{"id":34116,"date":"2014-04-23T16:55:33","date_gmt":"2014-04-23T19:55:33","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=34116"},"modified":"2014-04-23T16:55:33","modified_gmt":"2014-04-23T19:55:33","slug":"pesquisa-da-usp-desenvolve-aparelho-que-detecta-dengue-em-20-minutos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/pesquisa-da-usp-desenvolve-aparelho-que-detecta-dengue-em-20-minutos\/","title":{"rendered":"Pesquisa da USP desenvolve aparelho que detecta dengue em 20 minutos"},"content":{"rendered":"<p>Um aparelho port\u00e1til e de baixo custo, desenvolvido por pesquisadores do Instituto de F\u00edsica de S\u00e3o Carlos da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), \u00e9 capaz diagnosticar com precis\u00e3o os pacientes com o v\u00edrus da dengue em apenas 20 minutos, j\u00e1 a partir dos primeiros sintomas. A novidade est\u00e1 sendo poss\u00edvel porque um estudo mostrou alta concentra\u00e7\u00e3o da prote\u00edna NS1, produzida pelo v\u00edrus. Atualmente, o exame para detectar a doen\u00e7a s\u00f3 pode ser feito no sexto dia, o que faz com que ela seja confundida com outras infec\u00e7\u00f5es e nem sempre tratada da forma adequada. A demora no diagn\u00f3stico pode levar, especialmente nos casos de reincid\u00eancia, \u00e0 morte.<\/p>\n<p>\u201cO teste convencional n\u00e3o pode ser feito nos primeiros dias, porque ele mede a concentra\u00e7\u00e3o de anticorpos. [O paciente] tem que ter quadro avan\u00e7ado de dengue. O novo aparelho detecta a prote\u00edna j\u00e1 nos primeiros dias\u201d, disse o professor Francisco Guimar\u00e3es, respons\u00e1vel pelo estudo. O dispositivo, similar ao que \u00e9 utilizado na medi\u00e7\u00e3o de glicemia, funciona da seguinte forma: o anticorpo que reage \u00e0 prote\u00edna NS1 \u00e9 cultivado na gema do ovo. Em seguida, ele \u00e9 colocado em alta concentra\u00e7\u00e3o sobre uma membrana met\u00e1lica, a qual em contato com o sangue infectado, reage eletricamente.<\/p>\n<p>Guimar\u00e3es destaca que a utiliza\u00e7\u00e3o de ovos de galinha para produzir os anticorpos foi uma das formas encontradas para baratear o custo do produto. \u201cA gente gerou fora do corpo humano, sem usar animal, e isso faz com que o pre\u00e7o fique muito baixo. Apesar de o corpo ter milh\u00f5es de prote\u00ednas, s\u00f3 aquela do v\u00edrus da dengue se liga ao anticorpo\u201d, explicou. O aparelho deve custar entre R$ 100 e R$ 200. \u201cA ideia \u00e9 que todo posto de sa\u00fade, mesmo em lugares mais remotos, possam fazer o teste r\u00e1pido, sem que o sangue tenha que ser levado para grandes centros. Evita-se a demora no resultado, pois \u00e9 um teste direto\u201d.<\/p>\n<p>O professor espera que, em no m\u00e1ximo dois anos, o dispositivo esteja dispon\u00edvel para venda. \u201cFizemos o prot\u00f3tipo, mas ele tem que passar ainda pela etapa de desenvolvimento do produto, de valida\u00e7\u00e3o pela Anvisa [Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria], de produ\u00e7\u00e3o e s\u00f3 ent\u00e3o a etapa de venda. Esse \u00e9 o prazo mais otimista\u201d, avaliou. A pr\u00f3xima fase da pesquisa \u00e9 desenvolver biossensores que identifiquem o tipo de v\u00edrus da dengue. \u201cSe o paciente pegou o tipo 1 e na cidade est\u00e1 alastrando o tipo 3, a chance dele ter hemorr\u00e1gica \u00e9 grande, pois \u00e9 preciso ser infectado por v\u00edrus distintos. Por isso a import\u00e2ncia de identificar o tipo\u201d.<\/p>\n<p>Fonte: Correio Braziliense<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um aparelho port\u00e1til e de baixo custo, desenvolvido por pesquisadores do Instituto de F\u00edsica de S\u00e3o Carlos da Universidade de<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":28199,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34116"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34116"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34116\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34116"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34116"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34116"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}