum entre os homens. \u201c\u00c0s vezes, n\u00e3o basta o conhecimento. O indiv\u00edduo sente uma dorzinha e vai deixando at\u00e9 ficar no est\u00e1gio avan\u00e7ado e o tratamento \u00e9 muito mais agressivo\u201d, completou.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Derrube os mitos!&#8221; \u00e9 o slogan da campanha deste ano do Dia Mundial do C\u00e2ncer, lembrado nesta ter\u00e7a-feira (4). 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