{"id":34747,"date":"2014-05-06T16:45:18","date_gmt":"2014-05-06T19:45:18","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=34747"},"modified":"2014-05-06T16:45:18","modified_gmt":"2014-05-06T19:45:18","slug":"oms-mais-de-800-mulheres-morrem-por-dia-em-complicacoes-da-gravidez","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/oms-mais-de-800-mulheres-morrem-por-dia-em-complicacoes-da-gravidez\/","title":{"rendered":"OMS: mais de 800 mulheres morrem por dia em complica\u00e7\u00f5es da gravidez"},"content":{"rendered":"<p>Mais de 800 mulheres morrem todos os dias devido a complica\u00e7\u00f5es na gravidez e no parto, mostra a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) em dados divulgados hoje (6). A mortalidade materna, no entanto, registra redu\u00e7\u00e3o de 45% desde 1990.<\/p>\n<p>Segundo a OMS, 289 mil mulheres morreram em 2013 devido a complica\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 gravidez e ao parto. Em 1990, foram 523 mil mortes.<\/p>\n<p>A quase totalidade das mortes maternas (99%) ocorre em pa\u00edses em desenvolvimento e um ter\u00e7o do total \u00e9 regitrado em apenas dois pa\u00edses: a \u00cdndia (50 mil) e a Nig\u00e9ria (40 mil). De acordo com a OMS, a regi\u00e3o mais perigosa para se ter um filho \u00e9 a \u00c1frica Subsaariana.<\/p>\n<p>A taxa de mortalidade materna nos pa\u00edses em desenvolvimento em 2013 foi 230 por 100 mil nascimentos, enquanto nos pa\u00edses desenvolvidos foi 16 por 100 mil nascidos vivos.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o, sediada em Genebra, alerta para as grandes disparidades entre os pa\u00edses \u2013 com alguns registrando taxas de mortalidade materna extremamente elevadas, de 1.000 por cada 100 mil nascidos vivos &#8211; e tamb\u00e9m entre pobres e ricos dentro de alguns pa\u00edses.<\/p>\n<p>Outro estudo da ag\u00eancia da ONU para a sa\u00fade, publicado hoje na revista\u00a0<em>The Lancet Global Health<\/em>revela que uma em cada quatro mortes se deve a complica\u00e7\u00f5es previamente existentes, como diabetes, HIV, mal\u00e1ria ou obesidade, cujos impactos s\u00e3o agravados pela gravidez.<\/p>\n<p>Um quarto das mortes deve-se a hemorragia severa. Outras causas identificadas s\u00e3o a hipertens\u00e3o induzida pela gravidez (14%), as infe\u00e7\u00f5es (11%), obstru\u00e7\u00f5es e outras complica\u00e7\u00f5es no parto (9%), complica\u00e7\u00f5es relacionadas com o aborto (8%) e co\u00e1gulos sangu\u00edneos (3%).<\/p>\n<p>\u201cJuntos, os dois relat\u00f3rios destacam a necessidade de investir em solu\u00e7\u00f5es comprovadas, como cuidados de sa\u00fade de qualidade para todas as mulheres durante a gravidez e o parto, e cuidados especiais para gr\u00e1vidas com problemas cl\u00ednicos pr\u00e9-existentes\u201d, disse a diretora-geral adjunta da OMS para a Sa\u00fade da Fam\u00edlia, Mulher e Crian\u00e7a, Flavia Bustreo, citada em comunicado da OMS.<\/p>\n<p>Outro alerta da organiza\u00e7\u00e3o \u00e9 sobre a falta de dados rigorosos relacionados \u00e0 mortalidade materna. Apesar de ter aumentado o conhecimento sobre o n\u00famero de mulheres que morrem e as raz\u00f5es das mortes, muitos dados ainda n\u00e3o s\u00e3o registrados. \u201cTrinta e tr\u00eas mortes maternas por hora s\u00e3o 33 mortes a mais\u201d, disse o diretor de Sa\u00fade, Nutri\u00e7\u00e3o e Popula\u00e7\u00e3o do Banco Mundial, citado no comunicado.<\/p>\n<p>&#8220;Precisamos documentar cada um desses acontecimentos tr\u00e1gicos, determinar as suas causas e iniciar a\u00e7\u00f5es corretivas urgentemente\u201d, acrescentou Bustreo.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasi\u00e7<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais de 800 mulheres morrem todos os dias devido a complica\u00e7\u00f5es na gravidez e no parto, mostra a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":34748,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34747"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34747"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34747\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34747"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34747"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34747"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}