{"id":33542,"date":"2014-04-10T17:21:13","date_gmt":"2014-04-10T20:21:13","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=33542"},"modified":"2014-04-10T17:21:13","modified_gmt":"2014-04-10T20:21:13","slug":"virus-transmitido-por-aedes-aegypti-ameaca-o-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/virus-transmitido-por-aedes-aegypti-ameaca-o-brasil\/","title":{"rendered":"V\u00edrus transmitido por Aedes aegypti amea\u00e7a o Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Velho conhecido dos brasileiros, o Aedes aegypti pode se tornar transmissor de mais uma doen\u00e7a no Pa\u00eds, al\u00e9m da dengue e da febre amarela. Pesquisa do Instituto Oswaldo Cruz, publicada no Journal of Virology, mostra que os insetos que circulam por aqui t\u00eam alta capacidade para transmitir a febre chikungunya, provocada por v\u00edrus de mesmo nome que circula por 40 pa\u00edses e chegou recentemente ao Caribe.<\/p>\n<p>O trabalho, realizado em parceria com o Instituto Pasteur, mostrou que al\u00e9m do A. aegypti, o Aedes albopictus t\u00eam potencial elevado de disseminar a febre. A preocupa\u00e7\u00e3o dos pesquisadores \u00e9 maior com a proximidade da Copa do Mundo, com o aumento de turistas no Pa\u00eds. A febre chikungunya tem sintomas semelhantes aos da dengue &#8211; dor de cabe\u00e7a, febre alta, dor muscular.<\/p>\n<p>O que diferencia as doen\u00e7as s\u00e3o as fortes dores nas articula\u00e7\u00f5es, que em alguns casos pode durar meses. O chikungunya tamb\u00e9m n\u00e3o provoca altera\u00e7\u00f5es sangu\u00edneas, como queda de plaquetas, que leva \u00e0 forma hemorr\u00e1gica, no caso da dengue.<\/p>\n<p>Os pesquisadores come\u00e7aram a investigar a transmiss\u00e3o do v\u00edrus depois que foram registrados os primeiros casos no Brasil, em S\u00e3o Paulo e no Rio, a partir de 2010. Os infectados haviam visitado a Indon\u00e9sia, mas a doen\u00e7a n\u00e3o se espalhou pelo Pa\u00eds. &#8220;Nos perguntamos se os nossos mosquitos, nas Am\u00e9ricas, n\u00e3o eram suscet\u00edveis. Fizemos o estudo com amostras de cepas isoladas na \u00c1frica, e em regi\u00f5es dos oceanos \u00cdndico e Pac\u00edfico.<\/p>\n<p>Quando est\u00e1vamos terminando o estudo &#8211; e conclu\u00edmos o potencial de transmiss\u00e3o -, come\u00e7ou o surto nas ilhas francesas do Caribe&#8221;, afirmou o pesquisador do laborat\u00f3rio de Hematozo\u00e1rios do Instituto Oswaldo Cruz, Ricardo Louren\u00e7o, que coordenou o estudo. &#8220;Estamos muito assustados de o v\u00edrus se espalhar pelo Brasil. Porque al\u00e9m de termos os mosquitos transmissores, temos uma popula\u00e7\u00e3o suscet\u00edvel, que nunca teve contato com esses anticorpos&#8221;.<\/p>\n<p>Foram analisadas cepas de v\u00edrus da \u00c1frica, Nova Caled\u00f4nia e da regi\u00e3o do Oceano \u00cdndico. Em laborat\u00f3rio, mosquitos de dez pa\u00edses foram infectados (al\u00e9m do Brasil, Estados Unidos, M\u00e9xico, Panam\u00e1, Venezuela, Peru, Bol\u00edvia, Paraguai, Uruguai e Argentina). Em m\u00e9dia, os mosquitos estavam aptos a disseminar a doen\u00e7a em sete dias. Os A. albopictus coletados no Rio de Janeiro foram capazes de transmitir a doen\u00e7a em dois dias.<\/p>\n<p>&#8220;Isso representa um tempo quase cinco vezes menor do que ocorre com a dengue. Depois de picar uma pessoa infectada, o mosquito tem o v\u00edrus na saliva entre 10 e 14 dias depois. Um mosquito precisa viver duas semanas para transmitir a doen\u00e7a, nesse per\u00edodo v\u00e1rios v\u00e3o morrer.<\/p>\n<p>Se o inseto \u00e9 capaz de passar a doen\u00e7a em dois ou tr\u00eas dias, acelera a capacidade epid\u00eamica&#8221;, afirmou Louren\u00e7o. &#8220;O Aedes albopictus recebia aten\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria, mas agora tem que passar a ter um cuidado maior. Foi o respons\u00e1vel pelos surtos na Fran\u00e7a e na It\u00e1lia&#8221;.<\/p>\n<p>Fonte: Jornal de Bras\u00edlia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Velho conhecido dos brasileiros, o Aedes aegypti pode se tornar transmissor de mais uma doen\u00e7a no Pa\u00eds, al\u00e9m da dengue<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":28199,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33542"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33542"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33542\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33542"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33542"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33542"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}