{"id":34572,"date":"2014-05-03T22:00:30","date_gmt":"2014-05-04T01:00:30","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=34572"},"modified":"2014-05-03T22:00:30","modified_gmt":"2014-05-04T01:00:30","slug":"pf-e-receita-dao-ultimato-a-dilma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/pf-e-receita-dao-ultimato-a-dilma\/","title":{"rendered":"PF e Receita d\u00e3o ultimato a Dilma"},"content":{"rendered":"<p>Os Servidores P\u00fablicos nunca esconderam a predile\u00e7\u00e3o pelo PT na hora de depositarem os votos nas urnas. Essa op\u00e7\u00e3o pol\u00edtica se consolidou durante o governo Fernando Henrique Cardoso, que promoveu um enxugamento da m\u00e1quina p\u00fablica, cortando cargos e segurando os sal\u00e1rios. Com Lula candidato \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, em 2002, o funcionalismo jogou pesado para tirar o PSDB do poder.<\/p>\n<p>Apesar de todo apoio ao petista, no primeiro mandato dele, os servidores n\u00e3o tiveram os benef\u00edcios esperados. Na tentativa de conquistar a confian\u00e7a dos investidores, Lula foi obrigado a dar um arrocho nas contas p\u00fablicas, elevar o superavit prim\u00e1rio e conter a gastan\u00e7a com a m\u00e1quina. O funcionalismo reclamou, mas acabou se contentando com o pouco que recebeu em termos de reajustes.<\/p>\n<p>No segundo mandato, por\u00e9m, Lula n\u00e3o economizou na hora de favorecer os servidores. A partir de 2007, concedeu reajustes espetaculares para quase toda as carreiras. Aprovou a contrata\u00e7\u00e3o de milhares de pessoas por meio de concursos, sobretudo para as carreiras de Estado, a elite do funcionalismo. O ent\u00e3o presidente alardeava que havia resgatado a dignidade dos funcion\u00e1rios p\u00fablicos e fortalecido o governo para atender melhor a sociedade. De novo, o PT estava na crista na onda com servidores.<\/p>\n<p>Agora, com Dilma Rousseff caminhando para a reta final de seu governo, o que se v\u00ea \u00e9 um quadro muito diferente. O descontentamento do funcionalismo com ela \u00e9 gritante. A ponto de os funcion\u00e1rios de dois dos principais \u00f3rg\u00e3os da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, a Receita e a Pol\u00edcia Federal, darem um ultimato \u00e0 presidente. Ou o Pal\u00e1cio do Planalto atende os pleitos apresentados por eles, ou as m\u00e1quinas de fiscaliza\u00e7\u00e3o e de repress\u00e3o ao crime v\u00e3o parar num momento crucial para o pa\u00eds: a Copa do Mundo.<\/p>\n<p>&#8220;Nossa data final para que o governo se posicione \u00e9 10 de junho. Toda a categoria est\u00e1 mobilizada para cruzar os bra\u00e7os, caso o Planalto n\u00e3o antecipe para este ano os 5% de reajustes previstos para 2015, n\u00e3o regulamente o adicional de fronteira aprovado h\u00e1 oito meses e n\u00e3o d\u00ea andamento a Lei Org\u00e2nica do Fisco&#8221;, diz Cl\u00e1udio Damasceno, presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco). &#8220;N\u00e3o vamos recuar&#8221;, assegura.<\/p>\n<p>Damasceno reconhece que ao darem um ultimato ao governo est\u00e3o comprando uma briga sem precedentes com a presidente Dilma, que n\u00e3o admite esse tipo de postura. Para mostrar que n\u00e3o est\u00e3o blefando, os auditores deram in\u00edcio, nesta semana, \u00e0 Opera\u00e7\u00e3o Meta Vermelha. Por meio dela, v\u00e3o reduzir as a\u00e7\u00f5es que garantam maior arrecada\u00e7\u00e3o ao Le\u00e3o. Autos de infra\u00e7\u00e3o a devedores deixar\u00e3o de serem expedidos e cobran\u00e7as ser\u00e3o postergadas. No ano passado, somente os autos de infra\u00e7\u00e3o totalizaram R$ 120 bilh\u00f5es, dos quais R$ 72 bilh\u00f5es se tornaram cr\u00e9ditos efetivos para o Fisco.<\/p>\n<p>Os fiscais sabem que o governo n\u00e3o pode abrir m\u00e3o de nenhum tipo de receita, especialmente neste ano eleitoral, em que a presidente Dilma est\u00e1 abrindo o saco de bondades para tentar estancar a queda na pesquisas de inten\u00e7\u00e3o de voto. Na quarta-feira, anunciou reajuste de 10% para os benef\u00edcios do Bolsa Fam\u00edlia e a corre\u00e7\u00e3o de 4,5% na tabela do Imposto de Renda, fatura que chegar\u00e1 a R$ 3,7 bilh\u00f5es. &#8220;A Opera\u00e7\u00e3o Meta Vermelha vai custar caro&#8221;, assegura Damasceno.<\/p>\n<p>Na Pol\u00edcia Federal, o estado de greve j\u00e1 foi decretado. E o ultimato \u00e0 Dilma acaba em 5 de junho. O governo, admite Jones Leal, presidente da Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), tem mostrado disposi\u00e7\u00e3o para negociar com agentes, que se recusaram assinar o acordo fechado com a maior parte do funcionalismo em 2012 para reajuste de 15,8% em tr\u00eas parcelas, entre 2013 e 2015. Mas isso n\u00e3o diminui a tens\u00e3o e a determina\u00e7\u00e3o de decretar a paralisa\u00e7\u00e3o por tempo indeterminado \u00e0s v\u00e9speras do Mundial.<\/p>\n<p>O clima est\u00e1 t\u00e3o pesado na PF, que h\u00e1 agentes dizendo que o &#8220;barco est\u00e1 afundando&#8221; e que, se for preciso, ajudar\u00e3o a fazer mais buracos nos cascos. Mais do que o aumento imediato de sal\u00e1rios, os policiais querem a reestrutura\u00e7\u00e3o de carreiras. Apesar de, em concursos p\u00fablicos, o governo exigir curso superior para agentes, na lei, as atribui\u00e7\u00f5es s\u00e3o de n\u00edvel m\u00e9dio.<\/p>\n<p>Com isso, criou-se uma casta de delegados, que recebem entre R$ 15 mil e R$ 20 mil por m\u00eas, e da &#8220;ral\u00e9&#8221;, formada por agentes, escriv\u00e3os e papiloscopistas, cujos ganhos variam entre R$ 7,5 mil e R$ 11 mil. &#8220;Nossos 27 sindicatos far\u00e3o uma assembleia-geral extraordin\u00e1ria nos dias 13, 14 e 15 de maio, para deliberar sobre a greve. Portanto, ainda h\u00e1 tempo para se evitar o pior&#8221;, assinala Leal.<\/p>\n<p>Fonte: Correio Braziliense<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os Servidores P\u00fablicos nunca esconderam a predile\u00e7\u00e3o pelo PT na hora de depositarem os votos nas urnas. 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