{"id":37358,"date":"2014-07-28T17:09:35","date_gmt":"2014-07-28T20:09:35","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=37358"},"modified":"2014-07-28T17:09:35","modified_gmt":"2014-07-28T20:09:35","slug":"especialistas-em-seguranca-propoem-agenda-de-debates-prioritarios-para-eleicoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/especialistas-em-seguranca-propoem-agenda-de-debates-prioritarios-para-eleicoes\/","title":{"rendered":"Especialistas em seguran\u00e7a prop\u00f5em agenda de debates priorit\u00e1rios para elei\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/fenaprf.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/21_12_2011_projeto-de-seguranca-publica2.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-37365\" title=\"21_12_2011_projeto-de-seguranca-publica\" src=\"https:\/\/fenaprf.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/21_12_2011_projeto-de-seguranca-publica2-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" \/><\/a>Especialistas em seguran\u00e7a p\u00fablica lan\u00e7aram hoje [28] uma agenda priorit\u00e1ria para a \u00e1rea e v\u00e3o pedir aos candidatos \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica que se posicionem sobre as propostas. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 qualificar o debate sobre o tema e defender principalmente iniciativas para reduzir o n\u00famero de homic\u00eddios no Brasil, que passou de 56 mil em 2012. &#8220;Nos momentos anteriores, \u00e9ramos convidados a falar sobre as nossas ideias. Demos um passo anterior e nos organizamos no sentido de juntar pesquisadores e profissionais, que pensam de modos diferentes, e produzimos esse documento para estimular o debate&#8221;, disse a pesquisadora da Universidade de Bras\u00edlia (UnB) Hayd\u00e9e Caruso.<\/p>\n<p>A apresenta\u00e7\u00e3o das propostas ocorreu no Rio de Janeiro, no Instituto Igarap\u00e9, uma das organiza\u00e7\u00f5es envolvidas no projeto, e reuniu representantes do N\u00facleo de Estudos da Viol\u00eancia da Universidade de S\u00e3o Paulo; Centro de Estudos de Criminalidade, da Universidade Federal de Minas Gerais; Instituto Fidedigna, do Rio Grande do Sul; Universidade de Bras\u00edlia; Laborat\u00f3rio de An\u00e1lise da Viol\u00eancia, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj); Universidade Federal de Pernambuco; Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul; Centro de Pesquisa Jur\u00eddica Aplicada e o F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica.<\/p>\n<p>A agenda ser\u00e1 apresentada aos coordenadores da \u00e1rea de seguran\u00e7a p\u00fablica das campanhas dos presidenci\u00e1veis no pr\u00f3ximo dia 31, em S\u00e3o Paulo: &#8220;A ideia \u00e9 influir com essa agenda pedindo posicionamento em torno desses pontos&#8221;.<\/p>\n<p>O documento enumera seis prioridades e destaca a diminui\u00e7\u00e3o dos assassinatos como a primeira delas. A agenda prop\u00f5e um Plano Nacional de Redu\u00e7\u00e3o de Homic\u00eddios, que seria articulado nacionalmente e estimularia planos estaduais e municipais. Uma das iniciativas que o plano incentivaria \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de departamentos especializados em crimes contra a vida, para fortalecer os meios de investiga\u00e7\u00e3o, incluindo investimentos na capacita\u00e7\u00e3o e equipamentos de per\u00edcias, al\u00e9m de aumentar o cumprimento de mandados de pris\u00e3o de acusados de assassinato. O plano tamb\u00e9m prev\u00ea uma maior regula\u00e7\u00e3o na pol\u00edtica nacional de controle de armas e a redu\u00e7\u00e3o da letalidade policial, disseminando procedimentos e protocolos de uso da for\u00e7a, fortalecendo corregedorias e substituindo em todos os estados o termo &#8220;resist\u00eancia seguida de morte&#8221; por &#8220;homic\u00eddio\/morte decorrente de interven\u00e7\u00e3o policial&#8221;, o que j\u00e1 \u00e9 recomendado pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos.<\/p>\n<p>Para a diretora executiva do Instituto Igarap\u00e9, Ilona de Carvalho, a opini\u00e3o p\u00fablica no Brasil avan\u00e7ou e est\u00e1 mais aberta a um debate qualificado da quest\u00e3o. &#8220;\u00c9 hora de vencer esse dilema, at\u00e9 porque, se a gente quer se consolidar como pot\u00eancia em qualquer aspecto, n\u00e3o tem como: um pa\u00eds de 56 mil homic\u00eddios n\u00e3o vai ser um pa\u00eds desenvolvido. Isso n\u00e3o cabe na defini\u00e7\u00e3o. Tem uma lacuna no nosso desenvolvimento que \u00e9 a quest\u00e3o da seguran\u00e7a&#8221;, afirma ela que, apesar disso, considera que o tema ainda n\u00e3o \u00e9 uma prioridade no Brasil: &#8220;Ainda n\u00e3o \u00e9, mas n\u00e3o d\u00e1 mais para n\u00e3o ser&#8221;.<\/p>\n<p>Outro ponto do grupo \u00e9 uma nova estrutra policial, sem a atual divis\u00e3o entre pol\u00edcia ostensiva e pol\u00edcia investigativa, criando uma pol\u00edcia de &#8220;ciclo completo&#8221;, que patrulha, atende chamados e investiga os crimes. Tamb\u00e9m \u00e9 defendida uma entrada \u00fanica na carreira, sem a diferen\u00e7a de concursos para oficial e soldado, e agente e delegado, por exemplo: &#8220;Nas melhores pol\u00edcias do mundo, o chefe de pol\u00edcia um dia esteve nas ruas como policial&#8221;, comparou o pesquisador Ign\u00e1cio Cano, da Uerj. Com a ideia, todos os policiais teriam a possibilidade de chegar ao n\u00edvel mais alto da hierarquia pela via meritocr\u00e1tica, sem a realiza\u00e7\u00e3o de um novo concurso.<\/p>\n<p>A proposta do grupo extingue a Justi\u00e7a Militar e a subordina\u00e7\u00e3o das PMs ao Ex\u00e9rcito, fortalece o controle externo da atividade policial, com maior participa\u00e7\u00e3o da sociedade civil, e regulamenta o direito \u00e0 sindicaliza\u00e7\u00e3o e greve dos policiais militares.<\/p>\n<p>Os pesquisadores prop\u00f5em aumento do or\u00e7amento para a \u00e1rea &#8211; atualmente em 0,46% do Produto Interno Bruto do pa\u00eds, e um novo pacto federativo, em que o governo federal assuma mais responsabilidades com a cria\u00e7\u00e3o de um Minist\u00e9rio da Seguran\u00e7a P\u00fablica, principalmente como &#8220;uma sinaliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da import\u00e2ncia dessa \u00e1rea&#8221;. O \u00f3rg\u00e3o tamb\u00e9m alinharia compet\u00eancias de seguran\u00e7a p\u00fablica e justi\u00e7a criminal. Nos moldes do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An\u00edsio Teixeira (Inep), a agenda dos especialistas pede maior capacidade de fiscalizar e produzir dados de qualidade, al\u00e9m de uma Escola Nacional de Seguran\u00e7a P\u00fablica, para a forma\u00e7\u00e3o dos gestores.<\/p>\n<p>A moderniza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica criminal e penitenci\u00e1ria e a revis\u00e3o de parte da pol\u00edtica de drogas completam a agenda priorit\u00e1ria. Para os pesquisadores, \u00e9 preciso regular a pesquisa, o uso medicinal, o com\u00e9rcio e o autocultivo de maconha, que necessariamente implica na descriminaliza\u00e7\u00e3o, com investimentos em pol\u00edticas de preven\u00e7\u00e3o do uso e abuso e de redu\u00e7\u00e3o de danos. \u00c9 proposta tamb\u00e9m a retirada da caracteriza\u00e7\u00e3o de crime hediondo para o tr\u00e1fico de drogas. &#8220;\u00c9 claro que estamos falando do traficante simples, que \u00e9 pego com uma quantidade de droga. Se ele est\u00e1 armado, j\u00e1 n\u00e3o se trata mais de tr\u00e1fico simples&#8221;, explica Ilona.<\/p>\n<p>A melhora nas condi\u00e7\u00f5es do sistema penitenci\u00e1rio, o fortalecimento das defensorias p\u00fablicas estaduais e a estrutura\u00e7\u00e3o das centrais estaduais de penas alternativas tamb\u00e9m s\u00e3o consideradas priorit\u00e1rias. &#8220;Hoje, muitos ju\u00edzes n\u00e3o aplicam a pena alternativa porque sabem que os estados n\u00e3o tem condi\u00e7\u00e3o de cumprir&#8221;, diz Ilona.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especialistas em seguran\u00e7a p\u00fablica lan\u00e7aram hoje [28] uma agenda priorit\u00e1ria para a \u00e1rea e v\u00e3o pedir aos candidatos \u00e0 Presid\u00eancia<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":37372,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[2,1,3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37358"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37358"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37358\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37358"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37358"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37358"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}