{"id":31104,"date":"2014-02-10T20:50:33","date_gmt":"2014-02-10T22:50:33","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=31104"},"modified":"2014-02-10T20:50:33","modified_gmt":"2014-02-10T22:50:33","slug":"renda-servidor-federal-inativo-em-salarios-minimos-caiu-de-12-para-seis-em-dez-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/renda-servidor-federal-inativo-em-salarios-minimos-caiu-de-12-para-seis-em-dez-anos\/","title":{"rendered":"Renda servidor federal inativo em sal\u00e1rios m\u00ednimos caiu de 12 para seis, em dez anos"},"content":{"rendered":"<p>A aposentadoria dos servidores federais n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o boa quanto muita gente pensa. E o valor dos benef\u00edcios vem caindo ao longo dos anos, se confrontado com o sal\u00e1rio m\u00ednimo do pa\u00eds. Uma compara\u00e7\u00e3o feita pelo EXTRA, considerando os dados sobre os rendimentos dos inativos da Uni\u00e3o, em 2003 e 2013, mostra que os ganhos mensais, convertidos nos pisos nacionais de cada ano, foram reduzidos at\u00e9 pela metade, em uma d\u00e9cada. As informa\u00e7\u00f5es constam de duas pesquisas da Escola Nacional de Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica (Enap), com base nos Boletins Estat\u00edsticos de Pessoal do Minist\u00e9rio do Planejamento.<\/p>\n<p>Em 2003, a faixa que abrangia o maior n\u00famero de inativos da Uni\u00e3o (19,8%) era a que ganhava de R$ 1.501 a R$ 2.500, o que representava entre 7,5 e 12,5 sal\u00e1rios m\u00ednimos da \u00e9poca (R$ 200 em fevereiro de 2003, data da publica\u00e7\u00e3o do boletim usado pela Enap). No ano passado, o valor de benef\u00edcio do maior grupo de servidores (29,9%) estava na faixa de R$ 3.001 a R$ 4.500, ou seja, entre 4,4 e 6,6 pisos nacionais de 2013 (R$ 678).<\/p>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o entre o setor p\u00fablico e a Previd\u00eancia Social (que paga benef\u00edcios a aposentados da iniciativa privada), enquanto metade dos inativos da Uni\u00e3o, segundo a Enap, ganhava de um sal\u00e1rio m\u00ednimo at\u00e9 R$ 4.500, no ano passado, essa faixa de valor era alcan\u00e7ada por apenas 30% dos 31 milh\u00f5es de segurados do INSS. Vale lembrar que, em 2013, o teto previdenci\u00e1rio era de R$ 4.159. Quantias acima dessa eram pagas apenas em casos de decis\u00f5es judiciais.<\/p>\n<p>O levantamento da Enap aponta ainda que a aposentadoria compuls\u00f3ria, na qual o servidor que completa 70 anos \u00e9 afastado do trabalho pela administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, vem caindo. Entre 2004 e 2006, esse tipo de afastamento representava cerca de 10% do total de aposentadorias. Mas, em 2012, \u00faltimo ano em que os dados sobre esses benef\u00edcios foram compilados, as compuls\u00f3rias n\u00e3o alcan\u00e7avam 5%.<\/p>\n<p>Pedro Cavalcante, diretor de Comunica\u00e7\u00e3o e Pesquisa da Enap, acredita, no entanto, que a tend\u00eancia pode mudar:<\/p>\n<p>\u2014 \u00c9 poss\u00edvel que o n\u00famero de aposentadorias compuls\u00f3rias aumente nos pr\u00f3ximos 20 anos, para que o servidor ganhe o abono perman\u00eancia (dinheiro pago a quem j\u00e1 pode se afastar mas segue trabalhando), por exemplo.<\/p>\n<p>As aposentadorias integral e proporcional dividiam a prefer\u00eancia dos servidores at\u00e9 o fim dos anos 1990. Mas depois a primeira foi ganhando terreno e, em 2012, respondeu por 95% do total de aposentadorias no servi\u00e7o p\u00fablico federal.<\/p>\n<p>Os gastos da Uni\u00e3o com o abono perman\u00eancia correspondiam, em 2004, quando foi criado, a 0,3% da folha de pagamento do funcionalismo federal. Em 2013, o montante desse benef\u00edcio pago aos servidores alcan\u00e7ou 1% da folha.<\/p>\n<p>Fonte: Jornal Extra<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A aposentadoria dos servidores federais n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o boa quanto muita gente pensa. 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