{"id":33345,"date":"2014-04-08T14:00:27","date_gmt":"2014-04-08T17:00:27","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=33345"},"modified":"2014-04-08T14:00:27","modified_gmt":"2014-04-08T17:00:27","slug":"marcha-de-quarta-feira-nao-e-contra-o-governo-afirmam-centrais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/marcha-de-quarta-feira-nao-e-contra-o-governo-afirmam-centrais\/","title":{"rendered":"Marcha de quarta-feira n\u00e3o \u00e9 contra o governo, afirmam centrais"},"content":{"rendered":"<p>S\u00e3o Paulo \u2013 A manifesta\u00e7\u00e3o, ou marcha, que seis centrais sindicais realizaram nesta quarta-feira (9) n\u00e3o pretende ser um ato contra o governo, afirmam seus representantes. \u00c9 antes uma cobran\u00e7a, extensiva ao Parlamento, sobre o n\u00e3o atendimento de uma s\u00e9rie de reivindica\u00e7\u00f5es, pelo menos uma com quase duas d\u00e9cadas de espera, caso da proposta de redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho. Mas isso n\u00e3o impede os dirigentes de criticar o governo Dilma Rousseff, e um deles defender explicitamente o chamado &#8220;Volta, Lula&#8221;.<\/p>\n<p>L\u00edderes da CGTB, CTB, CUT, For\u00e7a Sindical, Nova Central e UGT se reuniram hoje (7) na sede da UGT, na regi\u00e3o central de S\u00e3o Paulo, para discutir detalhes e divulgar o ato de quarta-feira, que dever\u00e1 sair \u00e0s 10h da Pra\u00e7a da S\u00e9, tamb\u00e9m no centro paulistano, em dire\u00e7\u00e3o ao v\u00e3o livre do Masp, na avenida Paulista. Eles esperam reunir 50 mil pessoas.<\/p>\n<p>A pauta \u00e9 extensa. Inclui, entre outros itens, fim do fator previdenci\u00e1rio, redu\u00e7\u00e3o da jornada para 40 horas semanais, arquivamento do Projeto de Lei 4.330, sobre terceiriza\u00e7\u00e3o, regulamenta\u00e7\u00e3o das conven\u00e7\u00f5es 151 (direito de greve e negocia\u00e7\u00e3o coletiva no setor p\u00fablico) e 158 (contra demiss\u00e3o imotivada) da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT), corre\u00e7\u00e3o da tabela do Imposto de Renda, reajuste das aposentadorias, mais investimentos em sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a e melhoria do transporte p\u00fablica. Parte foi apresentada ainda em 2010, outro ano eleitoral, o que refor\u00e7a o vi\u00e9s pol\u00edtico da atividade.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos crescendo, talvez n\u00e3o na velocidade que gostar\u00edamos, mas crescendo e ampliando a democracia. Vamos \u00e0 rua n\u00e3o contra ningu\u00e9m, mas pela agenda e para o Brasil continuar crescendo&#8221;, diz o secret\u00e1rio-geral da CUT, S\u00e9rgio Nobre. &#8220;A marcha n\u00e3o \u00e9 contra ningu\u00e9m, \u00e9 em defesa da classe trabalhadora. Vamos cobrar de todas as esferas de poder e tamb\u00e9m do empresariado.&#8221; Segundo ele, as centrais tamb\u00e9m est\u00e3o solicitando audi\u00eancias com Dilma e com os presidentes do Senado, da C\u00e2mara e do Tribunal Superior do Trabalho (TST).<\/p>\n<p><strong>Entendimento<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Essa pauta foi praticamente constru\u00edda em 2010. De l\u00e1 para c\u00e1, por mais que o movimento sindical tente, se avan\u00e7ou muito pouco ou praticamente nada&#8221;, afirma o presidente da For\u00e7a Sindical, Miguel Torres, que v\u00ea pouca a\u00e7\u00e3o do Executivo para estimular a economia, especialmente no setor industrial. &#8220;N\u00e3o estamos sentindo do governo as rea\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias. A marcha n\u00e3o termina no dia 9&#8221;, acrescenta Miguel, anunciando outras manifesta\u00e7\u00f5es pelo pa\u00eds, e especialmente em Bras\u00edlia. &#8220;Temos uma pauta dentro do Congresso que n\u00e3o \u00e9 colocada para votar.&#8221;<\/p>\n<p>A For\u00e7a \u00e9 uma central que se manifesta contra a reelei\u00e7\u00e3o de Dilma. Isso j\u00e1 acontecia desde a marcha do ano passado, em Bras\u00edlia, quando o presidente da central ainda era o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, que agora se dedica \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o do partido Solidariedade. Mas os sindicalistas afirmam que, na quarta-feira, a ideia \u00e9 fazer uma manifesta\u00e7\u00e3o conjunta, independentemente de prefer\u00eancias eleitorais. &#8220;Acho que a unidade das centrais est\u00e1 acima da quest\u00e3o partid\u00e1ria. A ideia \u00e9 fortalecer esse entendimento entre as centrais&#8221;, diz Miguel.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um ato pol\u00edtico-trabalhista, n\u00e3o politico-partid\u00e1rio&#8221;, define o presidente da Nova Central, Jos\u00e9 Calixto. &#8220;Se n\u00e3o fosse assim, eu n\u00e3o estaria aqui&#8221;, acrescenta. &#8220;Queremos mostrar tamb\u00e9m que sabemos, de forma ordeira, juntar os trabalhadores das mais variadas opini\u00f5es.&#8221; Ele tamb\u00e9m aponta dificuldades no Congresso, dando como exemplo a vota\u00e7\u00e3o sobre a Conven\u00e7\u00e3o 158. &#8220;Tomamos um banho na Comiss\u00e3o de Trabalho (da C\u00e2mara)&#8221;, lembra. E reservou cr\u00edticas \u00e0 presidenta. &#8220;Ela praticamente n\u00e3o nos recebeu. Com o presidente Lula, t\u00ednhamos muitas reuni\u00f5es. Nem a Secretaria-Geral (da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica) nos recebe mais.&#8221;<\/p>\n<p>O ataque mais incisivo parte do presidente da CGTB, Ubiraci Dantas de Oliveira, o Bira. &#8220;A quest\u00e3o principal \u00e9 ter uma pol\u00edtica de desenvolvimento. N\u00e3o vai se resolver o problema do Brasil com desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento&#8221;, afirma, defendendo pol\u00edticas para que o Brasil volte a crescer &#8220;como na \u00e9poca do presidente Lula&#8221;. \u00c0 sa\u00edda, Bira comentou que seria &#8220;outra conversa&#8221; no caso de uma candidatura do ex-presidente. &#8220;Mas com Dilma n\u00e3o d\u00e1 mais.&#8221;<\/p>\n<p>O presidente da CTB, Adilson Ara\u00fajo, lembrou que o atual governo chegou a iniciar uma pol\u00edtica de redu\u00e7\u00e3o de juros e combate ao spread banc\u00e1rio, mas interrompeu esse processo h\u00e1 um ano, quando a taxa b\u00e1sica voltou a subir e foram adotadas medidas &#8220;extremamente conservadoras&#8221;, segundo ele. &#8220;A press\u00e3o exercida pelo mercado tem deixado o governo bastante suscet\u00edvel&#8221;, avalia. &#8220;H\u00e1 um equ\u00edvoco profundo nas pol\u00edticas macroecon\u00f4micas. O super\u00e1vit (prim\u00e1rio) compromete mudan\u00e7as e pode levar \u00e0 estagna\u00e7\u00e3o. A tributa\u00e7\u00e3o \u00e9 perversa, principalmente para quem ganha pouco. O governo deveria taxar as grandes fortunas e radicalizar com quem ganhou muito e investe pouco.&#8221;<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio-geral da CUT destacou a import\u00e2ncia da implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas sociais, na \u00faltima d\u00e9cada, para a manuten\u00e7\u00e3o do crescimento, com distribui\u00e7\u00e3o de renda. &#8220;A Europa adotou pol\u00edticas conservadoras e est\u00e1 colhendo os resultados, contra os trabalhadores. O Brasil s\u00f3 cresceu porque resolveu enfrentar a pobreza e promover a inclus\u00e3o social. O caminho do crescimento e n\u00e3o a pol\u00edtica de aumento de juros.&#8221;<\/p>\n<p>O presidente da UGT, Ricardo Patah, anfitri\u00e3o do encontro, ressaltou a necessidade de converg\u00eancia das centrais. &#8220;Foi a unidade que trouxe a pol\u00edtica de valoriza\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo&#8221;, lembrou, apontando ainda certa m\u00e1 vontade da imprensa em rela\u00e7\u00e3o ao movimento sindical brasileiro. &#8220;A m\u00e9dia mundial de sindicaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 7%. Estamos chegando a 20%&#8221;, comparou. Ele deu outro exemplo de resultado positivo decorrente da articula\u00e7\u00e3o entre as centrais: a elei\u00e7\u00e3o do brasileiro Jo\u00e3o Fel\u00edcio, ex-presidente da CUT, para o comando da Confedera\u00e7\u00e3o Sindical Internacional (CSI). A aprova\u00e7\u00e3o do nome saiu na semana passada, durante reuni\u00e3o em Bruxelas, e ser\u00e1 referendada em maio, em Berlim, na reuni\u00e3o do conselho geral da entidade.<\/p>\n<p>Fonte: Rede Brasil Atual<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o Paulo \u2013 A manifesta\u00e7\u00e3o, ou marcha, que seis centrais sindicais realizaram nesta quarta-feira (9) n\u00e3o pretende ser um ato<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":33346,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33345"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33345"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33345\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33345"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33345"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33345"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}