{"id":32241,"date":"2014-03-20T13:33:02","date_gmt":"2014-03-20T16:33:02","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=32241"},"modified":"2014-03-20T13:33:02","modified_gmt":"2014-03-20T16:33:02","slug":"brasil-ocupa-a-112a-posicao-em-ranking-internacional-de-saneamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/brasil-ocupa-a-112a-posicao-em-ranking-internacional-de-saneamento\/","title":{"rendered":"Brasil ocupa a 112\u00aa posi\u00e7\u00e3o em ranking internacional de saneamento"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/fenaprf.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/saneamento_basico.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-32242\" title=\"saneamento_basico\" src=\"https:\/\/fenaprf.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/saneamento_basico.jpg\" alt=\"\" width=\"277\" height=\"160\" \/><\/a>Apesar de ser a s\u00e9tima economia do mundo, o Brasil ocupava a 112\u00aa posi\u00e7\u00e3o em um conjunto de 200 pa\u00edses no quesito saneamento b\u00e1sico, em 2011, segundo aponta um estudo divulgado hoje (19) pelo Instituto Trata Brasil e pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel, durante o f\u00f3rum \u00c1gua: Gest\u00e3o Estrat\u00e9gica no Setor Empresarial.<\/p>\n<p>O objetivo do estudo foi apontar benef\u00edcios que poderiam ser obtidos com mais investimentos em saneamento b\u00e1sico, melhorando a qualidade de vida do brasileiro e elevando a economia do pa\u00eds.<\/p>\n<p>De acordo com esse trabalho, o \u00cdndice de Desenvolvimento do Saneamento atingiu 0,581, indicador que est\u00e1 abaixo n\u00e3o s\u00f3 do apurado em pa\u00edses ricos da Am\u00e9rica do Norte e da Europa como tamb\u00e9m de algumas na\u00e7\u00f5es do Norte da \u00c1frica, do Oriente M\u00e9dio e da Am\u00e9rica Latina em que a renda m\u00e9dia \u00e9 inferior ao da popula\u00e7\u00e3o brasileira. Entre eles est\u00e3o o Equador (0,707); o Chile (0,686) e a Argentina (0,667). O \u00edndice \u00e9 mensurado com base no \u00cdndice de Desenvolvimento Humano (IDH), do Programa\u00a0 das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).<\/p>\n<p>Na \u00faltima d\u00e9cada, o acesso de moradias \u00e0 coleta de esgoto aumentou 4,1%, n\u00edvel abaixo da m\u00e9dia hist\u00f3rica (4,6%). Em 2010, 31,5 milh\u00f5es de resid\u00eancias tinham coleta de esgoto. A regi\u00e3o Norte foi a que apresentou a melhor evolu\u00e7\u00e3o, apesar de ter as piores condi\u00e7\u00f5es no pa\u00eds com 4,4 milh\u00f5es de casas sem coleta. Somente o estado do Tocantins conseguiu ampliar o atendimento em quase 21%.<\/p>\n<p>No Nordeste, um universo de 13,5 milh\u00f5es n\u00e3o contavam com esses servi\u00e7os e em mais de 6 milh\u00f5es de lares n\u00e3o havia \u00e1gua tratada. O maior n\u00famero de resid\u00eancias sem coleta foi registrado no estado da Bahia (3,3 milh\u00f5es), seguido pelo Cear\u00e1 (1,9 milh\u00e3o).<\/p>\n<p>No Sul, mais 6,4 milh\u00f5es de resid\u00eancias tamb\u00e9m n\u00e3o contavam com os servi\u00e7os de coleta e os estados com os maiores d\u00e9ficits foram: Rio Grande do Sul (2,8 milh\u00f5es) e Santa Catarina (1,9 milh\u00e3o).\u00a0 J\u00e1 no Sudeste, com os melhores \u00edndices de cobertura, ainda existiam 8,2 milh\u00f5es de moradias sem coleta.<\/p>\n<p>Segundo advertem os organizadores do estudo, \u201ca situa\u00e7\u00e3o do saneamento tem reflexos imediatos nos indicadores de sa\u00fade\u201d. Eles citam que, em 2011, a taxa de mortalidade infantil no Brasil chegou a 12,9 mortes por 1.000 nascidos vivos, superando \u00e0s registradas em Cuba (4,3%), no Chile (7,8%) e na Costa Rica (8,6%).<\/p>\n<p>Outro efeito direto da precariedade do saneamento, conforme destaca o estudo, refere-se \u00e0 expectativa de vida da popula\u00e7\u00e3o (73,3 anos) em 2011, que ficou abaixo da m\u00e9dia apurada na Am\u00e9rica Latina (74,4 anos). Na Argentina, a esperan\u00e7a de vida atingiu 75,8 anos e no Chile 79,3 anos.<\/p>\n<p>O estudo destacou ainda que, se houvesse cobertura ampla do saneamento b\u00e1sico, as interna\u00e7\u00f5es por infec\u00e7\u00f5es gastrintestinais que, segundo dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade atingem 340 mil brasileiros, baixariam para 266 mil. Al\u00e9m da melhoria na qualidade da sa\u00fade isso representaria redu\u00e7\u00e3o de custo, j\u00e1 que as interna\u00e7\u00f5es levaram a um gasto de R$ 121 milh\u00f5es, em 2013.<\/p>\n<p>Pelos c\u00e1lculos desse trabalho, a universaliza\u00e7\u00e3o traria uma economia das despesas p\u00fablicas em torno de R$ 27,3 milh\u00f5es ao ano e mais da metade (52,3%) no Nordeste. Outros 27,2% no Norte e o restante dilu\u00eddo nas regi\u00f5es Sudeste, Sul e Centro-Oeste.<\/p>\n<p>Conforme os dados, em 2013, 2.135 v\u00edtimas de infec\u00e7\u00f5es gastrintestinais perderam a vida &#8211; n\u00famero que poderia cair 15,5%. A universaliza\u00e7\u00e3o do saneamento tamb\u00e9m diminuiria os afastamentos do trabalho ou da escola em 23% , o que poderia implicar em queda de R$ 258 milh\u00f5es por ano. Em 2008, 15,8 milh\u00f5es de pessoas ou 8,3% da popula\u00e7\u00e3o brasileira faltaram ao servi\u00e7o ou \u00e0s aulas por pelo menos um dia, sendo que 6,1% ou 969 mil por problemas causados por diarreias.\u00a0 Deste total, 304,8 mil eram trabalhadores e 707,4 mil frequentavam escolas ou creches.<\/p>\n<p>Outro benef\u00edcio apontado pelo estudo, seria a dinamiza\u00e7\u00e3o do turismo com a cria\u00e7\u00e3o de quase 500 postos de trabalho e renda anual de R$ 7,2 bilh\u00f5es em sal\u00e1rios, al\u00e9m de incremento na forma\u00e7\u00e3o do Produto Interno Bruto (PIB), que \u00e9 a soma da riqueza gerada no pa\u00eds, da ordem de R$ 12 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar de ser a s\u00e9tima economia do mundo, o Brasil ocupava a 112\u00aa posi\u00e7\u00e3o em um conjunto de 200 pa\u00edses<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":32242,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32241"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32241"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32241\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32241"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32241"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32241"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}