{"id":34281,"date":"2014-04-27T21:09:08","date_gmt":"2014-04-28T00:09:08","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=34281"},"modified":"2014-04-27T21:09:08","modified_gmt":"2014-04-28T00:09:08","slug":"o-sindicalismo-deve-participar-do-processo-eleitoral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/o-sindicalismo-deve-participar-do-processo-eleitoral\/","title":{"rendered":"O sindicalismo deve participar do processo eleitoral?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em>Por: <strong>Ant\u00f4nio Augusto de Queiroz<\/strong><\/em><\/p>\n<p>O movimento sindical, como um dos mais importantes agentes pol\u00edticos e sociais do pa\u00eds, tem a obriga\u00e7\u00e3o de participar ativamente do processo eleitoral, afinal de contas est\u00e3o em disputa projetos de governo e de poder que afetam positiva ou negativamente seus representados.<\/p>\n<p>N\u00e3o pode nem deve se omitir desse debate, sob pena de negligenciar a defesa dos interesses dos assalariados \u2013 trabalhadores do setor privado, servidores p\u00fablicos e aposentados e pensionistas \u2013 e dos direitos trabalhistas, sindicais e previdenci\u00e1rios da classe trabalhadora, entre outros.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, uma das miss\u00f5es da organiza\u00e7\u00e3o sindical \u00e9 exatamente a politiza\u00e7\u00e3o \u2013 de forma constante e sempre visando \u00e0 consci\u00eancia pol\u00edtica \u2013 da classe trabalhadora. Deve, todavia, ter o cuidado de n\u00e3o partidarizar o movimento, porque, al\u00e9m de dividir os trabalhadores, a entidade sindical que age orientada exclusivamente por partido pol\u00edtico pode perder sua capacidade classista na a\u00e7\u00e3o sindical e at\u00e9 afugentar os trabalhadores da entidade.<\/p>\n<p>O setor patronal e o mercado financeiro apoiam candidatos identificados com seus pleitos inclusive com financiamento de campanha. E entre os pleitos deles est\u00e3o a flexibiliza\u00e7\u00e3o ou precariza\u00e7\u00e3o de direitos, a redu\u00e7\u00e3o de direitos previdenci\u00e1rios e a fragiliza\u00e7\u00e3o do movimento sindical.<\/p>\n<p>Frente a esse quadro, por que os sindicatos de trabalhadores e servidores n\u00e3o deveriam apoiar candidatos? \u00c9 verdade que a legisla\u00e7\u00e3o pro\u00edbe doa\u00e7\u00e3o de campanha por entidade de classe, mas o apoio n\u00e3o se limita \u00e0s doa\u00e7\u00f5es. Existem v\u00e1rias formas de apoiar e defender os candidatos pr\u00f3-trabalhadores.<\/p>\n<p>Se, em circunst\u00e2ncias normais, os trabalhadores e suas entidades deveriam apoiar e fazer campanha para candidatos identificados ou oriundos do movimento sindical, por que deixariam de faz\u00ea-lo numa elei\u00e7\u00e3o em que a investida neoliberal sobre seus direitos est\u00e3o prenunciados?<\/p>\n<p>As entidades sindicais, que s\u00e3o institui\u00e7\u00f5es eminentemente pol\u00edticas e de forma\u00e7\u00e3o social, tem que participar do processo eleitoral sim. Elas, embora devam priorizar o atendimento das demandas, pleitos e reivindica\u00e7\u00f5es de seus associados, devem atuar em favor de pol\u00edticas p\u00fablicas e do processo democr\u00e1tico, que v\u00e3o al\u00e9m da luta meramente corporativa no local de trabalho.<\/p>\n<p>Nunca \u00e9 demais lembrar que as lideran\u00e7as sindicais e suas entidades lutam contra algo (a\u00e7\u00e3o reativa) ou a favor de algo (a\u00e7\u00e3o propositiva) e o fazem em v\u00e1rias dimens\u00f5es e inst\u00e2ncias nas quais temas de interesse da classe trabalhadora estejam em debate ou dependam de delibera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nesse sentido, o processo eleitoral \u00e9 fundamental porque \u00e9 nele que, simultaneamente, se elegem os representantes e se definem os projetos e programas de governo. Ou seja, \u00e9 o momento da legitima\u00e7\u00e3o de propostas e programas ou diretrizes a serem implementadas pelos futuros legisladores e governantes e n\u00e3o podemos, por omiss\u00e3o, permitir que propostas contra os interesses dos trabalhadores sejam referendadas pelas urnas.<\/p>\n<p>Logo, a participa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, dos militantes e dirigentes sindicais no processo eleitoral, mais do que um dever c\u00edvico e moral, \u00e9 uma necessidade para exigir compromisso program\u00e1tico dos candidatos com as causas sociais de interesse da classe trabalhadora, no per\u00edodo de campanha, e presta\u00e7\u00e3o de contas, quando do exerc\u00edcio do mandato.<\/p>\n<p>A pol\u00edtica de recupera\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo, por exemplo, s\u00f3 ter\u00e1 perspectivas de renova\u00e7\u00e3o a partir de 2016, se estiver explicitada no programa eleitoral do pr\u00f3ximo ou pr\u00f3xima presidente da Rep\u00fablica, assim como a redu\u00e7\u00e3o da jornada e a mudan\u00e7a do fator previdenci\u00e1rio.<\/p>\n<p>Por tudo isto, a participa\u00e7\u00e3o no processo eleitoral do movimento sindical, de forma suprapartid\u00e1ria e com unidade de a\u00e7\u00e3o em torno dos temas comuns, ser\u00e1 n\u00e3o apenas uma necessidade e uma tarefa fundamental, como uma quest\u00e3o de sobreviv\u00eancia pol\u00edtica do movimento.<\/p>\n<p><em><strong>Ant\u00f4nio Augusto de Queiroz<\/strong><\/em> \u00e9 jornalista, analista pol\u00edtico e diretor de Documenta\u00e7\u00e3o do Diap.<\/p>\n<p>Fonte: Diap<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Ant\u00f4nio Augusto de Queiroz O movimento sindical, como um dos mais importantes agentes pol\u00edticos e sociais do pa\u00eds, tem<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":26685,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[9,1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34281"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34281"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34281\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34281"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34281"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34281"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}