{"id":32551,"date":"2014-03-25T16:22:14","date_gmt":"2014-03-25T19:22:14","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=32551"},"modified":"2014-03-25T16:22:14","modified_gmt":"2014-03-25T19:22:14","slug":"populacao-carceraria-do-brasil-aumentou-mais-de-400-em-20-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/populacao-carceraria-do-brasil-aumentou-mais-de-400-em-20-anos\/","title":{"rendered":"Popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria do Brasil aumentou mais de 400% em 20 anos"},"content":{"rendered":"<p>As cenas de pris\u00f5es superlotadas, cercadas de viol\u00eancia e maus-tratos, que foram vistas recentemente no Complexo Penitenci\u00e1rio de Pedrinhas, no Maranh\u00e3o, refletem os problemas de todo o sistema carcer\u00e1rio brasileiro. Dados do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a (MJ) mostram o ritmo crescente da popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria no Brasil. Entre janeiro de 1992 e junho de 2013, enquanto a popula\u00e7\u00e3o cresceu 36%, o n\u00famero de pessoas presas aumentou 403,5%. De acordo com o Centro Internacional de Estudos Penitenci\u00e1rios, ligado \u00e0 Universidade de Essex, no Reino Unido, a m\u00e9dia mundial de encarceramento \u00e9 144 presos para cada 100 mil habitantes. No Brasil, o n\u00famero de presos sobe para 300. Ao Rep\u00f3rter Brasil, o diretor-geral do Departamento Penitenci\u00e1rio Nacional (Depen), do MJ, Augusto Eduardo Rossini, explicou que o aumento de esfor\u00e7os de seguran\u00e7a p\u00fablica \u00e9 um dos fatores determinantes para o grande n\u00famero de presos no Brasil. \u201cHouve um esfor\u00e7o grande no sentido do aparelhamento das pol\u00edcias, para elas terem mais efic\u00e1cia, n\u00e3o s\u00f3 efici\u00eancia\u201d. Atualmente, s\u00e3o aproximadamente 574 mil pessoas presas no Brasil. \u00c9 a quarta maior popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria do mundo, atr\u00e1s apenas dos Estados Unidos (2,2 milh\u00f5es), da China (1,6 milh\u00e3o) e R\u00fassia (740 mil). \u201cEstamos inseridos em uma sociedade que, lamentavelmente, tem aquela sensa\u00e7\u00e3o de que a seguran\u00e7a p\u00fablica depende do encarceramento. Se n\u00f3s encarcerarmos mais pessoas, n\u00f3s vamos conseguir a paz no pa\u00eds. Se isso fosse verdade, j\u00e1 ter\u00edamos conquistado a paz h\u00e1 muito tempo\u201d, criticou Douglas Martins, do Conselho Nacional de Justi\u00e7a. Dentro dos pres\u00eddios, a reportagem constatou condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias, como falta de espa\u00e7o e de higiene, o que leva a uma s\u00e9rie de doen\u00e7as, al\u00e9m de poucos profissionais de sa\u00fade para trat\u00e1-los. A viol\u00eancia \u00e9, sobretudo, um dos grandes desafios dos gestores do setor. \u201cO preso sofre viol\u00eancia sexual, n\u00e3o recebe a alimenta\u00e7\u00e3o adequada, morre no sistema prisional. E como \u00e9 que ele se sente mais seguro? \u00c9 se associando a uma fac\u00e7\u00e3o do crime organizado. E isso transformou as fac\u00e7\u00f5es, hoje, em verdadeiros monstros no pa\u00eds\u201d, explicou Martins. Na outra ponta do problema est\u00e3o aqueles que mant\u00eam os pres\u00eddios funcionando, e que tamb\u00e9m t\u00eam queixas a fazer. \u201cFica uma categoria sem valoriza\u00e7\u00e3o, sem prest\u00edgio, sem uma atribui\u00e7\u00e3o definida. Cada estado pode inserir ou retirar atribui\u00e7\u00e3o, passar a atribui\u00e7\u00e3o para uma outra categoria que n\u00e3o deveria fazer. Ent\u00e3o, n\u00f3s precisamos de uma organiza\u00e7\u00e3o maior, em n\u00edvel federal, do sistema prisional do pa\u00eds\u201d, analisou o presidente do Sindicato dos Agentes de Atividades Penitenci\u00e1rias do Distrito Federal, Leandro Allan. Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As cenas de pris\u00f5es superlotadas, cercadas de viol\u00eancia e maus-tratos, que foram vistas recentemente no Complexo Penitenci\u00e1rio de Pedrinhas, no<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":32552,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32551"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32551"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32551\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32551"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32551"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32551"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}