{"id":31818,"date":"2014-03-10T12:50:36","date_gmt":"2014-03-10T15:50:36","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=31818"},"modified":"2014-03-10T12:50:36","modified_gmt":"2014-03-10T15:50:36","slug":"com-aumento-da-frota-pais-tem-1-automovel-para-cada-4-habitantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/com-aumento-da-frota-pais-tem-1-automovel-para-cada-4-habitantes\/","title":{"rendered":"Com aumento da frota, pa\u00eds tem 1 autom\u00f3vel para cada 4 habitantes"},"content":{"rendered":"<p>O n\u00famero de carros n\u00e3o para de crescer no pa\u00eds. Com o aumento da frota, o Brasil j\u00e1 tem um autom\u00f3vel para cada 4,4 habitantes. S\u00e3o 45,4 milh\u00f5es de ve\u00edculos do tipo. H\u00e1 dez anos, a propor\u00e7\u00e3o era de 7,4 habitantes por carro.<\/p>\n<p>No \u00faltimo ano, s\u00f3 19 das 5.570 cidades do pa\u00eds registraram uma diminui\u00e7\u00e3o na frota de autom\u00f3veis <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/brasil\/frota-carros-motos-2013\/\">(veja no infogr\u00e1fico o n\u00famero de carros e de motos por habitante de cada cidade do pa\u00eds)<\/a>.<\/p>\n<p>Cruzamento feito pelo G1 com base nos n\u00fameros de registros do Departamento Nacional de Tr\u00e2nsito (Denatran) e nas estimativas populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) de 2013 revela que, das dez cidades com mais carro por habitante, nove est\u00e3o na regi\u00e3o Sudeste. A campe\u00e3 \u00e9 S\u00e3o Caetano do Sul. S\u00e3o 99 mil ve\u00edculos de passeio para uma popula\u00e7\u00e3o de 156 mil \u2013 uma m\u00e9dia de dois ve\u00edculos para cada tr\u00eas pessoas.<\/p>\n<p>Uma das explica\u00e7\u00f5es para o \u00edndice \u00e9 a alta renda per capita. A cidade \u00e9 a que tem o maior \u00cdndice de Desenvolvimento Urbano (IDH) do pa\u00eds. \u201cAl\u00e9m disso, o ABC \u00e9 um dos ber\u00e7os da ind\u00fastria automobil\u00edstica do Brasil. A popula\u00e7\u00e3o \u00e9 apaixonada por autom\u00f3vel\u201d, diz o secret\u00e1rio interino de Mobilidade Urbana da cidade, Marcelo Ferreira de Souza.<\/p>\n<p>Segundo ele, o boom de ve\u00edculos nos \u00faltimos anos, parte em raz\u00e3o da r\u00e1pida verticaliza\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio, tem provocado congestionamentos e complicado o tr\u00e1fego. \u201cComo a \u00e1rea da cidade \u00e9 pequena e toda urbanizada, fica dif\u00edcil lidar com a malha vi\u00e1ria, que est\u00e1 estacionada. A sa\u00edda tem sido implantar sem\u00e1foros inteligentes, por demanda de ve\u00edculos, mudar alguns sentidos de vias. Mas h\u00e1 hor\u00e1rios de pico em que a situa\u00e7\u00e3o fica muito complicada\u201d, admite.<\/p>\n<p>Souza diz que a localiza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 um agravante, j\u00e1 que S\u00e3o Caetano vira passagem para muitos moradores do ABC que t\u00eam como destino S\u00e3o Paulo. \u201cA frota flutuante \u00e9 bem maior que a do munic\u00edpio.\u201d<\/p>\n<p>Para o economista Ladislau Dowbor, do N\u00facleo de Estudos do Futuro da PUC-SP, o problema n\u00e3o \u00e9 a quantidade de carros no pa\u00eds, e sim o modelo criado nas cidades para favorecer o transporte individual. \u201cH\u00e1 muit\u00edssimos pa\u00edses com uma densidade de autom\u00f3veis por habitante maior, mas onde se circula normalmente. O problema no Brasil \u00e9 que, por press\u00e3o pol\u00edtica das empreiteiras e montadoras, se fez todas as infraestruturas para o autom\u00f3vel, e n\u00e3o para o transporte coletivo.\u201d<\/p>\n<p>\u201cO carro usado para a compra no supermercado, para o lazer \u00e0 noite, n\u00e3o causa grande preju\u00edzo. O absurdo \u00e9 ter, numa cidade como S\u00e3o Paulo, 6,5 milh\u00f5es de pessoas indo para o trabalho todo dia, para os mesmos destinos, de carro e na mesma hora\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Dowbor diz que \u00e9 preciso mudar a matriz de transporte brasileira. \u201cPrecisa tirar o combust\u00edvel poluente, generalizar o uso da bicicleta, especialmente a el\u00e9trica, implantar mais ciclovias, reduzir drasticamente as emiss\u00f5es e os custos para as pessoas. \u00c9 poss\u00edvel se deslocar em pouco tempo, de maneira barata, com uma op\u00e7\u00e3o de transporte ditada pela racionalidade e pela necessidade da popula\u00e7\u00e3o\u201d, pontua.<\/p>\n<p>S\u00f3 um munic\u00edpio do Brasil n\u00e3o possui nenhum autom\u00f3vel registrado. Trata-se de Porto Walter, no Acre. O G1 esteve na cidade, de pouco mais de 10 mil habitantes, que s\u00f3 tem acesso por rio e n\u00e3o possui quase nenhuma rua asfaltada (<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/ac\/acre\/noticia\/2014\/03\/isolada-porto-walter-no-ac-e-unica-cidade-do-pais-sem-carro.html\">leia a reportagem<\/a>).<\/p>\n<p><strong>Recuo<\/strong><br \/>\nDas 19 cidades com recuo na frota, cinco est\u00e3o no Amazonas, tr\u00eas no Par\u00e1, duas no Esp\u00edrito Santo, duas em Minas Gerais, duas no Piau\u00ed, uma no Cear\u00e1, uma em Pernambuco, uma no Paran\u00e1, uma no Rio de Janeiro e uma em Roraima.<\/p>\n<p>Em Porto Real (RJ), como h\u00e1 uma unidade de uma montadora de ve\u00edculos, uma das explica\u00e7\u00f5es da prefeitura \u00e9 que parte dos carros emplacados para funcion\u00e1rios e para test-drive acaba sendo transferida depois para outras cidades. O d\u00e9ficit \u00e9 o maior de todos: 258 autom\u00f3veis em um ano.<\/p>\n<p>As 19 cidades s\u00e3o a exce\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds que teve mais de 2,7 milh\u00f5es de novos carros registrados em 2013.<\/p>\n<p><strong>Motos<\/strong><br \/>\nJ\u00e1 na cidade de Pereiro (CE), \u00e9 dif\u00edcil encontrar uma resid\u00eancia que n\u00e3o conte com uma moto. A cidade, que tem 16 mil moradores e 6,1 mil motos, \u00e9 a que possui a maior propor\u00e7\u00e3o do tipo de ve\u00edculo por habitante: s\u00e3o duas motocicletas a cada cinco pessoas aproximadamente.<\/p>\n<p>O assessor da prefeitura, Dami\u00e3o Fl\u00e1vio Silveira, diz que a moto tem substitu\u00eddo animais como o jumento e o cavalo, antes utilizados como meio de transporte. \u201cMuitas pessoas v\u00e3o para o corte de cana em S\u00e3o Paulo e quando voltam, com dinheiro, a primeira coisa que fazem \u00e9 comprar uma moto. E a\u00ed tem o lance do status tamb\u00e9m\u201d, diz Silveira, que cita a facilidade de obter empr\u00e9stimos ou um financiamento como uma das explica\u00e7\u00f5es para o alto n\u00famero de ve\u00edculos de duas rodas no munic\u00edpio.<\/p>\n<p>\u201cNa prefeitura quase todos os funcion\u00e1rios t\u00eam moto. Eu mesmo moro em Fortaleza, mas sempre que vou a Pereiro s\u00f3 ando de moto. Pego uma emprestada logo que chego. E n\u00e3o falta gente para me ceder uma\u201d, brinca.<\/p>\n<p>O pa\u00eds tem hoje 18 milh\u00f5es de motocicletas \u2013 uma para cada 11 habitantes. O n\u00famero \u00e9 mais de tr\u00eas vezes o registrado em 2003 (5,3 milh\u00f5es), quando a propor\u00e7\u00e3o era de uma moto a cada 33 pessoas.<\/p>\n<p>A facilidade de compra e o baixo valor fazem com que a frota de motos seja maior que a de carros em 44% das cidades do pa\u00eds atualmente.<\/p>\n<p>Para Dowbor, o aumento do n\u00famero de motos preocupa, principalmente nas grandes metr\u00f3poles. \u201c\u00c9 desastroso. Em S\u00e3o Paulo, h\u00e1 uma morte e meia por dia. \u00c9 um massacre. Isso sem contar os feridos e os custos para a sa\u00fade. Em Xangai (China), n\u00e3o h\u00e1 uma moto que circule nos espa\u00e7os de carro. H\u00e1 sistemas el\u00e9tricos, que andam a 30 km\/h, o que \u00e9 razo\u00e1vel, permite se deslocar rapidamente e sem polui\u00e7\u00e3o sonora.\u201d<\/p>\n<p>Dados do Datasus, banco estat\u00edstico do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, mostram que a cada ano cerca de mil pessoas a mais morrem v\u00edtimas do tr\u00e2nsito no Brasil. S\u00e3o mail de 40 mil \u00f3bitos anuais hoje.<\/p>\n<p>Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de carros n\u00e3o para de crescer no pa\u00eds. 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